quinta-feira, janeiro 12, 2006

Quadrupede Rosa

Mais um e-mail na nossa caixa que nos conta as desventuras do nosso "Quadrupede Rosa".

Afinal não foi pela ADSE

"Segundo noticia do Correio da Manhã, o cidadão (porque foi nessa qualidade que foi esquiar para a Suiça) Sr. José Sócrates Carvalho Pinto Sousa, logo imediatamente quando chegou a Lisboa na sexta-feira passada fez uma ressonância magnética e foi submetido a uma artroscopia no Hospital da Força Aérea. A operação foi executada pelo dr. Henrique Jones, militar e médico da selecção nacional de futebol.
Segundo os dados conhecidos, não consta que o cidadão em causa tenha apresentado o seu cartão da ADSE, tenha marcado consulta e ficado a aguardar por uma data na agenda do médico, que tenha ido às seis da manhã para a fila de espera, nem outrossim que seja militar de carreira ou na reserva, aviador ou paraquedista (embora tenha tendência para muitas quedas, inclusive de respeito) para ter o privilégio de ser imediatamente consultado, operado e assistido no Hospital da Força Aérea, necessariamente com a alegre comparticipação de todos os cidadãos contribuintes portugueses.
Está assim provado, como o mesmo em alto e bom som afirmou, que este cidadão tem precisamente os mesmos direitos na assistência na saúde que os Magistrados Judiciais e do Ministério Público e dos Oficiais de Justiça..., razão por que todos eles vão passar a marcar consultas instantâneas, operações imediatas e assistências permanentes no Hospital da Força Aérea, face ao princípio constitucional da igualdade. "

Alegre Vedros

Como o prometido é devido, chegou-nos à caixa de correio, o blog de apoio à candidatura de Manuel Alegre para Alhos Vedros/Moita. Aqui fica a sua divulgação neste espaço, que se quer democrático.



"Caros Bloguistas, eu, Luís Filipe da Cruz Guerreiro, representante de Manuel Alegre em Alhos Vedros, venho por este meio comunicar a todos, o Blog de Campanha de Manuel Alegre para Alhos Vedros / Moita: "Alhos Vedros Alegre" , gostaria que, se o desejarem é claro, fizessem a sua divulgação, porque esta campanha não tem subsídios e é apenas feita com o trabalho voluntário, não remunerado, de cidadãos que acreditam na nossa Pátria e nos Portugueses e Portuguesas !

Obrigado pela atenção
Saudações Alegres !"

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Os poetas sem salário

São seres sem tostão
sem rei nem roque.
Passam ao largo dos demais
passos dos humanos

Vagueiam na lama, no interior dos comboios
na mais alta torre, no limiar dos castelos
E sonham!

Sem salário, sem sapatos para calçar
percorrem as ruas com as palavras no coração,
na mente inquieta que os atormenta

Com as feridas abertas do frio que os agarra
transpiram o mais sonoro alfabeto da
melodia do infinito, preces loucas
vidas desvairadas, solitárias

E com a surpresa, a paixão, os odores
de noites plenas e inacabadas
soçobram perante a agonia, a frivolidade,
a hipocrisia dos mortais

Os poetas sem salário
percorrem mundos
acham-se sem terra
os ossos talvez não tenham pátria
nem o suor do trabalho

Mas as lágrimas e o coração
têm uma pátria.
Uma pátria que tem algum sentido
quando a boca nos põe a falar dela.

Os poetas com o coração
rasgam montanhas, atravessam rios
e choram de felicidade
com a emoção dos outros.

A pátria dos poetas
é um imenso eflúvio
de sensações, de tempestades
e abraços imensos para o mundo.

B.R. 11/01/2006

Cavaco causa sarilho, Segundo Santana!

Devido ao perfil de "Presidente activo" prometido
Santana Lopes: eleição de Cavaco Silva pode criar "sarilho institucional"

Pedro Santana Lopes admitiu ontem à noite, em entrevista à SIC Notícias, um cenário de instabilidade e de conflito com o Governo se Cavaco Silva for eleito Presidente da República.

O ex-presidente do PSD considerou possível um cenário de "sarilho institucional" entre Cavaco Silva e o Governo de José Sócrates devido ao perfil de "Presidente activo" prometido pelo ex-primeiro-ministro social-democrata.

"Se ele for eleito, as pessoas ficam sem saber quem manda no país - Cavaco Silva ou José Sócrates", afirmou o ex-primeiro-ministro, que se recusou a dizer se vai ou não votar em Cavaco Silva.

Face ao "capital de esperança" que tem conquistado nesta campanha, o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP está obrigado, segundo Santana Lopes, a seguir um de dois caminhos: "Ou Cavaco Silva consegue fazer algo para que a situação [do país] não continue tão má, e então vamos ter sarilho institucional, ou então não o consegue e teremos mais problemas e conflitos sociais".

O também ex-presidente da Câmara de Lisboa afirmou ainda que vai regressar ao Parlamento, "logo que possível", após as presidenciais, para retomar o seu lugar de deputado.

Santana Lopes admitiu também voltar a candidatar-se à liderança do PSD: "Não digo que isso seja impossível de acontecer".

Não te estou a ver bem


Xéé Home !!

terça-feira, janeiro 10, 2006

Uma BD Presidencial


Já tinha colocado aqui no Arre Macho, um post com uma página da BD "Regresso Ao Passado?", de Nuno Saraiva com Jorge Costa e Miguel Reis, onde os personagens são 5 candidatos à presidência. Todas (quase todas) as barbaridades cometidas pelos agora salvadores do país do défice, são referidas nesta BD.
Para alguns BeDófilos será um exemplar a guardar.

Clique na imagem para aceder à BD na integra, em formato pdf.

O Broncas expressou a sua intenção de voto, agora expresso eu mais claramente, o meu voto é em Francisco Louçã!

Obra de Santa "Ingrácia"

Pois é, o trânsito começa lentamente a fluir para a marginal da nossa vila, menos os tais TST, que já provocaram dezenas de acidentes (alguns graves) na Rua Dr. Alexandre Sequeira, trajecto que é usado em alternativa à marginal.
Conto-vos isto apenas, para chamar a atenção aos contentores do lixo que pela marginal fora se encontram a ocupar locais de estacionamento, por falta de encaixe dos mesmos no passeio.
Estou curioso, será que vem aí nova empreitada para partir o lancil, ainda a obra não está entregue, ou vai sair um coelho da cartola com novos e modernos contentores, para espanto da população?
Oxalá se o coelho sair da cartola, não traga parquimetros atrás.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Prémio Pessoa 2005

Já vem atrasada esta notícia, mas vale a pena relembrar! Um dos meus mestres do teatro! O Sr. Luís Miguel Cintra!

O Premio Pessoa, no valor de 44 mil euros, foi hoje atribuído ao actor e encenador Luís Miguel Cintra, distinguindo pela primeira vez uma personalidade ligada às artes do espectáculo.
Luís Miguel Cintra, 56 anos, "tem construído ao longo de mais de três décadas um percurso exemplar tanto como actor, como nos planos da dramaturgia e da encenação", considerou o júri.

O Premio Pessoa, instituído em 1987 pelo semanário Expresso e a empresa Unysis, já distinguiu até hoje 21 personalidades portuguesas com "intervenção relevante" na vida cientifica, artística e literária do país, entre as quais o historiador José Mattoso, o neurocirurgião João Lobo Antunes, o escritor José Cardoso Pires, a pianista Maria João Pires e a pintora Menez.

Luís Miguel Cintra, Prémio Pessoa 2005, considerou o galardão "lisonjeiro para o Teatro", mas também "incomodo" por considerar o seu trabalho "uma arte colectiva".

"O que eu faço é fruto do trabalho de muitas pessoas (Ó) O Prémio Pessoa costuma distinguir uma carreira, mas para mim, o teatro não é uma carreira, antes um prazer e uma necessidade", disse Luís Miguel Cintra à Agencia Lusa.

O presidente da Republica, Jorge Sampaio, considerou o prémio "justo", afirmando que Luís Miguel Cintra "muito tem prestigiado o teatro e a cultura" portuguesas.

Manoel de Oliveira, o realizador que mais vezes dirigiu Luís Miguel Cintra no cinema, considerou Luís Miguel Cintra "um actor de excepção".

"Este prémio é mais do que merecido, mas talvez tardio", disse Manoel de Oliveira.

O encenador João Mota também considerou a distinção "merecida" e o dramaturgo Luís Francisco Rebello qualificou Luís Miguel Cintra como "o maior actor português vivo".

O realizador Paulo Rocha disse que Luís Miguel Cintra "é um monumento" que e "é difícil alguma vez voltar a haver alguém como ele".

Desde 1987, o Prémio Pessoa já distinguiu também António Ramos Rosa (poeta), Cláudio Torres (arqueólogo), António Damásio e Hanna Damásio (neurocientistas), Fernando Gil (filosofo), Vasco Graça Moura (escritor), Herberto Helder (poeta), Eduardo Souto Moura (arquitecto), Manuel Alegre (escritor), José Manuel Rodrigues (fotografo), Emmanuel Nunes (compositor), João Benard da Costa (presidente da Cinemateca), Manuel Sobrinho Simões (investigador), José Gomes Canotilho (constitucionalista) e Mário Cláudio (escritor).
Notícia orginal da Lusa: Agência de Notícias de Portugal


Viva as artes que por breves momentos ou “horas” nos fazem evadir-nos para um outro planeta. Para fugirmos à perversidade da vida quotidiana.

Vamos Rir Mais Um Pouco

Noticia na TSF "Cavaco Promete Combater Clientelismo". Isto está tudo louco, demagogia sim senhor, feita à maneira.
Com os apoios que este senhor arranjou e não os torna públicos, com valores exorbitantes para uma campanha, vai ele combater o clientelismo. Oh si cariño. Amor com amor se paga.

O Logo Original

domingo, janeiro 08, 2006

Determinação e Confiança!

Na foto Jerónimo de Sousa cumprimenta uma grande cidadã, mulher cuja humildade, coragem e serenidade são referências vincadas por onde passou. Educando pela sublime influência que irradiou e irradia em todos os que com ela conviveram e convivem. Sofia Ferreira, mulher que sempre franziu os olhos ao trato de "senhora", talvez por cedo ter aprendido a cantar e a lutar para que não "hajam mais senhores".
Dedicou a vida á luta, esteve muitos anos na dureza da clandestinidade, esteve presa, foi torturada - trabalhou e sofreu muito. Nunca desfaleceu, é mais um exemplo de resistência, de determinação e confiança que hoje, apesar da fragilidade fisica oriunda dos sofrimentos e da idade, se transmite a todos que a rodeiam e aos que dela não esquecem.

Jerónimo de Sousa faz jus a tal exemplo - no desempenho como Candidato à Presidência da República, pelo discurso real, simples e próximo que vem espalhando pelo País - irradia Determinação e Confiança.
A serena convicção que transmite, nutre simpatia e gera esperança, à dimensão da luta que todos os homens e mulheres de boa vontade, têm de fazer por um país melhor.

Sempre e sempre contra os poderosos que apoiados em ideologos e coriféus, confundem e escondem com falsas soluções, a crise paradigmática em que se encontra o sistema que garante-lhes a exclusividade da acumulação da riqueza, entravando assim o avanço da civilização, pela descrença e miséria da maioria.

Jerónimo de Sousa, em contraponto, cultiva a humildade na politica, não se isola e deleita em areópagos em que os menos afortunados do saber, não têm direito a nada.

É por aqui que revitalizaremos "a diáspora Lusíada". Portugal só faliu para os que preferem nadar na mentira, na adoração e vassalagem aos poderosos.


Eu voto em JERÓNIMO DE SOUSA!

sábado, janeiro 07, 2006

A Greve Nos Aeroportos

SUPRESSÃO DE POSTOS DE TRABALHO É UM FRETE DO GOVERNO PARA O NEGÓCIO DA PRIVATIZAÇÃO…

"Mandar para o exterior da ANA serviços desta importância estratégica é já em si uma medida que dificilmente servirá os interesses nacionais. Com efeito, ao pretender alienar estes 200 postos de trabalho (outros se seguirão?), a ANA (às ordens da tutela, isto é, do Governo), e como ela própria o afirma, visa “apenas” reduzir custos. Ora, é sabido que nos aeroportos portugueses existem muitas formas de se poderem reduzir custos, mas não o fazendo à custa dos trabalhadores, sejam estes ou outros, que durante anos a fio deram e dão o seu melhor em prol da Empresa onde se orgulham de trabalhar.
Esta “redução de custos” mais não é do que a real ampliação de lucros que estão a preparar para os futuros donos da ANA, uma vez que se avizinha o grande negócio da sua privatização! Receber uma Empresa com menores encargos sociais significa ampliar os lucros dos privados que venham a seguir… Vale tudo: tratam-se os trabalhadores como lixo descartável e não se olha a meios para servir interesses privados…"

(SITAVA)

Dia de Reis

No calendário celebra-se o dia de reis a 6 de Janeiro, mas como a malta nesta terra de tendências repúblicanas antecipadas (4 de Outubro), está-se a c*gar para Pios e afins, fiquemo-nos pelas Janeiras.
Lembro-me agora de ter constatado há uns tempos, nas figuras reais (14 se não estou em erro), expostas no salão nobre da C.M.Moita em contraste com um pequeno busto da república, encostado para um canto, quase a perder-se de vista.
Não quero menosprezar a colecção de figuras reais, quero sim chamar a atenção para a nossa república, onde mais uma vez saliento que, na Vila da Moita foi implantada a 4 de Outubro de 1910.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

A Foz Do Rio


Já noticiada em vários blogs e no próprio jornal "O Rio", eis que chega ao fim a sua publicação no ano IX, e com o bonito numero 189 (clique na imagem para aceder à ultima edição do "O Rio").
Passo a escrita a um e-mail chegado até nós, da autoria de Carlos Vardasca sobre este término anunciado:

*Como Se Liquida Um Jornal*

"É hoje inquestionável para a generalidade dos sectores de opinião do nosso concelho, de que o jornal “O RIO” era uma voz de referência que se foi afirmando ao longo dos seus oito anos de vida, abrindo as suas páginas a vastas sensibilidades. Era um jornal que aos poucos se ia libertando das “algemas” que lhe haviam colocado inicialmente aqueles que pensavam vir a fazer dele sua propriedade.
Era um jornal que (em minha opinião) apesar de em períodos eleitorais se colar por vezes com algum excesso ao poder autárquico instituído, por razões que estavam relacionadas com a sua própria sobrevivência associada à dependência económica que lhe estava inerente, era no entanto uma voz que gradualmente se ia recusando a ser mais um “órgão oficial” abrindo-se à sociedade em permanente mudança, rejeitando a “mera cassete ideológica” que prolifera na maioria dos jornais regionais ditos independentes.
Foi nesta necessidade gradual de liberdade e de se prestar a servir as pessoas e não as lógicas instituídas por decreto partidário, que fizeram do jornal “O RIO” mais uma das suas vítimas, deixando o concelho mais pobre em termos informativos, deixando a sua população prisioneira de um certo jornalismo mercantilista e das publicações propagandísticas municipais, cujas páginas, prenhes de galerias de fotos anunciando algo que sabem não poder concretizar, mais parecem os folhetos que os exércitos de distribuidores de publicidade nos despejam nas nossas caixas de correio na tentativa de atulharam a nossa veia consumista.
Pois é, em minha opinião, o jornal “O RIO” chegou à sua foz empurrado numa corrente que se adivinhava tempestuosa, e que obedece a uma lógica de anulação das diferenças, dado que ultimamente as suas páginas já eram pinceladas de artigos de opinião muito diversificados e que nada tinham a ver com a corrente oficial que lhe deu corpo, assistindo-se no entanto, em paralelo, à ausência de alguma publicidade que os diversos órgãos autárquicos costumavam polvilhar as suas páginas, canalizando-a agora para outros pasquins que ainda vão “obedecendo à voz do dono”
Por isso, e como se obedecessem a um toque de retirada e impossibilitados intelectualmente de acompanharem a evolução do jornal com a produção de artigos que primassem pela isenção e qualidade, os “escribas do regime” foram abandonando as páginas do jornal “O RIO”, assim como alguma publicidade emanada das instituições autárquicas e de outras empresas a elas associadas (que é o sustento de qualquer publicação) que foi sendo cada vez mais rara, que preferiram “engrossar as fileiras” de outras publicações que reservam pouco espaço ao debate de ideias e à livre expressão das opiniões, e que dedicam a maioria das restantes páginas à lógica mercantilista, mais parecendo um vulgar panfleto publicitário.
A isso não é alheio o lamento de Brito Apolónia quando diz que “nem todos os meses são de natal”, numa alusão à falta de alguma publicidade (que considero intencional) que foi sentindo ao logo dos anos, de nada valendo algum “favor jornalístico” pontual a que se sujeitava, o seu esforço de oito anos de “carolice”, a prestação dos diversos colaboradores que tentaram fizer das suas páginas um jornal mais plural, e de alguma publicidade mais fiel, que não evitaram que o RIO chegasse à foz onde parece ter-se afogado numa morte idêntica às que “cortam a raiz ao pensamento”.
Em nome das pessoas que ao longo de oito anos se habituaram quinzenalmente a folhear as páginas do jornal “O RIO”, por respeito pela diversidade de opiniões que nele foram emergindo e por respeito pela cidadania que ajudou a cimentar contra um certo jornalismo de “pensamento militarizado”, espero que a interrupção da sua publicação não seja eterna, e que volte para que nele voltemos a exprimir a nossa indignação pelas desigualdades que se vão acentuando no país, que os poemas sobre a liberdade e as denúncias da fome no mundo voltem a encontrar o aconchego das suas páginas, e que as notícias da vida das Associações culturais do concelho voltem a encontrar nas suas páginas o espelho das suas realizações, e volte a ser eco daqueles que no nosso concelho não têm voz.
Sim, que “volte dessa foz onde desaguou e que venha remar contra a corrente” pois será sempre bem vindo, mas que volte assente num outro projecto onde os cidadãos anónimos, os fazedores de opinião e a sociedade civil tenham nele uma intervenção, que não o deixe ficar prisioneiro das grilhetas do oportunismo serôdio que sucumbiu nos escombros do Muro de Berlim, assim como de alguma publicidade traiçoeira que lhe “retirou o tapete” e que lhe tem servido ironicamente de garrote ao longo dos oito anos da sua vida. Volte, volte também com alguma “carolice” (que também é necessária) mas assente num corpo redactorial sólido onde cada um tenha as suas tarefas bem definidas e as responsabilidades distribuídas.
Por minha parte, que fui entre tantos um dos seus colaboradores com alguma regularidade, desejo que volte o mais depressa que poder, pois pode continuar a contar sempre comigo dentro daquilo que sei, e do que tenho para dar, que são, através dos meus escritos, a denúncia da arrogância primária de quem se assume como dono do pensamento humano, e contra as arbitrariedades dos vários poderes que tentam amordaçar a vontade colectiva e individual dos cidadãos."



Carlos Vardasca
05 de Janeiro de 2006

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Olhos Nos Olhos

E depois de um encontro magnifico entre companheiros de varias gerações e credos políticos, no pavilhão dos Bombeiros Voluntários da Moita a distribuição entre os presentes de um artefacto, simples e merecedor de grande aplauso que conta assim:


"RECUSAMOS um país que se atrasa
RECUSAMOS um país de ilegalidades
RECUSAMOS um país que se maltrata
RECUSAMOS um país de mentiras
RECUSAMOS um país de miséria
RECUSAMOS um país de falencias fraudulentas
RECUSAMOS um país que desiste
RECUSAMOS um país adormecido
RECUSAMOS um país sem esperança
RECUSAMOS um país discrente
RECUSAMOS um país de medos
RECUSAMOS um país de injustiças

QUEREMOS um país sem lixos
QUEREMOS um país sem desemprego
QUEREMOS um país sem desperdícios
QUEREMOS um país sem podres

QUEREMOS um país com cultura
QUEREMOS um país com rigor
QUEREMOS um país com coragem
QUEREMOS um país com solidariedade
QUEREMOS um país com uma geração de mudança
QUEREMOS um país com futuro

E ... COM FRANCISCO LOUÇÃ
VAMOS FORTALECER O AMANHÃ ... "

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Foi fazer o Inferno para outro lado

Observei a grande parte da última Assembleia Municipal do ano passado. Gostei, talvez pela primeira vez, da forma como o Srº Presidente dirigiu os trabalhos. Observei que o PS evoluiu com a saída de Euridice. Aquilo ficou mais sério e cordial. Da maioria não se notou a tentação de recorrer à ditadura do voto, a não ser para garantir a reeleição do Srº Patarata ao Concelho Taurino, caso que se percebe, pois trata-se da principal estratégia para o desenvolvimento sustentado do Concelho da Moita.

O orçamento foi aprovado. A farronca que o PS fez no EcosMoita não teve expressão em sede própria, o documento que leram, aliás de forma pouco veemente, demonstrou tratar-se de sobras do discurso eleitoral.

As intervenções mais vistosas pelo disparate, foram feitas pelo Srº Manuel Borges; no periodo antes da O.Trabalhos e em defesa do Governo, não deu para perceber a que país se referia, fixei apenas em repetição sua, a preocupação pelo elevado número de baixas fraudulentas; na moção sobre questões do ambiente, não só mostrou grande pobreza de conhecimentos como uma total insensibilidade, afirmando recear fundamentalismos, para de seguida afirmar a inevitabilidade de termos de voltar a viver como na idade da pedra.

Foi uma Assembleia cordata. Em boa hora alguém deu um cabaz de brazas à mulher de Orféu, para que fosse fazer o inferno para outro lado.

ASTROLOGIA

Saturno a propiciar a realização, Neptuno a estimular a intuição, Plutão a vincar a sensibilidade, a Lua e o Sol a garantirem as marés da criatividade e a tudo isto, o acréscimo duplicado das influências positivas de Júpiter e de Urano. Vai ser um ano de arromba.

Abandonem as inquietações. Não se interroguem. É bom mergulhar na mentira, deixar-se andar...

Os "astros" fazem o resto...

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Por agora me despeço!

Por agora me despeço
neste ano que já finda
as mágoas que transpareço
são as estórias desta vida

Abandonado na noite
da solidão imaterial
por uma bruxa com um convite
para um prazer irreal

Ah! Como a memória é avessa
à estupidez! E a sabedoria
um bálsamo que interessa
a cada vez menos! É dia
na estação das palavras lancinantes,
as lágrimas daqueles instantes
foram secas pelas tuas mãos gretadas,
as únicas que no entanto amam desmesuradas
as minhas palavras verdadeiras.

Só eu continuo a confiar em ti!
E tu, que não me amas porque tens medo
da voragem intensa da nossa paixão,
sorris...abraças-me! E eu com pouco
me contento! Porque só tu sabes dar luz
e cor às noites solitárias do olhar!
Do meu olhar lívido de emoção!

Benjamim Rodrigues

Dedicado a tod@s aquelas pessoas que nos ínfimos momentos que partilham comigo, estão de corpo, alma e coração na perfeita contracena dos sentidos! Beijos e Abraços

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Crise?... Qual Crise?

Ando com uma preguiça mental que nem vos passa pela tola. Tento dar o meu melhor em várias situações e o cansaço começa a apoderar-se da mente. Vou colocar um artigo de Manuel António Pina, que me chegou via e-mail. Não podia estar mais de acordo com esta palavras agora aqui transcritas.

"Quando os políticos nos dizem (e dizem-no todos os dias) que o país está em crise, conviria que explicassem a que país se referem.
De facto, a acreditar nos números que têm vindo a público, há dois países no país. E, curiosamente, o que mais grita "crise!" (nas TV's, nos jornais, na consertação social...) é o que menos razões tem para gritar.
As empresas cotadas na Bolsa que integram o PSI 20 aumentaram este ano os resultados em 48,5% (900 milhões de euros); a Galp já leva 333 milhões de euros de lucros (cinco vezes mais do que em 2004), a PT 500 milhões; o BCP bateu o recorde de lucros do ano passado, o BES triplicou-os, os do BPI já tinham, até Março, aumentado 55%; os da SONAE cresceram 135%, os da Impresa 70%, os a EDP 11,5%.
Depois , há o outro país, o que paga a crise de que fala o país que vive dela: são segundo numeros da UE, 2,5 milhões de pobres, dos quais 200 mil em situação de miséria extrema e fome; mais de meio milhão de desempregados; outro meio milhão a viver com pensões de 216,79 euros (de acordo com o indicador do INE sobre despesas dos agregados familiares,uma familia necessita de um minimo de 244 euros/mês para sobreviver).
O discurso da crise tem tem servido, nos ultimos anos, para aumentar, até niveis absolutamente imorais, o fosso entre o país rico e o país pobre. A principal crise que vivemos não é finaceira nem económica, é social.
De cada vez que alguem pronuncia a palavra "crise", há um pobre que fica mais pobre e um rico que fica mais rico..."

quarta-feira, dezembro 28, 2005

A MINHA PRENDA

Nesta quadra, ritual de festividades,cujas origens pela verdade interessa esclarecer,num tempo à distância que a lucidez não se perca num isolamento pernicioso, pois nunca é fácil firmar a verdade material quando existem outras "verdades", que por hábitos e usos ancestrais, são referências que integram as nossas vidas.

Recebi prendas, todas humildes e úteis. Libertas da fútil febre consumista. Até a tia não se esqueceu do ananás que todos os anos , sei lá porquê, me oferece; as peúgas de algodão para evitar alergias, a camisola, desta vez colorida que a minha mãe sempre oferece, talvez na ideia de continuar a vestir o filho que já é avô, enfim!, um conjunto de carinhos que calham sempre bem, que enternecem.
Mas a prenda que mais me fixei, foi a de um saco em papel reciclado com um pacote de chá e outro de café, dois bons sabôres, "adoçados" pela natureza da estrutura que os promove.
Foram adquiridos na Merecearia do Mundo, na loja do Comércio Justo.
Gente que optou por uma economia alternativa, cujo sucesso obriga a muito trabalho, a muito combate sem a miragem de atingir os indíces que atafulham a vida. Libertando-se das chatíces e da gravidade paradigmática da economia dominante.
Gente que se mobiliza em acção não violenta, contra as inevitabilidades fatalistas que os promotores e analistas defensores do capital, todos os dias nos impingem.

Eis assim a minha prenda ao blog. Não quis ficar com os sabôres do chá e do café só para mim. Pois são sabôres a globalizar numa variante humanizada, alternativa.

Investiguem - www.coresdoglobo.online.pt

terça-feira, dezembro 27, 2005

"a Bosta" continua


Só a titulo de curiosidade, vão-nos chegando alguns contributos para a próxima edição de "a Bosta". Esta é de autor não identificado, mas que merece publicação.
Ando um pouco atarefado e não tenho conseguido dedicar o tempo que desejava ao Arre Macho, espero que 2006 traga novo alento para estas bandas. Continuem a enviar as vossas ideias, que não caem em saco roto.

sábado, dezembro 24, 2005

Ainda a visita do "Rei"

Chegou-nos à caixa de correio o seguinte e-mail, que passo a transcrever em resposta a um comentário anónimo, onde é frisado o nome do autor deste e-mail.
Deixo-vos tambem desejos de um Natal cheio de amêndoas.

"Para Exmº Sr. Anónimo
Fique o Sr. pajem a saber que estou de acordo com o panfleto "a Bosta". Gostava de ter tal sabedoria, mas não tenho, ficando-me pela distribuição voluntária quando tenho a sorte de os receber.
Sem o saber e jeito de quem elaborou aquela folha, vou tentar descortinar do raivoso palavreado que expeliu; "algum trato que valhe a pena".
Sobre toiros, boiadas e a parolíce do congresso mundial, nem comento. Deixo-lhe apenas a certeza que não é pela sua caracterização que vou deixar de gostar das Festas em Honra da Nª Senhora da Boa Viagem, as festas da minha terra.
Sobre os diversos impropérios que usou, destaco aquele em que na impossibilidade monárquica de hoje poder recorrer ao Santo Oficio condenando-me à fogueira, ficou pela escrita berrada, "-não prestas para nada!". Deixo-lhe a certeza que na foto, mesmo juntinho a D. Bacócó descobre quem pense como você, e de entre os orgãos autárquicos arranjo-lhe mais uma carrada, mas não vou contar porquê. Se aí me considerarem "pessoa não grata", acredite que vou ficar triste, mas por estes motivos, suporto bem as ingratidões.
"a Bosta", com delicadeza nunca referiu o nome do Sr. Duarte, ao que parece bom cidadão, referiu-se apenas a D. Bacócó, como figura inventada a simbolizar a monarquia que só existe no seu baú. Já você, usou o meu nome que ao contrário do Sr. Duarte aí já trabalhei, sem ser sócio, a convite dos amigos Amandio e falecido Justo.
Sobre a de não fazer nada como você, informo-o de que a empresa onde trabalho está a recrutar pessoal.
Além do trabalho p'rá bucha, integro os corpos gerentes de duas associações na Moita, e colaboro com mais três, no Barreiro e em Setubal - sempre a troco de nada. Sou um militante associativo.
Trata-se de um espaço que permite a elevação cultural, o convivio, o desenvolvimento das capacidades individuais e colectivas, a emancipação e exercicio da cidadania. Por isto, cedo aprendi a não confundir factos com opiniões, respeito com vassalagem, objectivos com vaidades, tradições com parolíces e crenças com crendíces.
Saiba que as crenças não sendo um "produto cultural", determinam formas de estar n mundo e na vida, geradoras de parametros e referências influenciadoras de toda a sociedade, por isto, não sendo eu crente nem tão pouco baptizado, não tive dificuldades em fazer presépios e montar cenários a convite do Sr. Padre Fernando e de professoras das escolas cá da terra. Como pode verificar, sou respeitador de crenças.
Já em relação às crendíces, às seitas, astrólogos, videntes, bruxos e parôlos, não me preocupo com o respeito, combato-os quanto posso.
Estou assim de acordo com "a Bosta", pois o Círio aí descoberto no seu baú, é uma aldrabice animadora de crendíces, um despropósito nos tempos de hoje. Uma condenável habilidade revivalista e abusadora da legitima fé de quem é crente.
A crendíce, é um instrumento obscurantista forte, usado na monarquia e na ditadura fascista, em que a opinião desenvolvida de cada um não contava, o bom de então era sermos passivos, "festeiros" e essencialmente estupidos.
Tambem a visita do Sr. Duarte, o convite que lhe foi feito, não deverá ser assunto que nesta terra deva ficar pela ingenuidade de quem gosta de histórias de reis e rainhas.
Pelo que escreveu, raiva e empenhamento demonstrados, trata-se de instrumentalizar uma associação, importante na vivência colectiva desta vila, ao serviço dos ideais da monarquia, ressaltando até a tentativa de compromissos com a reabilitação das regatas reais. Quando você refere a "Ditadura Republicana de 1910 a 1918" mostra o seu ódio à Republica, demonstrando assim que para a petulante cerimónia, nada foi ao acaso.
Naquele periodo histórico, talvez o mais importante na estruturação do estado durante o século XX verificou-se a laicização, igreja à parte do estado, notariados, conservatórias e registos deixaram de estar sobre o controlo da igreja. Processo essencial na contenção de fundamentalismos.
Foi um passo importante na evolução das relações sociais, cujo bem sem sequer hoje se pensar, todos colhêmos.
Hoje fico-me por aqui. Talvez até apanhar outra folha de "a Bosta" para distribuir. Só desejo que não seja em resultado de uma outra visita sua ao tal baú dos anacronismos. Já pensou se por lá descobre alguma aparição no Alto do Carvalhinho, com registos de milagres e milagretes? Já calculou a trabalheira que iria dar aos autarcas? Que em prol do desenvolvimento sustentado da Vila, teriam de estratégicamente preterir a tauromaquia, para em favor da espiritualidade, construir um imponente santuário?...
Reveja-se, abandone esse fundamentalismo acrítico, cultive o humor e a seriedade.
Desejo-lhe um bom Natal, para si e para os seus. É que por mais voltas que dê à cabeça, não consigo ser inimigo de quem não conheço."

Luis Morgado

sexta-feira, dezembro 23, 2005

O Solstício de Inverno

E ontem começou o inverno, associado ao solstício de inverno, ou seja, o dia mais pequeno do ano e por consequência, a noite mais longa. Para quem é noctívago, é sempre importante observar e viver esta noite intensamente. Claro que nesta época só se pensa no natal, mas para quem não sabe, o natal era associado a esta festa do solstício e não a comemorações consumistas e pagãs. Pagãs no sentido de se comemorar o nascimento do menino! Então, homens que nasceram há 500 anos como Gil Vicente, não se sabe a data exacta do seu nascimento, ou como Shakespeare, e agora, um rapaz que nasceu há cerca de 2000 anos, sabe-se a data exacta do seu nascimento? Estão a querer enganar quem? Nem o meu bisavô se sabe a data do seu nascimento, pois naquela altura ainda não havia registos, quanto mais quererem vender-me uma farsa! Se as pessoas lessem, compreenderiam que este natal religioso é mais uma trapalhada histórica. E não falo de livros escritos por ateus ou anti-religiosos. Falo da Bíblia. Nela não está contida nenhuma referência ao nascimento de Jesus. Fala-se sim, desde tempos imemoriais, a comemoração da festa do solstício de inverno, associado à renovação dos pastos, das terras, do crescer dos dias, de se semearem novos produtos agrícolas. Se for por aqui, então sim, bom natal, com muita chuva, bom ano agrícola e que haja muita fartura! Agora beijar um menino com mais de 2000 anos! -Ó menino: Cresce e aparece!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Joe Strummer - 22 Dezembro 2002

Faz amanhã três anos sobre o falecimento de Joe Strummer. Não queria deixar passar em claro a data do seu desaparecimento, fez parte de bandas e projectos como os "The 101'ers", "The Clash", "The Latino Rockabilly War" e "Joe Strummer & The Mescaleros". Certamente irão encontrar na vossa discografia algum tema destas bandas que referi. Encontram-se alguns temas na Jukebox do Arre Macho caso não conheçam a obra deste revolucionário. O Punk, o Rock, o Rockabilly, o Ska, entre outros rótulos, ficaram mais pobres.
Hasta Siempre.

Janelas e Varandas

Com o aproximar da celebração do nascimento de JC, a tonteria por manter a janela e varanda mais catita e iluminada, tornou-se uma aberração. É certo que o Pai Natal no seu trenó, precisa de boas indicações e boa iluminação para uma aterragem sem dificuldades, mas o mais engraçado é quando a galinha da vizinha é mais bonita que a minha, e vá de carregar nos enfeites pirosos, até aleija. A mais recente, e já não havendo espaço para mais iluminação, foi a colocação de musicas com carisma de "É Natal, É Natal..." durante a noite fora. Se a moda pega, como pegou a iluminação, vai ser uma chinfrineira pela noite dentro.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Último Debate

Pois é, hoje temos o último confronto na TV, o debate Cavaco Vs Soares. Pela primeira vez e ao vivo, num combate a 12 assaltos! Façam as vossas apostas:
Cavaco é mais novo, parece ter mais genica, mas é um peso-pluma da política. Já soares é um peso-pesado, mas a sua idade avançada, os pés a arrastar, podem complicá-lo nas movimentações no ringue! Apostem!, apostem! Há prémios de natal para quem acertar! Se ganhar Cavaco, quem apostou certo, tem um fim-de-semana num apart~hotel de Boliqueime. Se apostou Soares e ele vencer, tem direito a um fim-de-semana no Hotel Luanda, em Lisboa! É apostar, é apostar! No debate para o título de peso-morto da política!

Tanta Mine


domingo, dezembro 18, 2005

A Lua Cheia

A Lua Cheia da Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros (CACAV), foi mais uma vez cheia. Cheia de poesia, cheia de musica, cheia de multiculturalidade, cheia de embriões (alguns com a provecta idade de 81 anos) com vontade de romper o marasmo. Foi sem duvida alguma para os presentes (onde tripeiros, murcons e mouros conviveram), uma noite de Pessoa e heterónimos com sabor a Atlântico, desde Guiné, Angola, Moçambique, Cabo Verde, e tambem à Lapónia (o Pai Natal esteve lá incógnito).
O Teatro, a poesia, a musica... o convivio salutar dominou a noite entre as almas estupefactas, com as performances de todos aqueles que quiseram contribuir para esta "Cheia Lua" de cultura.
Que muitas mais luas existam para devaneio de todos aqueles com sede e fome de cultura e conhecimento. Bem Hajam e continuem, o Arre Macho saúda a vossa coragem em enfrentar a monotonia reinante (entenda-se por monarquia saudosista para alguns Moiteiros, onde associações navegam ao sabor dos satélites).