quinta-feira, agosto 31, 2006

Deve ser para rir.

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Este artigo na pag. 44 da revista Visão de 31 de Agosto, só pode mesmo ser para rir. Acha então este senhor jornalista que o envio de militares para o Libano é a forma mais correcta e acertada?
Todo este aparato militar não augura um futuro brilhante para a autodeterminação do Líbano e da Autoridade Palestiniana. Penso eu de que.

Saudade dos tempos de Salazar?

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Se gosta muito do Salazar vá ter com ele.
Não o deixe só.

Quase a Finar-se

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A última edição será amanhã.
O Paulinho Portas não foi director deste semanário?

domingo, agosto 27, 2006

CAGANITAS DE MINHOCA

O homem sem saber o que era humus, sem sequer conhecer o ciclo da vida das minhocas, foi levado por um tarimbeiro a comprar trezentos contos delas. Deixou-as no quintal em caixotes mal arrumados e sem comida. Durante a noite as minhocas desapareceram.
A aflição foi grande, até que se apercebeu que as minhocas atravessaram a cêrca, e estavam todas num relheiro de esterco das vacas do vizinho, mesmo ali ao lado.

É sempre assim, quando alguém se deixa levar por um qualquer tarimbeiro, acaba sempre mal, no caso atolado no esterco que acabou por ter de comprar e carregar.
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Festejei com alegria quando a Princesa do Sado se libertou de Mata Cáceres, aplaudi a eleição de Carlos Sousa com a paixão que tenho por aquela cidade onde trabalhei e lutei durante muitos anos, onde não me faltam amizades.

Já lá vão quase seis anos, desde então fiquei atento, de tal forma que ainda não estavam distribuidos os pelouros, acertei logo com o do Aranha Figueiredo, afirmei até que se não fosse logo de principio, acabaria sempre no Urbanismo. Pois a esgrima de interesses que sempre atacam aquele sector, obriga a quadros com "tareia administrativa", com tarimba negocial. Quem melhor que o Aranha? cujo percurso desde que saíu da Setenave atesta uma sucessão de experiências tarimbeiras, que vão desde a rentabilização das Caganitas de Minhoca até à Formação Profissional.

Conheço-o bem, logo não me espantei com o actual desfecho "renovador" em curso na Câmara de Setúbal.

Lamento apenas o esquecimento de Carlos Sousa, esqueceu-se que é o Presidente e que o facto de delegar pelouros não aligeira responsabilidades individuais em relação a todos. Deixa-me de facto espantado é o excelso Ajudante de Campo, o famoso Peres, homem de vistas largas e muita cultura, homem avisado e tarimbeiro não ter tido a astúcia de o alertar em tempo útil.

Coitado do Carlos Sousa, ainda vai acabar por ter de carregar o esterco sózinho...

sábado, agosto 26, 2006

Salas de Chuto, Sim ou Não?

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Ficará pendente a autorização de salas de consumo intravenoso assistida por parte das autarquias.
Você concorda ou não com a criação destas mesmas salas?

Como não sou tipo Avestruz, não enterro a cabeça na areia e deixo passar o problema em claro. Porque ele existe!

quarta-feira, agosto 23, 2006

Morte Politica?

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E agora? Antes que expluda o caso das reformas compulsivas no municipio de Setubal, o PCP obriga o Presidente a demitir-se. Mais uma facada nas autarquias CDU.
Já deu para ler AQUI o pedido de renúncia ao mandato por parte de Carlos Sousa, mas parece que a página do municipio também renunciou.

terça-feira, agosto 22, 2006

Parabéns!

Consome a vida
sem pressa
e os passos do futuro
dá-os saboreando
todas as paixões efémeras
os inúmeros frutos maduros
na mais pura e doce inocência

Vive a vida
como um bem
precioso e único
e guarda todas as imagens
e emoções duradouras.
Só o amor resgata
os sentidos da vida!

Deixa a vida
percorrer-te,
ensinar-te o destino
e surpreender-te
com tamanha paisagem.
Um abraço é uma melodia
que nos envolve o corpo!

Liberta-te da vida
e ensina-lhe os passos
mais certeiros
dá asas à tua imaginação
impregna-te de sonho.
A amizade é a felicidade
feita vida!

segunda-feira, agosto 21, 2006

A estória do melão

-Estou Courado de inveja! disse o viajante aos amigos, com tão bela paisagem minhota.
É pá, vamos curtir, isto aqui é só bons ares, fresco, uma praia para ir ao banho, e melhor...
temos música da boa!
baril! Mas melhor é o meu melão! Olha como ele está, apalpa-o, bem madurinho!
O pior é o terreno inclinado e a ribanceira, respondeu-lhe o outro amigo!
-Nada disso! Nada disso!!! Coloca-se numa posição transversal, vê-se mesmo que nunca estudaste geometria, perspectivas, nem percebes nada de física.
Mas olha-respondeu o outro-isto está cheio de gente, vão chutar o melão como se fosse uma bola de raguebi!
Isso até seria divertido! Assim poderia gritar: 3 pontos para o País de Gales! - disse-o entre risadas bem audíveis.
E assim foi! Começa o concerto, tudo aos saltos, e o melão...desaparecera! I´m like a Rolling Stone, deve ter dito o viajado melão. Lá foi ele pera ribanceira abaixo!
Todos desataram a rir!
O outro amigo, visivelmente perturbado, lá extorquiu: - eh, pá , o pior não é perder o melão! Fico fulo é se alguém me está a comer o melão nesta hora, enquanto que eu o comprei, estou aqui à míngua! Fico fulo!
-Já foste! Adeus Ó Coração de Melão!
Ah!!! -Mas não se vão ficar assim a rir de mim, exclamou o dono do real melão! Vou à procura dele! Não me hão-de comer o melão!!Isso é que não!
Foram 20 minutos de procura incessante! Primeiro à esquerda! Nada! Só pés, sacos de plástico velhos, ah! e um pacote de batatas fritas! Bolas! Pausa, concentração e nova procura, desta feita à direita, ribanceira abaixo, por entre pés, pernas, o olhar desconfiado de todos. Já sem forças, sem acreditar,ei-lo! Branco, oval ainda, luzidio, entre as pernas de uma linda menina! De socão, resgatei-o, subi ribanceira até ao amigo e orgulhoso, com aquele brilho no olhar de uma criança quando descobre algo: - Está aqui!!!!!
O meu melão! Aqui!!!! de seguida, com sofreguidão, devorei o melão para não me dar mais ao ridículo de andar qual mineiro, à procura da jaziga certa para aquela aventura estival.
Grande melão!
No fim, claro, todos se riram da minha cara! Só posso dizer que...Courei de vergonha!
Mas a vida assim vale mais a pena...dá-lhe um sabor, olha, um doce sabor a melão!

domingo, agosto 20, 2006

A TRABALHEIRA QUE TIVE

Passei dias e noites a investigar fenómenos não explicáveis científicamente, dediquei-me especialmente áqueles que a Física não consegue explicar. Enveredei assim pela Telecinésia, onde de entre vários descobri um Médium, a gararantir capacidades para movimentar grandes e pequenos objectos à distância, pelo uso da transcendente e oculta força dos Espíritos, força esta capaz de realizar viagens de observação ao futuro.

Entusiasmado esforcei-me em exercitar, tentei até sem a ajuda de Químicos entrar em transe, pretendendo desta forma atingir um patamar Metapsíquico a permitir vislumbrar o futuro. Para isto usei um exemplo simples e recente, a entrevista do Srº Vereador do PSD ao jornal O RIO, quis conhecer o futuro. Já cansado de tanta trabalheira, adormeci, quando acordei e ainda em restos de sono, recordo o edifício da Câmara vazio, só lá em cima no Salão Nobre um ruído arrepiante, ruído que assustou e pôs em fuga contínuos e pessoal da limpeza. Afinal era apenas uma velha destentada e careca, a tocar uma rabeca...
Garanto-vos que o Srº Luís Nascimento não estava lá...

domingo, agosto 13, 2006

Até Já...

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Depois de muito esgravatar, a malta vê-se por lá.

Discutir o fascismo

Chamo a vossa atenção para este artigo de Baptista Bastos no Jornal de Negócios:
De vez em quando, a questão do fascismo português, se o foi ou não, reacende uma polémica que deixou de fazer sentido. Claro que houve, em Portugal, uma variante do fascismo, como variantes o foram na Roménia, em Espanha, no Brasil, no Chile no Uruguai e um pouco por toda a América Latina. Esquírolas fascistas manifestaram-se, em épocas distintas, nos Estados Unidos. Basta ler e possuir honra intelectual, por escassa que seja.
Continue a ler o artigo aqui.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Nunca Mais!

Galiza,
terras verdes
sagradas

Vigo, Rias Baixas
o repouso eterno
do guerreiro

Pontevedra,
Ourense,
Lugo

Terras de sabedoria
de alimento
para a alma

Cabo Finisterra,
A Coruña, Ferrol
o mar por acontecer

Santiago de Compostela
um santuário de emoções

Terra imensa
Gente maior!

Calor humano
Ameno conviver

Por ti me apaixonei!
Por ti me quero perder!

Linda Galega,
Foste Tu(y) a Culpada!

Galiza, onde o azul
é um nunca mais!...
acabar de azul!

(dedicado a todos os Galegos e Portugueses que amam esse pedaço de paraíso)

sexta-feira, agosto 04, 2006

Estupidos

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A Moita começa a ser palco de vandalismo por parte de gente estupida.

Depois de alguns bares, casas e uma sede partidária terem sido vandalizadas, começam agora as paredes de alguns edificios a receberem mensagens como a foto indica. Só desejo a todos os que apoiam estas atitudes, a mesma sorte que o personagem do spot publicitário sofreu. Achava eu que isto só acontecia noutras terrinhas, mas afinal...

As Estrelas Respondem

Esta é dedicada ao vereador do PPD/PSD que dá uns toques no Tarot e noutras artes de adivinhação.
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quarta-feira, agosto 02, 2006

Sol(itária) Viagem

Agosto!
Franca despedida
no mar etéreo

Suavidade salgada
pernas de embriagar
e um sorriso distante

Caducas viagens
perenes memórias
de imagens essenciais

Dislates!
Agnósticas mensagens
e um sol por percorrer

Enganos e traições
nas pinturas abstractas.
Apenas a luz

Procuras o livro
dos teus sonhos
no escuro quarto

Tentação!
Horripilantes personagens
o frio no corpo

Lassidão da paisagem
lenta Agonia
no Castelo

Salto a barreira
outro meridiano
Vigora a atracção

Composta, Ela
na agitada
Catedral do amor

Rumo ao farol
que me guia
para outra jornada

Tempo de regressar
voltar costas
à silenciosa paixão

Choro na despedida
Emoções violentas
Só.... Amar!

Não Custa Nada

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Quando o pessoal vai passear o seu animal de estimação, não custava nada fazerem o mesmo.
Em contrapartida se o não fizerem, certamente pagaremos pela taxa de carácter fisiológico duro. Esta sim, será fixa com uma componente variável ao resíduo deixado pelo animal.
Reparem no pormenor do saco de plástico distribuído pela Amarsul.

(Sorriso irónico)

domingo, julho 30, 2006

MESMO ASSIM...

Na actual situação do Médio Oriente, oponho-me ao envio de uma força internacional para o território Libanês e opôr-me-ei também frontalmente à eventual participação de Portugal.

Outra atitude, só será possível se verificarsse o regresso das forças militares Israelitas às posições anteriores ás ocupações de 1967 na Palestina, a par da retirada imediata do Líbano, com troca de prisioneiros, pondo fim imediato à destruição e massacres a que se assiste.

O contrário disto, é a manutenção de todos os factores que sempre determinaram a existência daquele conflito. Actualmente significaria transformar a latente conivência States/Israel num maior envolvimento deste no processo violento de "aniquilação de vários países daquela região" enquanto Estados soberanos.

Mas afinal, - quem sou eu?...

MESMO ASSIM. É O QUE EXIJO.

quinta-feira, julho 27, 2006

Os muros do Império

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A notícia não teve eco na imprensa portuguesa mas o 1.º de Maio de 2006, nos EUA, assistiu às maiores manifestações desde o fim da II Guerra Mundial: 120 anos depois da saga dos mártires de Chicago, o Dia Internacional dos Trabalhadores fica na história da América como “O Dia sem Imigrantes”. “Somos milhões de costa a costa, vamos mudar este país”, declarava à CNN Javier Rodríguez, da Coligação 25 de Março, contra a nova lei de imigração em debate no Senado.

Obras, fábricas e campos abandonados, lojas, escolas e restaurantes vazios, transportes parados e milhões de manifestantes nas ruas das 75 maiores cidades. Los Angeles foi o epicentro de todos os protestos, com um milhão de pessoas na rua; em Chicago eram mais de 300 mil latino-americanos, polacos, irlandeses, chineses..., a somar às marchas e manifestações de Washington, Dallas, Phoenix, Nova Iorque, Denver, San Francisco, San Diego, Milwaukee ou Atlanta.

É simbólica a escolha do 1.º de Maio para o eclodir deste gigante adormecido: os imigrantes estiveram na origem do pujante movimente operário norte-americano que, há um século, tinha uma das expressões mais combativas no IWW – operários industriais do mundo. Em 2006, a luta das camadas inferiores do proletariado, representadas pelos imigrantes ilegais, teve enorme repercussão e apoio de outros trabalhadores: em Los Angeles mais de metade dos professores não deram aulas.

Alguns economistas mostram-se preocupados com a ameaça de expulsão em massa de ilegais, cujo contributo representa cerca de 2% do crescimento da economia norte-americana. Em 2004, devido à escassez de mão-de-obra ilegal para a colheita de alface, na Califórnia houve uma perda quase total da produção e prejuízos da ordem dos mil milhões de dólares – inferiores, no entanto, aos custos de contratação de trabalhadores norte-americanos ou de imigrantes legais. Algo de semelhante ocorre em pleno Alentejo, nas estufas do Brejão a Vila Nova de Milfontes.

Em Abril de 2005, “La Prensa”, de Nova Iorque, anunciava uma tragédia iminente na fronteira do Arizona com o vizinho estado mexicano de Sonora, onde o grupo paramilitar “Minuteman Project” e outros bandos praticam a “caça ao imigrante” como uma espécie de “desporto radical”. No deserto de Yuma, na Califórnia, num cemitério clandestino, estavam enterrados 180 brasileiros – é comum a descoberta de ossadas nas terras desérticas. Para agravar este estado de coisas, em Dezembro de 2005 o Congresso dos EUA aprovou um projecto de lei que prevê a construção de mais 1600 quilómetros de muros na fronteira – já há um muro próximo das cidades de Tijuana e Juarez.

O arcebispo primaz do México considerou que os EUA deveriam criar pontes, em vez de construir muralhas: “proclamam a globalização, mas não são coerentes". Já a Confederação Nacional Camponesa avisa que cinco milhões de agricultores mexicanos sem-terra “são candidatos a emigrar para as cidades e para os EUA, pois em 2005 o emprego no campo diminuiu 47%”. Mais de metade dos dez milhões de mexicanos que vivem nos EUA estão em situação ilegal. Um milhão de pessoas por ano atravessa a fronteira “a salto” e mais de 400 morrem no deserto ou afogados no rio Bravo.

Os muros são mais um obstáculo desumano para milhares de imigrantes, mas revelam-se ineficazes perante o crime organizado e o narcotráfico. Em Janeiro de 2006 foi descoberto um túnel de mais de um quilómetro de extensão, a 26 metros de profundidade, com início numa casa em Tijuana e fim num armazém de Otay Mesa, na Califórnia. Construída em betão armado, com mais de cinco metros de diâmetro, instalação eléctrica, ventilação, saneamento e um sistema de elevadores e roldanas para levantamento e transporte de cargas, esta verdadeira obra de engenharia só é possível com grandes meios e conivências poderosas. A construção de um novo muro só vem espicaçar a capacidade de inovação dos cartéis da droga, que dispõem de recursos quase ilimitados.

Seguindo a visão securitária dos neocons, George W. Bush anunciou o destacamento de seis mil soldados da Guarda Nacional para a fronteira com o México e pediu ao Congresso mais dois mil milhões de dólares para um programa de vigilância de alta tecnologia, com vedações invisíveis, câmaras e sensores. Mas, enquanto persiste uma globalização não solidária e as desigualdades se aprofundam por todo o planeta, a imigração continuará a ser um barril de pólvora, pronto a explodir nas próprias metrópoles. O problema do Império – de todos os impérios – é que não pode prescindir dos “bárbaros” que, inexoravelmente, o cercam: por fora, mas também (e sobretudo) por dentro.

Alberto Matos

terça-feira, julho 25, 2006

segunda-feira, julho 24, 2006

O Navegador Narcisista

Infelizmente,
na gratuita
névoa oceânica
o poeta partiu

E os acasos e mudanças
do tenebroso vento
fizeram o navegador
ainda mais solitário

Compreendeu um dia
que o mar faz-se de partilhas,
de abraços e muita serenidade
oculta num mar revolto

Sem essa vulnerabilidade
o poeta cai, o navegador
é naufrago, a bruxa sempre adivinha
o que nos vai na alma

Em rotas circulares
o aventureiro navegador
perde-se, ensimesma-se com o seu próprio rosto
vai à bolina com o seu narcisístico olhar

E encalha, gratuitamente
fica na modorra das cálidas
águas superficiais.

O Abandono

sábado, julho 22, 2006

O Eremita Circunspecto

Particular existência do mal
Malignas cogitações na periferia
dos olhares transviados

Coágulos insuspeitos, miudezas
da carne e do espírito
Opíparas bocas sedentas de ambição

Nascem as mais vetustas leis
as perversas criaturas do pensar
incoerente e funesto

Marcas a distância dos afectos
não te dás a esses ditirâmbicos seres
preferes a modorra da solidão

Demarcas-te da multidão
soçobras nas praças públicas
inundadas de suor operário

Perdes a noção do espaço
o tempo está a galopar ferozmente
nas tuas costas, avança sobre ti

Corrres em direcção ao mar
à serra, à gruta, tanto faz.
Tornas-te um eremita circunspecto

Só o teu corpo, a tua solidão
os teus vícios interiores
a tua paranóia individual
contam para o breve
silêncio do universo

Deixas-te ficar
choras, ris, vives sujo
e apaixonado
Foste vítima dos
teus devaneios de amor

Amaste tanto que a sociedade
te via como um ladrão de corações
um ingénuo e infantil brincalhão
dos afectos

Por isso renunciaste a tudo
deixaste que o tempo se
afeiçoasse às tuas costas
Pensaste demais
quando tudo à tua volta
era de menos

Partiste, em direcção ao mar,
à serra, à gruta, tanto faz.
És o eremita velho, cansado
mas que ainda tem nos olhos
a felicidade de sonhar acordado!

quarta-feira, julho 19, 2006

Pixies

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Os Pixies estão de volta a uma sala de concertos, depois de terem passado por Paredes de Coura e pelo SuperBock SuperRock finalmente voltam para um concerto com condições sonoras aceitaveis, porque isto de festivais com "n" bandas à mistura dá sempre granel.
Frank Black passou pela Aula Magna, a Kim Deal com The Breeders no Paradise Garage mas o outro projecto The Amps nem sombras, paciência. É de ouvir a Radar FM (97.8) durante a emissão de hoje, se estiverem com vontade de ganhar um ingresso (2 por hora) para o Pavilhão Atlântico.
  • Em 1991 foi assim:

  • Amanhã vai ser assim:

Guerra total no Médio Oriente

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Horrorizado e impotente, o mundo assiste à barbárie de uma guerra total na Palestina, de Gaza e da Cisjordânia, estendendo-se ao Líbano e ameaçando a Síria. Com a mortandade e o caos à solta no Iraque e o Irão debaixo da mira dos EUA, é fácil perceber o perigo de contágio global do conflito. Entretanto as labaredas da guerra se crepitam no Afeganistão, numa vasta zona fronteiriça com o Paquistão; sem esquecer o conflito latente deste pais com a Índia, a propósito de Caxemira e não só: o governo indiano já responsabilizou o Paquistão pela actuação de grupos islamistas, alegadamente envolvidos no recente atentado de 11/7 – no qual, implacavelmente, em 11 minutos, sete bombas provocaram mais de 160 mortos em Bombaim.

Olhando para este tsunami do terror e unindo os seus pontos – Telavive, Jerusalém, Gaza, Belém, Beirute, Damasco, Amã, Bagdad, Teerão, Kabul, Islamabad, Nova Deli, Bombaim… – eis o Grande Médio Oriente, a “visão genial” do não menos genial presidente G. W. Bush. O Grande Médio Oriente que ele, o cúmplice Blair e outros de quem não reza a história quiseram democratizar à bomba…. Os resultados estão à vista!

Ninguém de bom senso acreditará que Israel alguma vez pretendeu resgatar, pelo menos com vida, os soldados raptados pelo Hezbollah. E o que representam três vidas para os estrategas sionistas, num rol que, só desde o início da actual ofensiva, já vitimou mais de vinte israelitas e centenas de palestinianos e libaneses? A invasão dum país soberano, como o Líbano, o bombardeamento das suas cidades, da capital e do aeroporto, configura uma violação flagrante do direito internacional. Mas a ONU e o G8 assistem como cúmplices, sem uma admoestação sequer ao invasor, a quem ainda é reconhecido “o direito de defesa”… E às suas vítimas?

No Líbano, o criminoso voltou ao local do crime: em 1982, as tropas comandadas por Ariel Sharon invadiram Beirute e consentiram o massacre de mais de um milhar de idosos, mulheres e crianças nos campos de refugiados de Sabra e Shatila. Cercada a resistência palestiniana e imposta a retirada de Yasser Arafat de Beirute, iniciou-se um prolongado processo de isolamento político que visava a capitulação da OLP. Após a criação da Autoridade Palestiniana, debaixo de fogo permanente, Arafat foi um resistente até ao fim mas confinado à célebre Muqata, onde se esfumou o sonho dum Estado palestiniano democrático, laico e tolerante. Israel tudo fez para facilitar a ascensão de grupos fundamentalistas, como Hamas e o Hezbollah – o pretexto ideal para o seu belicismo. E Sharon, mesmo em coma profundo, pode sorrir: tem como sucessores assassinos à sua altura.

A invasão de Gaza, da Cisjordânia e do Líbano não são passos em falso nem uma mera “reacção desproporcionada” de Israel: trata-se de uma estratégia coordenada (pelo menos com os EUA) para o Médio Oriente, em paralelo com a guerra no Iraque e o risco da sua extensão, a prazo, à Síria e ao Irão. Vale a pena observar os argumentos dos analistas de serviço. No “Público” de 8 de Julho, pode ler-se em “Ciclo de Violência”: “A actual crise israelo-palestiniana tem uma origem bem definida: a saída de Israel de Gaza, a entrega de todo o território aos palestinianos; (…) em vez da criação de infra-estruturas, da construção de escolas e de hospitais, o essencial das energias e dos recursos palestinianos esgotam-se no fabrico frenético e no lançamento de mísseis Qassam sobre Israel”. Assina Esther Mucznik, “investigadora em assuntos judaicos” e agente da Mossad, pelo menos desde os tempos de Paris, onde se infiltrou nos meios antifascistas e anticoloniais.

Em directo de Telavive, “a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita”, escreve o director do “Público”: “Se um dia Israel perdesse pela primeira vez uma guerra, desapareceria do mapa”. Entretanto, os mapas vão sendo engolidos pelas invasões israelitas… Já de regresso, publica o artigo “Uma guerra diferente”. Só que a principal diferença, como José Manuel Fernandes bem sabe, não reside no facto de este ser um conflito religioso e não político: “Era bom que nas capitais europeias, em Washington e em Nova Iorque fosse compreendido depressa que esta nova guerra no Médio Oriente não é uma guerra local, como as anteriores. É porventura muito mais global do que no tempo em que a URSS apoiava um lado e os EUA outro”.

É verdade que a história não se repete. A invasão do Líbano, 24 anos depois, tem um alcance maior: a guerra infinita imposta aos povos, como estratégia global de dominação imperialista. Com uma consequência óbvia: a resistência e a luta pela Paz terão de ser cada vez mais globalizadas.

Alberto Matos

terça-feira, julho 18, 2006

Bush e Blair Off The Record


Se duvidas existiam, elas desvanecem-se neste video onde o micro estava ligado e capta a conversa de Bush com Blair.

segunda-feira, julho 17, 2006

Espaço Infecto-Contagioso

O Vaticano, apesar da beleza escultórica, dos registos históricos e arqueológicos, dos tesouros que encerra e do saber que esconde, é um espaço infecto.

Até o vírus Epstein-Barr lá se desenvolveu, gerando a grave doença infecto-contagiosa, a Mononucleose.
Calcula-se que tudo tivesse começado nos hábitos desvairados de promiscuidade e até incêsto dos tempos de Lucrécia, no entanto só recentemente e na Basílica de S. Pedro, os cientistas detectaram a proveniência daquela doença, - exactamente no hábito de beijar o pé do "Santo" que a baptizou.
Aquelas longas filas de crentes a cumprir aquele gesto de fé, embora o "Santo" não cheire mal dos pés, pela saliva e baba lá depositadas, concluiram que o Epstein-Barr adora aquele gesto emporcalhado. Por isto é bem possível que Bento XVI no combate aos relativismos, no novo catecismo coloque o beijo como acto de Satan.


Mulheres e homens, beijem-se á vontade, os filhos, as filhas, netos e netas, todos os que amam devem beijar-se. Nenhum de vós é Santo ou Santa, a doença pega-se pela saliva, mas para isso é preciso um pé, nem que seja de plástico a ser sucessivamente babado.

-Viva o beijo!
-Vivam os amantes!

ATÉ QUANDO?

Na Palestina, os gatos os cães e demais viventes estão a ser espezinhados pelo fanatismo de Abraão, aquele que se dispôs a matar o filho pela vontade de um Deus ignóbil.

Os misseis voltam a atingir Beirute.

Até quando?