segunda-feira, março 17, 2008

Têm Lepra e Peçonha...

Na actual conjuntura não faltam "cronistas"que por medo de uma pandemia de lepra ou peçonha, acusem todos os que se manifestam contra a burocracia simplex das atrapalhadas reformas propostas pelo Governo, de se terem transformado em tropas de choque do PCP.
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Até foram descobrir nesta quadra anti-comunista, um russo ricaço da riquissima elite de Putin, para tecer louvores ao Soares e denegrir os comunistas. Neste caso, seria de perceber como é que em tão poucos anos aqueles russos ficaram tão ricos (!?) e também porque é que eles gostam tanto do PS e do M.Soares.
Medida Simplex
Todos os comunistas passam a usar sinêta, estando assim os demais sempre avisados quando eles se aproximam. São de facto perigosos.

Estamos Ricos...

A Venezuela está interessada em comprar a Portugal produtos agro-alimentares, a pagar em petróleo. Um Secretário de Estado acompanhado por 15 empresários deslocaram-se até lá, tudo parecia estar no bom caminho.
A CAP, confederação daqueles agricultores portugueses que mamaram milhões à conta da adesão à CEE, veio a terreiro dizer que o país não tem capacidade para tais fornecimentos.

FISSURAS...

Com exposição de fotos detalhadas, divulgaram nos jornais que o tabuleiro da Ponte 25 de Abril apresenta fissuras.
Tais noticias emitidas sem qualquer e imediata posição das entidades oficiais, gera dúvidas e até pânico. Ainda está na memória de todos a queda da ponte de Entre - os -Rios, acrescendo o facto de a "culpa ter morrido solteira".

Este é mais um exemplo da bandalheira que por aí anda.

domingo, março 16, 2008

Procissão do Srº dos Passos



Hoje nas celebrações da Eucarístia foi invocada "a hora em que Ele se entregou, para voluntáriamente sofrer a morte..."
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Esta eucarístia, sempre suscitou enormes dúvidas sobre a vida e morte de Jesus, pondo até em causa a existência de Deus, pela sua postura negativa de Pai, entendido como o todo poderoso do Reino dos Céus.
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Como é conhecido, Jesus foi preso após Judas ter bufado a hora e local onde clandestinamente se iria realizar a reunião (ceia) com todos os discípulos. Concluindo-se que Jesus foi aí preso e levado a julgamento, acabando condenado, naturalmente contra a sua vontade.
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Por isto mesmo, para aqueles que com ele partilhavam a vida e a luta por um mundo melhor, tal condenação gerou sofrimento e dôr, choraram a sua morte, lá estiveram juntos de sua mãe e de Madalena sua companheira - só o Pai, o tal todo poderoso não apareceu.
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O tal Pai não apareceu, porque exactamente nunca existiu, e se existisse seria um monstro usando apenas os dons Celestiais para a manipulação divina dos que o prenderam, condenaram e o executaram, - porque nos seus insondáveis desígnios, desejou a morte do filho...
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É por isto que lembrar a morte de Jesus, é exaltar o exemplo de quem perante a tortura e a morte não renegou a ideia, o projecto e valores de justiça e paz que sempre defendeu.
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O discurso eucarístico que nesta quadra é usado há séculos, é assim uma medonha mentira, como é um medonho disparate passear pelas ruas a hipotética imagem de Jesus com uma cruz ás costas - forçando assim referências para os que se movem pelo "fenómeno da fé em Deus", Deus que ainda ninguém provou existir.
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- Em 22 de Junho de 1778, o Padre e poeta Francisco Manuel do Nascimento, por conclusões idênticas foi arguido num processo promovido pelo Santo Ofício. Acabou condenado, embora sem cumprir pena, pois fugiu a tempo refugiando-se em Paris.

De 1896 e 1901 (...)


De um velho livro que herdei de um amigo já falecido. Para desanuviar, de vez em quando divulgarei aqui algumas obras de arte como estas. São de espantar pelos limitados meios então existentes.



Para o PS, tanto faz...

Logo após as imagens e discurso televisionados, do PSócrates - que desta vez não contou com a presença da maioria silenciosa, do ELP, PPD, MIRN e CDS como aconteceu na alameda, com que agora sonhou. Sem ainda perceber porquê, lembrei-me de marionetas...
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A actual conjuntura politica, pelo execrável uso que o PS está a fazer da sua maioria absoluta, está a estrangular todo o processo democrático, condicionando-o apenas ao dia do voto. Ao não atender ás criticas, aos protestos e até ás súplicas, está a esvaziar o direito de manifestação retirando sentido ao seu uso, empurrando assim a sociedade para uma curva perigosa - a busca de outras formas de intervenção, que embora legitimas, arriscam entrar na violência. A velha escola do PS aí está - a desfaçatez de quem diz hoje e amanhã faz o contrário, mais a irresponsabilidade e incompetência que sempre cultivou.
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O PSócrates pretende transformar o país num teatro de marionetas.

quinta-feira, março 13, 2008

Divulgação "100 anos de Lutas - O outro lado da CUF"

LogoPedido de divulgação que chegou à nossa caixa de correio electrónico via Mule Express:

"Inserido no ciclo “O Outro Lado da CUF” vai realizar-se o último colóquio , para o qual pedimos a divulgação.
Para este Colóquio estão convidados: Luís Rodrigues (Arquitecto urbanista), Madalena Alves Pereira (Advogada e Deputada da Assembleia Municipal do Barreiro, eleita pelo Partido Socialista), Mário Durval (Médico de Saúde Pública) e Sousa Pereira ( Director do jornal Rostos)."


Colóquio Depois da Cuf Que Barreiro?

segunda-feira, março 10, 2008

Tibete Livre

Free TibetMarcha Pacífica de Protesto contra a violação dos Direitos Humanos no Tibete por parte da China

Lisboa / Porto / Aveiro/ Funchal


Hoje dia 10 de Março, aniversário da revolta do povo tibetano, em 1959, contra a ocupação e repressão chinesa, serão realizadas marchas pacíficas e acções de protesto em todo o mundo, exigindo o respeito pelos direitos humanos no Tibete, o reconhecimento do direito do povo tibetano à autonomia, a libertação dos presos políticos por parte da China, país que procede a um genocídio étnico e cultural no Tibete e que viola brutalmente os mais elementares direitos de homens e animais.

Estas acções acontecem também no dia em que começa a marcha pacífica de regresso de muitos tibetanos ao Tibete, a partir de Dharamsala, na Índia, inspirada na Marcha do Sal promovida por Gandhi. Estas acções não são contra o povo chinês, mas apenas contra a política do actual governo chinês, que oprime o seu próprio povo e não está à altura da sua grande tradição cultural, onde avultam os valores da milenar sabedoria confucionista, taoista e budista.

Cabe aos portugueses, com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor e que recentemente tão bem receberam Sua Santidade o Dalai Lama, não permanecerem indiferentes a esta nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo.

Vimos por isso convidar todos a aderirem à MARCHA PACÍFICA DE PROTESTO que se realizará hoje dia 10 DE MARÇO, 2ª feira:

Em Lisboa: com concentração no Rossio, pelas 18.30, de onde seguirá para o Largo de Camões e de seguida para o Cais do Sodré.

No Porto: com concentração nos Leões, pelas 18h30, seguindo pela Avenida dos Aliados e Sta. Catarina.

Em Aveiro: Conferência de Imprensa da União Budista Portuguesa (Delegação de Aveiro) e da Amnistia Internacional, pelas 18.30, no Hotel Imperial, sobre a situação de violação dos Direitos Humanos no Tibete.

No Funchal: concentração no Parque de Santa Catarina, pelas 18h30.

Convidamos todas as associações cívicas e humanitárias a aderirem a esta manifestação.

CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA ! DIVULGUE ESTA INICIATIVA !

Não permaneça cúmplice, pela indiferença e pela abstenção, desta e de outras injustiças que há no mundo.



ORGANIZAÇÃO

União Budista Portuguesa (www.uniaobudista.pt) Tel: 21 363 43 63

Songtsen - Casa da Cultura do Tibete (www.casadaculturadotibete.org) Tel: 21 390 40 22



CONTACTO (Media)

Tm: 91 811 30 21



APOIO

Amnistia Internacional

Associação Agostinho da Silva

domingo, março 09, 2008

Homilia de Domingo

A semana que findou não correspondeu ao exigente cenário de serenidade que a Quaresma ordena, parecendo assim ter-se esgotado a fonte da bondade e da lucidez.

Não existem reformas, apenas peroram trapalhadas humilhantes propostas pelos governantes eleitos, que sendo bem pagos pelo povo, apenas servem os interesses do poder económico e financeiro. Nem Deus os salva, por tanto desmando e hipocrisia expelidas nesta semana, cuja violência, teve em crescendo a repulsa colectiva.

Até Mário Soares, agnóstico de bem com Deus, apareceu no jornal com uma velha "lenga lenga" redutora da consciência social portuguesa. Considerando que os portugueses menosprezam o seu país. Sustentando o seu pensamento até nas afirmações proferidas no estrangeiro pelo Rei D.Carlos I, que usou os termos parvónia e piolheira, caracterizando assim o povo e o país. Mas mais grave que isto é ter metido no mesmo saco, Eça de Queiroz e Bordalo Pinheiro, exactamente estes, que ao invés do Rei, denunciavam as elites politicas de então que condenavam o país à piolheira que tão bem descreveram e caricaturaram.

Os Eças e Bordalos de todos os tempos sempre incomodaram as elites trafulhas que se lambuzam no poder. Recordo-me (década de 80) das frases do então 1ºministro, à entrada do Hospital de S.Bernardo, quando trabalhadores sem salários da Imperex, Ima, Barreiros, M.Setubalense e S. Cooperadora, concentrados o aguardavam: - enxotem-nos daqui ! - estes gaijos não podem vencer ! - isto é obra dos comunistas !. Daquela gente que lutava para não cair na piolheira, dois foram detidos, mais grosseiros que Bordalo - chamaram filho da puta ao Srº 1ºministro.

A transversal piolheira que impede que este país se construa na escola, na familia, nos campos, nas fábricas, na criação, na universidade, na investigação e em tudo que envolve labôr e dedicação, está a ter a resposta - a evidente consciência social dos portugueses, daqueles que não definham no masoquismo e ideia de que o país faliu, que têm a clarividência de contrapropôr progresso ao retrocesso civilizacional, conteúdo das apregoadas reformas.

Foi assim que nesta semana agitada, Mário Soares resolveu meter férias à catequese, aparecendo em doce protecção do Angélico Sócrates e seus Anjinhos, defendendo-os da "má lingua de Eças e Bordalos".

A ele, que tudo tem feito na vida por gordas páginas na história, deixo-lhe o registo para que não esqueça, - que foi ele que esteve no hospital de S.Bernardo a inaugurar uma secção de hemodiálise que só funcionou dois anos depois, foi ele que proferiu as tais frases, que é ele que integra as elites que sempre promoveram a piolheira.

Cá desta banda estão os que Cesário Verde descreveu "... Os portugueses, são engenhosos como os engenheiros / brutos como os lenhadores.

INVENTONAS

É fundamental que a presença seja em massa, que a claque vibre e faça vibrar. Que à chegada, Sócrates seja recebido com 15 minutos de aplausos e que na frente a juventude suba para as cadeiras. As televisões vão estar, é preciso que todos os aspectos sejam considerados.

Desta vez não se vai recorrer à inventona da "Guerra Cívil"- trata-se apenas de institucionalizar o absolutismo sob o lema:

"- Já que nos deram a maioria absoluta, agora comam merda, milhões de moscas a comem e não protestam, nem fazem manifestações."

VIVA O PS

VIVA SÓCRATES

- Por decisão do Srº Silva, não são permitidos comentários.

sexta-feira, março 07, 2008

No Defeso - Debates Taurinos

Faz hoje uma semana que o BE promoveu o debate "Touradas: tradição e sofrimento animal".

Pela descrição do Jornal da Moita, percebi que se tratou de um debate pranzenteiro, muito marcado pela intervenção pragmática do Srº José Epifâneo, que embora redonda quanto baste, evitando melindrar gostos, simpatias ou convicções, - arrematou a lide com uma disparatada comparação mal acomparada, que nem sequer me dou ao trabalho de aqui transcrever. Já o antropologo, dando a cara pelo animal que faltou ao debate, enveredou pela demonstração biológica, muito mal sustentada da evolução do Toiro nos ultimos cem anos, - que como todos sabem mantém as mesmas 4 patas, 2 orelhas, 1 rabo e ainda não tem 3 cornos, encontrando-se exactamente como os seus milenares antepassados.


Embora no debate tivessem acontecido intervenções de nível no plano ético e civilizacional, acabaram ofuscadas pelas "aficionadas multidões" referidas pelo Srº Presidente do Grupo Taurino da Moita .




Neste debate tão importante, onde faltou o expert Srº Patarata e o Srº Maurício do Vale, ficando assim por tratar a importância da tauromaquia para o desenvolvimento do Concelho e do País - foi uma falha imperdoável, que irá trazer custos politicos ao BE, pois já é evidente a disputa pelo voto taurino para as próximas eleições, em terrenos que a CDU conquistou.


Para maior tristeza, observo que poucos leram o conto "MIÚRA", escrito por Torga.

Marcha da Indignação


Tendo em conta o muito elevado número de professores e educadores que participará, seguramente, na Marcha da Indignação dos Professores, em 8 de Março (próximo sábado), os Sindicatos da Plataforma Sindical decidiram alterar o local onde esta terminará, mudando, assim, do Rossio para o Terreiro do Paço.

As Secretas

O ComedianteEste Nuno Melo é um comediante (naquela bancada são todos). Mas que idoneidade tem o CDS-PP para falar de segredo de Estado, quando o Paulo Portas, o líder popular, ao deixar de ser ministro da Defesa, fotocopiou 61893 documentos do Estado, muitos deles classificados??

Via Público, pág. 14 da versão impressa:

PCP e BE criticam falta de fiscalização das secretas e reivindicam assento no órgão.

Nuno Melo (CDS- PP) não acredita que o Parlamento consiga respeitar o segredo de Estado.
O deputado socialista Vitalino Canas garantiu ontem no Parlamento que o cadastro dos documentos classificados como segredo de Estado - a ser criado na Assembleia da República com a aprovação dos projectos de lei do PS e do PSD - vai abranger todas as informações classificadas como tal, e portanto também as oriundas dos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP).
Respondia assim, ainda que parcialmente, a uma das grandes preocupações do PCP e do BE, que acabavam de criticar a falta de fiscalização das secretas. Os dois partidos mais à esquerda consideram negativo que a comissão fiscalizadora do SIRP esteja apenas nas mãos dos dois maiores partidos, tendo apresentado propostas para a inclusão naquele órgão de todos os partidos com assento parlamentar.
"Não há fiscalização parlamentar democrática de coisa nenhuma quando uma parte do Parlamento é pura e simplesmente excluída do exercício de fiscalização", argumentou o deputado comunista António Filipe. "Defendemos que a fiscalização seja feita por critérios políticos, e não partidários, com base no exercício do direito democrático e na defesa dos direitos constitucionais de fiscalização", juntou o deputado bloquista Fernando Rosas. As propostas dos dois partidos têm o "chumbo" garantido do PS, PSD e CDS-PP. "Os senhores querem é mudar o sistema para garantirem um lugarzinho, se tiverem um sítio o problema fica resolvido", atirou o social-democrata Nunes Correia.
O debate prosseguiu depois para os projectos de alteração à lei do segredo de Estado dos dois maiores partidos, ambos no sentido de garantir e definir o acesso do Parlamento a documentos e informações sob segredo, através da criação de uma comissão de fiscalização específica que também terá poderes para os classificar e desclassificar. Na apresentação dos respectivos projectos, muito semelhantes nas soluções, Mota Amaral (PSD) e Vitalino Canas (PS) explicaram a necessidade de colmatar uma lacuna da lei com 14 anos - o acesso do Parlamento ao segredo de Estado. Os socialistas estão mesmo dispostos a aprovar o projecto social-democrata, embora recusem a ideia do PSD de impedir os ministros de classificarem documentos como segredo de Estado.

O debate azedou depois, quando Nuno Melo (CDS-PP), ao anunciar o voto contra do seu partido aos dois projectos, resolveu atirar-se ao PCP e ao BE, dizendo ter "uma interrogação legítima: Posso confiar que não divulgariam um qualquer documento ou informação, se nisso vissem vantagem política? Este vice-presidente da AR citou, para sustentar a sua dúvida, a frase de um artigo comemorativo do 80º aniversário do PCP: "Combateremos os alarmismos e as histerias sectárias e demagógicas, assim como a perversão dos Serviços de Segurança e Informações da República". "Com franqueza, não acredito que uma comissão para a fiscalização do segredo de Estado, composta apenas por deputados, garanta o segredo de Estado com o melindre que a Constituição pretende salvaguardar", afirmou. António Filipe pediu defesa da honra e exigiu desculpas, no que foi apoiado por Fernando Rosas, que se sentiu "vítima de um insulto torpe" vindo da bancada de Portas.

quinta-feira, março 06, 2008

Em Mês de Aniversário

O Arre Macho está à porta de concretizar o seu 3º aniversário electrónico.
Nestas ultimas semanas (devido a problemas técnicos) as postagens por mim colocadas, deixaram de ter a regularidade com que vos habituei.
Como diz o Loduvicus Rex "O que importa é transformar o mundo. A Blogosfera é o nosso meio!", assim o tenho tentado, convicto de que despertei algumas mentes mais adormecidas.

As Tetas da Educação

terça-feira, março 04, 2008

Divulgação "CACAV"

Aventura & Ar Livre - CACAVEstá aí mais uma actividade de Ar Livre para todos.
Desta vez vamos até ao Cabo Espichel, através de trilhos poderemos descobrir parte da historia do local e do misticismo que o envolve.

Inscreve-te.

Para mais informações e inscrições podem utilizar os seguintes meios:

Mail: aventura.cacav@gmail.com; cooperativa.cacav@gmail.com
Telem : 93 296 84 17 ou 96 277 33 10

Até lá,
Miguel Plácido
CACAV

Podem aceder ao folheto e ficha de inscrição aqui.

domingo, março 02, 2008

Presidente Lobo em Rostos Online

Esta iniciativa interessante, que permite até ao entrevistado, tempo para pensar e organizar ao detalhe as respostas a dar, ou preferindo não dar, estar liberto da pressão do confronto presencial - ainda não obteve com o Srº Presidente da Câmara Municipal da Moita, qualquer resultado. NÃO SE VERIFICARAM RESPOSTAS.
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O Srº Presidente é livre, pode responder apenas ao que quiser, mas é bom que responda, pois também foi livre quando decidiu aceitar partícipar na referida entrevista interactiva - por ora, acredito tratar-se de falta de tempo, ou até mesmo a opção pelo método de responder "por atacado".
Entretanto responda, pois perguntas não faltam.

Elogios na Quaresma

Em viagem pelos blogs descobri neste Domingo que Deus me ofereceu, que fui bafejado com elogios promovidos pelos beatos que honorosamente ocupam o corpo redactorial do António do Telhado. Talvez porque iluminados pela litúrgia da quaresma, periodo vocacionado para a dádiva e condescendência, explique tanto "mimo e carinho".
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Sem pôr em causa os sentimentos dos outros, nem tão pouco fugir à regra. Confesso que também gosto de mimos e carinhos, preferindo no entanto seguir o exemplo dos Gatos - felino "senhor do seu nariz", que só aceita carícias quando lhe apetece, e até levanta o rabo, não só avisando que a partir dali não há mais gato, como indicando que não gosta que lhe apalpem o traseiro.
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É que não esqueço que a preferência pelo sobrenome Telhado, está inerente aquela quadrilha que durante anos teceu o domínio de um certo Colectivo Concelhio, que por mercê de maiorias absolutas, transformou o voto em prepotência, optando pelo sectarismo e pela devassa, até da vida privada de quem se opôe ao estilo de exercício do poder que praticam. São vários os exemplos, até oficiados em comunicados com chancela a demonstrar que trocaram a discussão politica pela devassa, e o combate ideológico por uma esvaziada basófia sectária.
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Mas, se tais elogios resultaram de algum apelo de Deus, por acção do Espírito Santo em sonhos de chamamento à razão e à humildade, que o presente periodo litúrgico solicita - concedo-lhes o meu perdão, convidando-vos a ver um filme que recentemente revi: "AS VIDAS DOS OUTROS".(*)
(*)em qualquer loja de Videos e CDs o alugam.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

A República está desgraçada...

... Portugal em 1900 estava mais evoluído que agora...

Recentemente o tal Duarte Pio, D'el-Rei D.Bacócó, assim considerou - Portugal naquele tempo com quase 90% de analfabetismo, em que nos campos e nas fábricas se trabalhava de sol a sol por apenas "bucha e caneca", era o cantinho mais feliz deste mundo.
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Também a reviver cenários antigos com actuais tenebrosos pensamentos, - o Presidente Cavaco Silva inaugurou uma estátua ao Rei, evidenciando em discurso "a sabedoria oceânica e patriótica de D.Carlos", esquecendo que foi em tais gozos que este Rei gastava o que não era seu, no bembom de velejar, passear e outros deleites. O Srº Presidente colocou assim a República a homenagear um corrupto, um incivilizado, uma bêsta que por mais de uma vez expressou em discursos que o Povo não passava de "uma cambada de estúpidos, de gente pindérica".
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Comprovadamente, este Presidente pretende desgraçar a República - as recomendações que envia a Sócrates por cada medida, despacho ou decreto, é descaro e hipocrisia.
O que ele deseja é implantar em definitivo a Ditadura da Alternância, é que o Sócrates em nome do PS, faça tudo o que ele e o PSD sempre desejaram fazer.
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O Presidente, esquecido do prestigio da República, ainda não teve (nem terá) uma atitude em relação ao facto de o deputado António Preto e do vereador do PS Virgilio Sobral, terem sido pronunciados por crimes de fraude fiscal e falsificação de documentos, pelo Tribunal de Instrução de Lisboa. Silêncio ainda agravado, pela afronta institucional de pela Assembleia da República o tal deputado ter sido nomeado para relator da Comissão que vai fazer a transposição da directriz europeia de combate ao branqueamento de capitais.
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Nesta desgraça - Rei não temos, nem tão pouco sucessor como o monárquico fadista, Nuno da Câmara Pereira explica em livro. Temos apenas uma República em que o Governo vai leiloando o País, e, um Presidente que se está cagando para a República.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Debate sobre Touradas - Moita

Via © GRITA!!!

Debate Sobre Touradas , Moita
GRITA!!! - 25-Fev-2008


A tortura não é arte nem cultura!!!
O video em baixo é passado em Espanha. Meus amigos é nisto que querem transformar Portugal?? Ou é isto que teremos de erradicar do Planeta??

domingo, fevereiro 24, 2008

QUARESMA...


Mais uma vez por afazeres não penitenciáveis, por solicitações "que nem ao padre cura irei confessar", pois há coisas na vida que só o próprio faz, embora a divina cusquíce de Deus no seu omnipotente arbítrio, quebre a eternidade do segredo. Hoje não subi ao púlpito.
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A Quaresma neste ano de 2008, como periodo de recato e abstinência já está arrumado sem hipóteses de colher benevolência celestial.
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Anteontem, num ambiente de copos que calculo para alguns e algumas ter terminado em carícias e numas quecas (um dia destes cago-me na função de cónego) ouvi uma história que se reportava a uma Salomé, cuja descrição era uma "gaja boa comómilho", que afinal não era esta, nem o assunto era o que já pensava . Fiquei a saber que Fátima, local e não a tal Salomé, é um produto turístico que segundo politicos escalabitanos por lá eleitos, irá integrar a região de turismo de Lisboa e Vale do Tejo.
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Reflectindo sobre isto e interpelando Deus, percebi que estão em jogo enormes interesses económicos. Interesses aparentemente alheados da apressada canonização dos pastorinhos, mas que vêm levantar o véu e trazer à liça as discussões que se prolongaram desde 1918, sobre o melhor local para montar a aldrabíce, se seria naquele ou na Atalaínha, posto que a este já não faltavam peregrinos. Discussão finada mais tarde por acordo entre Salazar, Cerejeira e Pio XII.
Optaram por evitar mais encenações de pastorinhos ou vaqueiros, entendendo que mais a norte o povo era mais dado a mistérios transcendentais.
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É evidente que hoje com o novo aeroporto a instalar-se em Alcochete, não faltam já os que lamentam de nos anos 30, não ter havido a imaginação sagrada de preferir a Stª d'Atalaínha.

sábado, fevereiro 23, 2008

Caminhos da Classe (II)

Após a histórica jornada de luta de 18 de Janeiro de 1934, a Confederação Geral de Trabalhadores - CGT - foi profundamente abalada pela repressão, perseguições, prisões, exilios e desterro no Tarrafal de quase todos os dirigentes e activistas sindicais daquele tempo. A Classe Operária, os Trabalhadores ficaram assim temporáriamente limitados na luta pelos seus direitos.
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Então, a única organização de classe que tecendo uma estrutura orgânica clandestina se cimentou com expressão na sociedade portuguesa foi o Partido Comunista, único partido de classe, que ainda hoje assim se identifica nas resoluções dos seus congressos.
Foi assim determinante a sua influência nos trabalhadores durante o periodo fascista - a pouco e pouco desenvolveu-se a acção sindical, autónoma e unitária, em defesa de interesses imediatos, na luta contra a exploração e opressão fascista. Foi assim no próprio seio dos Sindicatos Corporativos, nas Assembleias Gerais e através da imposição de listas da confiança da classe, ou no interior das empresas através da constituição de Comissões de Unidade onde os trabalhadores desenvolveram a acção sindical, com exemplos de elevado sentido de unidade.
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Com isto, o Partido Comunista ao longo daqueles anos enraizou a sua mensagem em palavras de ordem, cujos temas e objectivos eram idênticos aos das organizações sindicais que então emergiam - palavras de ordem invulgares nos vulgares partidos que hoje se conhecem. Não sendo assim incorrecto, afirmar que durante alguns anos naquele periodo de frágeis estruturas sindicais, aquele Partido de Classe, actuasse como se fosse uma "Central Sindical clandestina e independente".
À experiência anteriormente colhida na CGT, somaram os saberes deste percurso - assim a importância da unidade e autonomia sindical, pela qual os comunistas a obstar a uma cultura nas suas fileiras, tentadora a sectarismos manipuladores, cedo inscreveram nas suas resoluções a orientação que indicou como dever dos militantes enquanto sindicalistas, a salvaguarda do carácter unitário e de classe das organizações onde estivessem inseridos, vindo a ser regra abrangente, até a outras áreas, integrada nos estatutos do próprio Partido.
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Quando em 1 de Outubro de 1970 se realizou a 1ªreunião de Direcções Sindicais representativas, convocada pelos Sindicatos dos Caixeiros, Laníficios, Metalúrgicos e Bancários, data em que se formou a INTERSINDICAL, hoje CGTP-IN, - aí o conceito unitário prevaleceu, de tal forma que na 2ª reunião realizada a 25 do mesmo mês, contou com a presença de 22 Sindicatos de várias regiões do país.
Uma grande parte dos dirigentes sindicais não eram militantes do Partido Comunista - admitindo que posteriormente muitos viessem a filiar-se, é injusto inferir disto ter havido manipulação ou quebra da natureza unitária da Intersindical.
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É por tudo isto que as campanhas de diabolização promovidas desde 1975, por M.Soares, Sá Carneiro, Torres Couto, Carluci/CIA e AFL/CIO, continuadas à cadência de cada Congresso da CGTP-IN, sempre com novos actores aconchegados, não atingiram até hoje os objectivos que sempre pretenderam.
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Mediante o exposto, não faltará quem me acuse de falso inocente - de facto nem tudo "correu ou corre bem", nunca assim foi nem será. Mas por isto, confundir problemas próprios da vida de uma estrutura não piramidal com aquela dimensão, em que cada sindicato e federação é autónomo, cujo funcionamento e evolução depende da participação e da permanente e apurada exigência de mais envolvimento e democracia, problemas cuja autonomia garante por discussão, compromisso e lealdade, soluções. Confundir esta realidade por ânimos individualistas, que sendo sérios tombam para a cristalização de posições, para a criação de estigmas, para o sectarismo, ou não sendo, apenas colhem a simpatia e os favores dos inimigos de classe, restando-lhes o efémero gozo de dar nas vistas em revistas e jornais. Isto sim, podendo ser inocência, para mim, é coisa bem mais feia.
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Não me espanta nem assusta, que pela "contagem de espingardas" que alguns fazem, a maioria dos membros do C. Nacional da CGTP-IN sejam militantes do Partido Comunista, o que me preocupa é se são ou não ortodoxos - se são comunistas firmes na defesa do sindicalismo unitário, de classe e de massas que caracteriza a CGTP-IN, tal como M.Carvalho da Silva, militante comunista que de forma sábia, sem tentações heterodoxas, tem cumprido a orientação do seu velho Partido de Classe.
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O sindicalista e Militante Comunista, M.Carvalho da Silva, presenteou o Congresso com o seu livro - Trabalho e Sindicalismo em Tempo de Globalização - pelo que já li, formulo já o desejo de que nenhuma "bêsta" o procure transformar em cartilha, pois trata-se de um trabalho que em si mesmo faz evoluir o método de análise marxista, evidenciando a preocupação de deslindar a intrincada complexidade social, resultante dos actuais modelos de desenvolvimento e de modernização, cujos efeitos perversos não só afectam as condições de vida e de trabalho como geram novas limitações á acção colectiva. É em si mesmo um trabalho, cujo rigor cientifico permite com alguma segurança animar à descoberta de outras formas de intervenção sindical, pois a centralidade do trabalho, continua a ocupar e a determinar a vida em sociedade, toda a civilização.
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- Viva a unidade de todos os trabalhadores!
- Viva a CGTP-Intersindical Nacional !

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Gestnave: A luta continua!

Gestnave/Erecta em luta!Os trabalhadores da Gestnave e da Erecta, que receberam em casa cartas de despedimento a partir de 31 de Março, concentram-se hoje junto à residência oficial do primeiro-ministro para exigir a reintegração da Lisnave. Na concentração, os trabalhadores realizam uma tribuna pública a partir das 9 e até às 15 horas, para a qual convidaram representantes dos grupos parlamentares a estar presentes e a intervir.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Negociação & NEGOCIAÇÕES...

EMPLOYMENT WEEK
OCTOBER 19-21 1993
Conferência que se realizou sobre questões sociais, no quadro do então conhecido Livro Branco de Delors. Ainda recordo a composição da mesa na Sessão de Abertura no deslumbrante salão do hotel mesmo defronte das Pirâmides em Bruxelas. Estavam lá o deputado Cravinho, o comissário mister Fling, Delors e representantes da CES, dos Banqueiros, do Patronato e o Secretário de Estado Americano.
Por lá observei participantes como o SrºJoão Proença da UGT e o meu camarada Ulisses da CGTP-IN.
Esta Conferência baseou-se na análise dos Sistemas de Emprego e de Protecção Social existente nos respectivos países da Comunidade Europeia, que então detectava mais de vinte milhões de desempregados pelo somatório das estatisticas.
Desde o início, as palavras chave foram logo endossadas pelas intervenções de abertura - Flexibilidade; Competitividade; Redução da Protecção Social. Conjugando com isto o objectivo de reduzir o desemprego na Comunidade em 5% até 1998.
No decorrer da Conferência pelas várias Secções Temáticas, diversos representantes de Sindicatos, que recordo de Itália, Inglaterra, Euskadi, Holanda, Dinamarca, Irlanda, Catalunha, Alemanha e Portugal#, a que se juntou a Rede Europeia de Combate ao Desemprego e sectores da Rede de Combate à Pobreza, tentaram inverter o caminho já traçado - lançaram propostas que induziam à alteração do tradicional sistema de acumulação de riqueza; à uniformização cadenciada dos sistemas de protecção social e eficaz aplicação do rendimento minimo; à permanente formação; a legislação que limitasse processos de deslocalização de empresas; à eficácia da acção inspectiva na aplicação da regulamentação laboral, limitando o desenvolvimento da precariedade e o visível florescimento das empresas de trabalho temporário. Destas e muitas outras, nem a redução do horário de trabalho foi atendida.
Venceu a filosofia inicialmente endossada - a Flexibilidade, objectivando a fragilização de toda a regulamentação laboral; a Competitividade, objectivando a redução do valor do trabalho; a Protecção Social à redução de despesas e assim à alteração dos respectivos sistemas. Mantendo mesmo assim o tal objectivo de reduzir o desemprego em 5%.
A esta Conferência seguiram-se acordos que foram assinados pela CES e representantes do Patronato. As conclusões e respectivos acordos transformaram-se em Tábuas orientadores para Governos, Organizações Patronais e algumas Organizações Sindicais e sindicalistas que integram a orientação maioritária da CES.
O resultado é conhecido - a velocidades distintas, em todos os países da UE desde então, tem-se verificado a sucessiva desvalorização do valor do trabalho, a fragilização da regulamentação laboral e a redução dos sistemas de protecção social. Os tais 5% de redução do desemprego nunca se verificaram, aliás, observa-se ao longo dos anos exactamente o contrário.
(#)de cá, só a CGTP-IN propôs.

Furacão passou pela Moita

Há mais de cinquenta anos que não acontecia uma tempestade destas. As árvores da Av. Teófilo Braga e da Praça da República quase todas arrancadas pelo vento. Vários edificios completamente destelhados, vidros partidos e postes eléctricos caídos, - a vila ainda está ás escuras.
As chuvas torrenciais fizeram o resto, que em conjugação com a maré cheia, a água sem escoamento entrou pelas habitações, estabelecimentos e até pelo edificio da Câmara.

O Srº Presidente, entidade maior da Protecção Civil no Concelho, fez o que pôde mediante tamanha catástrofe. Garantiu apoio imediato aos que ficaram desalojados, estando todos até novas ordens instalados na Pensão da Celeste.

Foi e é uma situação séria e triste para os Moiteiros, é por isto de uma enorme desfaçatez as atitudes e criticas de alguns maldizentes, que nem perante tamanha desgraça se coibiram das sua verborreias. Destaco o post do K7 e os comentários do Av1, uma autêntica vergonha.

Divulgação "Brucutumia 2008"


A Associação Chili Com Carne e a Groovie Records organizam Brucutumia 2008 - encontros de arte urbana luso-brasileira, entre 21 e 24 deste mês na ETIC e no D'Alma Lounge, com o objectivo de secar o Atlântico que separa os criadores portugueses e brasileiros.


Dirigido mais para a ilustração e bd mas sem nunca perder a transversalidade sobre outras áreas criativas, esta primeira edição do Brucutumia terá mesas-redondas, um workshop de edição de zines, uma exposição itinerante que se despede de vez de Portugal, uma feira de edição independente e zines nacional e brasileiro - com destaque especial para o material brasileiro que há muito os portugueses perderam contacto com o desaparecimento das revistas míticas como a Animal - e claro, festa "da pesada" com o melhor e mais violento que a tecnologia digital permita: Breakcore, Noise, Gabba, Kuduru, Drill'n'Bass... cortesia da Dezkalabro que se juntou à Brucutumia!
Os convidados brasileiros são autores e editores do zine Bongolê Bongoró, cujo último número editou uma série de autores portugueses. Resta dizer, que basta consultar o programa e escolher o que precisa para satisfazer a sua curiosidade cultural sobre o Brasil... e não, a Fáfá de Belém não foi convidada nem ouvirão Samba!
PROGRAMA (+info) em Blogzine da Chili Com Carne

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Opinião - CGTP – Tudo ou, quase tudo na mesma

António ChoraEm jeito de balanço do congresso podemos concluir que as novidades são poucas. Este congresso não melhorou a democracia interna, não deu os sinais necessários a um maior alargamento com vista a ampliar as lutas, regrediu na exigência da revogação do Código Bagão, ficando-se pela revogação das normas mais gravosas (quais?) e, não clarificou o seu posicionamento internacional, mantendo um pé na FSM (Federação sindical que canta loas à liberdade sindical em Cuba e na China) e outro na CSI.
Quem esteve lá dentro e quem não esteve, (mas acompanhou de fora por opção ou exclusão), sentiu que “dar mais força aos sindicatos” queria dizer para muit@s delegad@s “ dar mais força ao PCP”. O PCP saiu reforçado deste Congresso, o espaço da CGTP por este caminho tende a fechar-se progressivamente, ficaram a perder os trabalhadores

Algumas notas:

a) Os delegados ao congresso salvo muito poucas excepções não foram eleitos, foram nomeados pelas direcções sindicais recaindo a participação nos dirigentes a tempo inteiro

b) Os documentos aprovados seguem uma linha de continuidade: - O programa de acção refere que é preciso exigir a revogação das normas mais gravosas do Código Bagão e, mantém a linha da não filiação em nenhuma organização internacional; Os estatutos não foram alterados; a carta reivindicativa embora referindo as principais questões que afectam os trabalhador@s e a população, continua na linha da exigência apenas das normas mais gravosas do Código e faz um elenco exaustivo de matérias, sem priorizar reivindicações ou eleger questões principais em torno das quais se deve alargar e intensificar a luta pela melhoria das condições de vida e de trabalho, pois essa parte fica para servir o calendário politico dos mesmos de sempre, o PCP:

c) O Programa de Acção foi aprovado com 90 abstenções; Na especialidade o Capitulo 5 – alterações sobre a União Europeia. – apresentado por 7 sindicatos reuniram o apoio de 66 delegados. Sobre o Capítulo 6 onde estava integrado a proposta de adesão à Confederação Sindical Internacional, o apoio reunido foi de 9 sindicatos, ou seja mais o SPGL e os Pescadores e 112 delegados.

d) O conselho nacional mantém a composição (em termos de correntes de opinião) do anterior embora tenham entrado 47 novos membros. Dos 147 que compõem o CN, dois terços pertencem à corrente do PCP. Realce-se que houve sindicatos como o SINTTAV que diminuiu a sua representação de 2 para 1 e o SINTAV ficou sem qualquer representante só porque o elemento, a ser proposto e eleito por unanimidade, não pertence ao PCP.

e) As intervenções de delegados/as foram feitas como sempre. Falaram os representantes dos sindicatos que tinham propostas de alterações, as outras intervenções foi a Mesa do congresso que fez a triagem. Assim resultou que tiveram prioridade as intervenções encomendadas pelo CN, pelas Uniões de Sindicatos, pelas Federações e pelos Sindicatos ficando sem possibilidade de falar um número significativo de delegados.

f) No decorrer do Congresso foi anunciado a constituição de uma nova tendência sindical apartidária liderada Ulisses Garrido e António Avelãs e João Lourenço.

g) Carvalho da Silva para já contínua, mas muito mais “policiado” e admite a realização de um congresso extraordinário a meio do mandato.


Se alguma coisa resulta deste Congresso é a necessidade de levar à pratica o muitos já defendem, aprofundar a discussão sindical a nível nacional e sectorial, criar um sindicalismo alternativo no seio da CGTP, e colocar esta o mais rapidamente possível ao serviço exclusivamente dos Trabalhadores.

António Chora