domingo, julho 16, 2006

Moer a Cabecinha

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Como hoje é dia de missa, praia, piqueniques e outros desportos dominicais, fica este quebra tolas da edição Arre Macho de Domingo.
Serão 12 marmanjos ou 13? Parece as contagens dos votos na Assembleia Municipal.

sábado, julho 15, 2006

Verão Quente 2006

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Nos dias 17, 18 e 19 de Setembro, 300 dirigentes e altos quadros das mais ricas
empresas do mundo reunir-se-ão em Lisboa. O evento, organizado pela Câmara Municipal de Lisboa, visa promover a instalação das sedes europeias dessas empresas na cidade e assim garantir que a imagem da capital sobressaia no mapa financeiro mundial. Há muito que Lisboa se prepara para um espectáculo desta magnitude.
Não fomos convidados, mas vamos aparecer.
No contexto de mais uma operação de renovação urbana - na calha da Expo '98 e do Euro 2004 - que ambiciona aumentar os fluxos de dinheiro na cidade, intensificando assim a economia local e nacional, um grupo de pessoas e associações decide-se a enfrentar o_implacável_ : uma lógica de cidade assente no lucro e no consumo, apoiada num discurso intransponível, espalhado
por todo o lado e barricado nos media. Esta festa inicia as hostilidades.

sexta-feira, julho 14, 2006

Um Desconhecido Sonho

Um sonho vagaroso
melancólica atracção dos sentidos
O tempo pára, as nuvens correm,
devagar

O silêncio inunda o quarto,
tu és a existência velada
o luzidio corpo
numa mente brilhante

Levantas-te num impulso criador
pintas todas as paredes do teu quarto
Sorris, ao olhar para a obra-prima feita de girassóis,
muito calor para aquecer a alma resfriada

Saíste de casa e nunca mais olhaste para trás
A tua vida tinha um novo sentido
agora... em frente, rumo ao desconhecido!

quinta-feira, julho 13, 2006

Pelo Jornal...

Fiquei a saber que a aprazada reunião para debater a revisão do PDM, ficou sem prazo, deduzindo no caso a enorme comichão, os maus olhados e pesadêlos que andará naquela edilidade. São as desclassificações de REN como as do Trabuco, Arroteias, Penteado, Cabau, Fontaínhas e Esteiro Furado - calculo ser difícil voltar atrás, é que após a Encarnação de decisões, promessas e compromissos, aparece sempre quem argumente com direitos adquiridos ou com a boca no trombone... é uma chatíce!...

Fiquei a saber que a Feira Equestre foi um sucesso e que o Vice Srº Rui Garcia defende a evolução do evento, facto que me alegra, desejando desde já que no próximo, a presença de Gitanos a Cavalo seja préviamente anunciada, pela beleza e alegria que trouxeram à festa, exactamente como as Sevilhanas e demais Espanhois que até eram portugueses.

Fiquei a saber que António Chora não defende a abertura de conflitos, embora se mantenha em "guerra" com Manuel Madeira. Sendo já assunto dos dois, podemos dormir em segurança, sem alarmismos. É que a possível validade dos argumentos de ambos, esfumou-se nas considerações excessivas e anacrónicas a que recorreram.

Fiquei a saber que o Srº Hélio Lopes é muito esquecido, esqueceu-se do elementar quando pretendeu lembrar outros sobre o conflito Israel/Palestina.

Fiquei a saber pelo Srº David Borralho a excelência que é o espaço Qi, o seu modelo pedagógico, de tal forma que vou tentar que os meus netos lá se inscrevam. Não sei é se os pais têm salário que aguente.

Fiquei a saber que foi empossada a nova C. Politica Concelhia do PS Moita. Gostei da fotografia, transmite poder, e a existência de família em abastança e alegria, a ideia de paraíso...

Mas na página 7 está a solução de todos os problemas, nomeadamente para os responsáveis da edilidade. Bastará uma Sessão com Orações Fortes, ficarão libertos dos maus olhados, das maldições, dos vultos, dos pesadêlos e até das comichões, libertos da Encarnação de todos os Males. Vão ver que poderão marcar data para a reunião de debate sobre a revisão do PDM.

Estou a gostar do JORNAL DA MOITA...

Tempo para Amar

Peço-te calma,
amante do olhar.
Nas horas de espera
carcomida do tempo

O mar onde desaguei
foi o da tua infância
e os gestos, óbvios enlevos
em que me atraiçoei
foram expurgados numa outra
margem insalubre e ressequida

Encontrei-te! Nas minhas mãos
os luzentes pirilampos ainda vivos,
prestes a conquistar o teu sorriso

Depois, é deixá-los partir
abraçarmo-nos compulsivamente
e num frémito, aquela boca enorme
e impaciente de paixão

Eu, de corpo lívido, arrepiado
com um nervoso miudinho por ser
tão sensível, nem sei que te dizer.

Talvez fale do mar! Talvez fale de viagens por acontecer,
talvez me faltes TU na enseada dos sonhos,
quiçá o meu grande coração resista a ínfimo corpo de poeta.

Não sei que projecto concebeste,
amante dos frenéticos e lúcidos abraços eternos.
Eu apenas falo e falo,
espreito por ti, na mínuscula janela prestes a abrir-se!

Foi um amor poético, incomensurável
que me trouxe até aqui.
Nunca mais te cales,
amante do olhar.

NOVO RANKING

Na coluna das curiosidades, do estilo sabes que para teres a força de uma formiga terias de levantar três locomotivas, numa revista dos STATES do tipo da MARIA, apareceu a seguinte tabela:

- 1 Branco vale 300 pretos, 200 Chinocas, 2000 árabes; tratando-se de americanos os números crescem, exceptuando os israelitas em que 1 vale 5000 palestinianos.

Com uma introdução a tecer considerações sobre o QI de cada raça, com tal veemência que estou em crer que decorrem trabalhos, para aparecer uma nova onda manipuladora a suscitar mais violência neste mundo, que até podia ser pacífico...

quarta-feira, julho 12, 2006

Para quem ainda não foi de férias

Para quem está em Lisboa, Almada, ou nestas margens, tenho de sugerir o Festival de Teatro de Almada, que já vai na sua 23ª edição. Entre 4 e 18 de Julho, em Almada (Escola D. António da Costa, Teatro Municipal de Almada, Fórum Romeu Correia - Junto à praça de São João), mas com extensões em Lisboa, na Culturgest, no teatro D.Maria II, no Teatro Municipal de São Luís, no Teatro do Bairro Alto - Cornucópia e no CCB.

Aliás, estou a pensar em ir ver o espectáculo do Teatro da Cornucópia, "O Gingal" de Tchekóv, depois de em Abril passado ter visto o excelente espectáculo "A Gaivota", do mesmo autor. Pergunta: alguém gostava de ir comigo? Bilhetes a 7 euros. E já com desconto, preço de estudante. Quem é amigo, quem é? Talvez Sexta ou Sábado deva ir. Julgo que é às 21.30.
Se desejarem ir, vão ao meu perfil e mandem-me mail. simplex!
Bom, no fundo, aproveitem pra ver bom teatro.
Mais informações em www.ctalmada.pt

"Fábrica"- Teatro pela Vigilâmbulo Caolho, no Barreiro

Apareçam para ver este espectáculo. Eu também lá vou estar pra ver!!!
E divulguem! vão ao blogue e saibam mais: vigilambulocaolho.blogspot.com

Ciclo Fábricas
F Á B R I C A
de Ascanio Celestini
de 29 de Junho a 29 de Julho, às 22h - de Quinta a Domingo pelas 22 horas
na Sala de Ensaios
do Auditório Municipal Augusto Cabrita no Barreiro
ingressos a cinco euros
Autor: Ascanio Celestini Tradução: José Lima (no âmbito do Atelier Européen de la Traduction) Interpretação: João Fernandes, Jorge Pedro, Júlio Mesquita, Pedro Manuel Direcção de Actor: Júlio Mesquita, Pedro Manuel Concepção Cénica: Ricardo Guerreiro, Sara Franqueira Material gráfico: Ricardo Guerreiro, Fast Eddie Nelson Produção: João Fernandes, Pedro Manuel Apoios: Auditório Municipal Augusto Cabrita, Câmara Municipal do Barreiro, Quimiparque - Parques Empresariais SA, Governo Civil de Setúbal, Hey Pachuco! Recs, Jornal do Barreiro, Notícias do Barreiro, Artbarreiro, Setúbal na Rede.

terça-feira, julho 11, 2006

O que é que aconteceu?

Por volta das 13 horas passei perto da Câmara Municipal, observei vários agentes da autoridade fortemente armados entre as colunas do edificio e uma barreira lá montada, impedindo que cerca de 30 ou pouco mais cidadãos de etnia cigana se aproximassem.

Com a pressa, perguntei a um tanseunte se sabia o que se passava, respondendo-me que "os ciganos queriam casas à borla", de imediato um outro a que não perguntei nada, berrou-me que "no tempo do Salazar isto não acontecia, só acontece por culpa dos comunistas e dos bloquistas".

Como só agora cheguei do trabalho, não consegui perceber o que se passou.

Será que aquela gente estava chateada com os adiamentos da discussão do PDM?...

Ultima Hora

Sessão de Câmara de dia 12 de Julho, 4ª Feira (onde a revisão do PDM viria à baila) adiada sem data definida.
A nova lei da R.E.N. anda a trocar as voltas ao executivo desta autarquia. Já lá vai um ano desde que o projecto de revisão foi apresentado, será que não existem prazos para que a coisa fosse aprovada ou chumbada? Se da mesma Revisão se tratar, espero que exista nova discussão sobre a mesma e de preferência com sessões em horário acessivel e divulgadas por todo o concelho.

-Por onde é que Deus Anda?...

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Bento XVI visitou o Reino do Estado Espanhol.
Confiante na mobilização que aí os seus discipulos sabem organizar, da manipulação de que são capazes, como aconteceu em Abril passado naquela manif. politica mobilizada pelos principes da Igreja e o Partido Popular. Sentiu-se em casa, naquele espaço memorizado pelo Reino de Castela, outrora expoente máximo do Santo Ofício, pela Espanha Franquista cujo regime e crimes Pio XII abençoou, a terra do patrono da OpusDei, o Santo Balaguer que o seu antecessor beatificou.

Bento XVI deu assim brado à sua luta preferida, o combate aos relativismos. Não só enveredando pela ingerência politica daqueles Países e Povos, no descaro de enviar até recados a Zapatero, como deixou cair de vez o propalado esforço ecuménico da igreja, pois o que interessa "é a nossa doutrina", as outras religiões e crenças é como se não existissem.

A sobranceria do Vaticano aí está, sem nuances, acima de tudo e de todos, impondo até como deveremos viver - só existe família com a benção de Deus, garantindo herdar aos filhos a religião e fé cristãs.

Servindo-se da omnipotência de DEUS, cuja existência não consegue provar, coloca-se como patrono-mor da ética e da moral, quando no secretismo do seu Estado, já não consegue sequer disfarçar a sucessão de escandalos e desmandos, equiparados aos tempos dos Bórgias.

É caso de perguntar: - por onde é que Deus anda?...

O dever de respeitar a religião e a fé que cada um abraça, é uma condição essencial para que se viva em paz. Mas esta certeza não obriga ninguém a ter de suportar em silêncio, tanta sobranceria, tanta hipocria.

segunda-feira, julho 10, 2006

Estive no Paraíso

O Jornal da Moita possibilitou-me esta viagem. Tive como cicerone o Zé Caria.

Cultura, educação, ciência, tecnologia e inovação têm sido, e continuarão a ser, imagens de marca do XVII Governo da República... Para a cultura, prevêm-se verbas na ordem de 260,6 milhões de euros... e assim continuou Zé Caria, levando-me numa viagem paradisíaca, pontuada pela eficácia das parcelas do Orçamento de Estado, de outros programas, projectos e orçamentos numa bela sucessão de coisas bem sucedidas.

Quando a viagem terminou, pensei - que grande bêsta que eu sou!... Vivo no paraíso e ainda não tinha dado por isso...

Pretendeu Zé Caria com aquele escrito, contrapôr a um artigo assinado por Manuel Madeira. Escrito este que não me entusiasmando pelo menos tem a virtude de manter um ponto de vista de classe, com o qual me identifico. Já o Zé Caria, agora paladino da Ditadura da Alternância, distante da classe, com o seu expediente, está de facto em condições de promover "a cultura e o choque tecnológico", a FANTASIA que tanto agrada a Sócrates e seu governo.

sábado, julho 08, 2006

O Jornal destas bandas

O último número do Jornal da Moita, nem está meio cheio nem meio vazio.

O Secretário de Estado esteve cá, estava acompanhado por aquela que Plutão pôs fora do inferno com um balde de brazas p'ra ir fazer o inferno p'ra outro lado, o Soeiro também lá estava, desejo que consiga desta. Pois com a actual Câmara, seria mais fácil uma nova Praça de Boiadas.

Fiquei a saber que o criminoso voltou ao local do crime e que teve a Praça meio vazia, até beijou o animal, só não sei quem é a Fernanda Velez que se afirma deputada municipal, nem quem é o tal que veio do Seixal, falha minha, porventura serão personalidades importantes. Disto, aconselho o tal João Duarte a inscrever o Pedrito no IEFP, existem Matadouros com falta de pessoal especializado, neste caso não é preciso emigrar para Espanha.

Também fiquei a saber que se pode envelhecer com direitos, calculo que não fiz confusão, pois não observei qualquer referência ao Viagra.
Fiquei foi deveras preocupado, até estou cheio de medo, pela insegurança na Moita, é que as ameaças por telefone e mail, feitas p'los inimigos dos Toiros já são tantas, que a GNR não vai ter meios p'ra acudir-me.


Bem espremido, o Jornal só ficou meio cheio com o correio do leitor e o anúncio da pag.7, nomeadamente desta, que abre a possibilidade a Sessões de Limpeza Espiritual, com a garantia de orações fortes.

sexta-feira, julho 07, 2006

Nem são santas nem precisam de remédios!

Olá amigos. Hoje venho divulgar uma série que há algum tempo começou na 2 da RTP, que eu já devia ter divulgado, mas o pouco tempo, e o esquecimento às vezes, me têm feito adiar tão importante boa nova.
A série "a letra l" que passa de 2ª a 6ª à meia-noite e meia no referido canal, é espectacular, pois mostra as vidas, os amores e desamores, os encantos de muitas e bonitas mulheres...lésbicas. A série é tão real, bem feita, que evita os clichés, a espectacularidade balofa por um nível intelectual, que nos faz pensar, sorrir, viver com aquelas personagens. A ver desde já, para tirar alguns macaquinhos na cabeça, àquelas almas bem-pensantes que pululam por aí nas nossas praças (de toiros ou não)!
Divirtam-se e vejam com olhos atentos.

Remédio Santo

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quinta-feira, julho 06, 2006

OS GAULESES VENCERAM Á BORLA...

O serviço prestado pelos representantes da Lusitânia, exactamente neste jogo, foi grandioso. Eu que sou português, que pouco ou nada tenho que ver com aquilo, até entusiasmei-me...

Apesar da vitória chocha dos Gauleses, existe um facto que registei com alegria. Le Pen pelas más prestações da equipa no inicio, acusou a existência de pretos a mais naquele grupo. Que dirá ele agora?.

Lembrem-se todos que o Futebol também tem destas coisas e que amanhã é outro dia.

terça-feira, julho 04, 2006

Na Vila da Moita o Crime Compensa

"QUEM VAI À MOITA, MUITO SE AFOITA" dito antigo motivado por razões bem diferentes e menos gravosas que aquelas a que hoje presenciamos.

Um chavalo de lantejoulas, vaidoso como mandam os canônes para gáudio de um público assanhado e sedento de sangue, matou um vivente saído de um curro que sem saber ou se ter chateado na vida com alguém, sequer marrado na vida, foi acorrentado, enclausurado, picado e com os cornos quase limados até ao sabugo, foi ali humilhado e morto sem jeito nem razão, apenas pelo absurdo de uma dita cultura que o avanço dos civilizados impedem de ser tradição, isto mesmo não recorrendo á lei que não o permite.

As bêstas podem invocar o que quiserem, mas exactamente não deixam de ser bêstas pela dimensão da cobardia de tais práticas.
Prefiro ser comparado a um Lobo, a um Jaguar, a um Crocodilo ou uma Leoa, estes matam p'ra comer, não humilham as vitimas que a natureza lhes dispôe, eu mato p'ra comer, mas não me dá gozo, prazer, tenho apenas que matar p'ra comer.
Vós sois umas bêstas de facto fora da lei.


I
O crime foi cometido, o tribunal decidiu e estipulou a pena;

II
Os Tribunais são orgãos de soberania, exercem a sua parte do poder p'la Justiça nos termos e âmbitos definidos na Constituição da República;
III
Emergem daqui obrigações legais a que todos os cidadãos estão sujeitos, não existindo além dos recursos judiciais hipóteses de granjear de outros, nomeadamente de instituições oficiais, apoios expressos ou confessos que contrariem as decisões dos Tribunais;
IV
Deste modo, o evento do passado Domingo de apoio ao criminoso Pedro, é não só uma tentativa de abandalhar a decisão do tribunal, como por desafio propagandista uma provocação ao legisladores, deputados da Assembleia da República eleitos p'lo Povo.

Por tudo isto percebe-se que a nossa Terra, a Moita, está assim a ficar dominada por um gang que até recolhe fundos para apoiar um criminoso a pagar uma coima de €100 000, mediante uma autarquia que autorizou com licença assinada um evento de homenagem ao crime então praticado.

Na Assembleia Municipal realizada no dia 30 de Junho, nem uma moção, nem uma palavra sobre o evento. Facto que demonstra a conivência institucional com práticas do estilo - quando convém caga-se na lei, pois a Câmara nessa altura já tinha licenciado o nojento espectáculo, porventura até com a orgulhosa assinatura taurina do Srº Presidente.

Na Moita o crime compensa. Por cá até o Presidente da Câmara licencia espectáculos para recolha de fundos de apoio aos criminosos.

Mitos Eternos

Paisagens petulantes
Promíscuas reservas ecológicas
do olhar

Síndromas da saciedade,
oníricas expressões encantatórias
dos devaneios do viandante

Mergulhas na água salgada
do mar
morto o desafio de te encontrar
na ubiquidade das paragens

Segregas sons de um dionisíaco
torvelinho de cidades por começar
acabas agora a paleta de cores
na inebriante Atenas poluída

Socorres-te do alfa beta
procurando o ómega que há-de vir
mapeias a circulação do tráfego
inusitado em torpor constante

Vislumbras a Acrópole dos teus sonhos
Divagas na contra-luz dos propiléus
E esfusiante de alegria e cansaço
reencontras-te com a memória,
com os odores da matéria-prima
invisível a teus olhos

O teatro, essa invenção dos deuses
ofereceu-te Talma nas suas mais sincréticas
colinas, desde Epidauro a Delfos

Soerges-te perante o sol impiedoso
que te queima a pele e a vitalidade
orgânica dos teus tendões, qual
Aquilles temperamental

Fitas os monumentos horas a fio
como Ariadne no labirinto de Creta
tentando salvar Teseu das laboriosas
intenções de Zeus

Deixei a mitologia penetrar o meu
doce sangue naquela tarde
ensolarada e festiva

Só o passsado se regenerava
nas asas da Fénix
ao percorrer tão semelhantes
e orogénicos passos
rumo aos heróis nunca esquecidos

Junto às pedras, imóvel
deixei o cansaço perder-me
no ritual, na dança incandescente

Dei asas aos sentidos
e com Eolo voei
na interminável imaginação
dos grandes deuses

A não perder

Janelas Protegidas

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A malha da rede é tão grande que obdece à norma da captura da:
"Mosca Escaravelheira".

domingo, julho 02, 2006

Grandes Penalidades

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E Você, Já Contribuiu???

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O rapazito parece estar aflito quanto a pagar a coima por ter morto um animal na arena da praça de toiros da Moita. Ora segundo ele, foi por culpa do publico que exigiu a morte do toiro. Proponho o seguinte: Ele que pague a coima e que o tribunal aplique uma coima ao publico presente também, de igual valor a cada espectador.

sábado, julho 01, 2006

Assembleia Municipal (cordata e curta)

Acrescendo o titúlo, foi uma Assembleia unanimista. Talvez influenciada pela frescura desta noite estival, calma com a leve aragem que corria na rua. Uma maravilha recheada de sorrisos e cavaqueira após o final dos trabalhos.

O Presidente da Mesa, o Srº Doutor Joaquim Gonçalves sorridente no final até desejou boas férias a todos os presentes, nessa altura, tive até ganas de pertencer a tal grupo de pessoas que ainda conseguem manter o direito a férias e o direito ao subsidio...mas nisto não me posso queixar, sou o unico culpado, eles lutaram e eu não...

A calma estival prevaleceu naquela Assembleia, talvez adivinhando a proximidade das inúmeras romarias que até fins de Setembro, se realizarão neste Concelho vincadamente festeiro.

Talvez até só por isto, porque tantas Feiras e Festas se aproximam o efeito seja evidente. Ou não fosse verdade que Burros em Festas e Feiras, nunca dão coices!?...

quinta-feira, junho 29, 2006

Barrocas Paisagens do teu Olhar

O porquê do teu nome, não sei!
Conhecemo-nos há dois minutos
no café arcádia, junto ao luminoso
tecto de pinturas barrocas

Contei-te das minhas viagens,
do meu mundo
disse-te o meu nome,
e nem sequer me olhaste de lado.

Fiquei perplexo, irritei-me por
não me odiares naquela enseada
dos corpos ausentes

Continuo sem saber o teu nome
Prefiro nem sequer pensar nisso
Só não quero voltar a olhar-te de viés

Não quero chegar ao frémito
da evasão dos sentidos
a suposta melodia inacabada

Apenas o teu olhar, a montanha
que transportas no teu pensamento
O tique silencioso e imperceptível
da tua ondulação, dos teus queixumes

Sofro contigo, na agonia de te ver
suicidária das emoções
Loucura permanente e inusitada

-Levantei-me de repente!
Osculei-te a mão antes que pudesses
retorquir uma palavra de desagravo
ou solidão

Perdi-me nas ruelas da cidade incauta.
Só pensava em te esquecer!
Sacudir a poeira herege do meu
inexperiente amor

A mordomia do gesto consentido
a palidez da memória
e o teu odor inacabado
Ah! Que tresvario é esse em
que ambos consentimos?

Que remorsos ficaram?
Que funesta nuvem trespassou
o meu púbere corpo?

Decidi esquecer-te, lembrando-te!
E perscrutando os teus etéreos
sonhos na frondosa copa dos
viçosos e altos carvalhos

Vi-te e revi a eterna inocência
da minha voz velada
perante tamanha sapiência
nos gestos e atitudes que
asseveravas

-Adeus, até logo!
Despedi-me de ti,
árvore secular

E persignado, percorri
as rotas da imaginação
diante das mais sagradas
imagens que me ofereceste
num puro gesto de amor profundo!

[Dedicado a t(r)i...lby]

Ai se a gente ganha...

quarta-feira, junho 28, 2006

Rentabilizar o Mundial...

Junto das instalações da organização do Campeonato Mundial de Futebol que decorre, próximas do estádio principal do evento, construiram um mega Bordel.

Este facto que mereceu desde alguns meses protestos de várias organizações, incluindo abaixo assinados enviados às entidades desportivas, Governo Alemão e Comissão da UE, não obtiveram qualquer resposta. A imprensa fez o resto, silenciou cumprindo as orientações do sistema estupidificante.

Só uma deputada portuguesa levou o caso ao Parlamento da UE, foi notório o enfado da esmagadora maioria lá sentada.

Pode-se assim concluir que a Prostituição por mera coincidência, neste Mundial de Futebol, adquiriu o estatuto de modalidade desportiva...

Dança Chamas

Dança chamas
Horas partilhadas
na melancolia

Melopeia íntima
e graciosa

Cuidados telúricos
achados antigos

O corpo esfuma-se
na memória das cinzas

O instante carcomido
é lentamente esquecido

O sonho, nocturna viagem
aérea, por onde timbravas
a maresia eterna do teu voo.

terça-feira, junho 27, 2006

Estamos Mal no Campeonato da Sopa

O Produto Interno Bruto (PIB)por habitante em Portugal, continua a baixar. Estou a 26% abaixo da média comunitária, estando neste desgraçado campeonato da sopa, apenas á frente dos habitantes da R.Checa, Eslovénia e Chipre. Mas mesmo assim não faltam po aí quem da minha igualha consiga ser mais feliz do que eu. Riem, aplaudem, berram, gesticulando manguitos e preces a deus e a todos os santos, na dinâmica dos jogos que já colocou os representantes entre os oito melhores do mundo.

De facto são mais felizes do que eu. Sentem-se superiores e com alguma razão, pois nisto das emoções patrióticas sentem-se iguais ao Cavaco, ao Sócrates, ao Belmiro e quejandos.

Estou mesmo desgraçado!...
Não vou em futebois, não vou em deuses e ainda por cima quero que os santos se lixem.

Só sei que vou á próxima manifestação que a CGTP-IN convocar.

Águas do Alentejo Sul – o negócio

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Com os votos contra do PSD e a abstenção do PS, a maioria CDU da Assembleia Municipal de Beja aprovou ontem o projecto de Estatutos da Empresa Intermunicipal “Águas do Alentejo Sul, EIM”. Já na Câmara, onde a CDU não dispõe de maioria absoluta, a abstenção do PS tinha viabilizado a aprovação deste projecto que está a ser submetido a idêntico processo nos restantes oito municípios que integram a AMALGA: Moura, Serpa, Barrancos, Aljustrel e Castro Verde, (presidências CDU), Mértola e Ourique (presidências PS) e Almodôvar (presidência PSD). Com mais abstenção aqui ou menos voto contra acolá, há um óbvio acordo destas três forças políticas sobre o modelo de gestão da água, imposto pelo governo e pela UE e que vai no caminho da privatização total, a prazo.

Analisemos em concreto o articulado do projecto de Estatutos, pois este fala por si.

1) O capital social (1 milhão €) das Águas do Alentejo é repartido em 51% para os municípios e 49% para a empresa privada, eufemisticamente designada de parceiro estratégico. Em Beja, o PSD defendeu o modelo de empresa multimunicipal (e não intermunicipal), solução que daria ao privado 51%. A diferença é sobretudo simbólica e tem pouco alcance prático, pois as grandes decisões (aumentos de capital, distribuição de lucros e alteração de taxas e tarifas, por exemplo) requerem a maioria qualificada de 75%, segundo o Artigo 10.º, n.º 2 – 49% são mais do que suficientes para bloquear qualquer decisão. Até porque o parceiro privado será uma transnacional como a “Générale des Eaux” ou as “Águas de Portugal”, a privatizar a prazo, concretizando um velho projecto de Sócrates, ainda ministro do Ambiente. E para um monopólio, com posição não só das Águas do Alentejo Sul mas em empresas congéneres de todo o país e por essa Europa fora, 49% chegam e sobram para garantir o domínio estratégico de um sector já conhecido como “o petróleo do século XXI” e que poderá originar as guerras do futuro. Lagarto, lagarto, lagarto…

2) Se dúvidas houvessem sobre quem manda, o Artigo 12.º, n.º 4 esclarece-as: “A sócia de direito privado tem ainda o direito de nomear o director-executivo da empresa”; e o artigo seguinte, o 13.º, prevê que “o CA poderá delegar parte dos seus poderes em qualquer dos seus membros e autorizar a subdelegação desses poderes em directores da empresa” – em primeiro lugar, no director-executivo!

3) O objecto social das Águas do Alentejo Sul é a captação, tratamento e distribuição de água “em alta” mas o n.º 2 do Artigo 2.º estipula que poderá também vir a contemplar a distribuição de água “em baixa”, isto é, directamente aos consumidores, bastando para tal uma deliberação do Conselho de Administração, sem necessidade da Assembleia Geral onde estão representados os municípios.

O possível alargamento do seu âmbito à distribuição “em baixa” colide com as funções actuais dos SMAS e com a EMAS em Beja – onde este processo de empresarialização / privatização está mais adiantado. Nem será difícil convencer os municípios a cederem a distribuição de água “em baixa”: foi dado o exemplo do Norte Alentejano, onde há câmaras que pagam a água “em alta” a 1 euro por metro cúbico e a distribuem a 15 cêntimos. A acumulação de dívidas às “Águas do Alentejo Sul” obrigará os municípios a entregarem-lhe, a curto prazo, também a distribuição “em baixa” – e aí a factura passará a ser paga directamente pelos consumidores…

4) Aliás, o artigo 27.º dos Estatutos é claro: “As tarifas praticadas devem assegurar receitas que (…) assegurem níveis adequados de autofinanciamento e de remuneração do capital investido” – o que é lógico numa empresa privada, mas representa o fim de uma política social na distribuição deste bem vital que é a água, justamente seguida por alguns municípios. Aliás, os sucessivos aumentos das tarifas de água em Beja, desde que os SMAS foram substituídos pela EMAS, são a pálida imagem do que o futuro nos poderá reservar. Razão têm os consumidores, os trabalhadores e o STAL para se oporem à destruição dos SMAS do Porto, a ponto de os partidos da oposição terem abandonado a Assembleia Municipal, deixando Rui Rio a falar sozinho. Mas a coerência de alguns partidos é posta à prova mais a sul, onde viabilizam o mesmo tipo de soluções privatizantes.

5) O Artigo 23.º dita que o regime jurídico dos trabalhadores é o do contrato individual de trabalho – e este ponto passou sem um único reparo dos sindicalistas presentes na bancada da CDU, entre eles o coordenador da União dos Sindicatos de Beja. Do PS e do PSD nada disto seria de admirar. Mas da CDU? Ainda me lembro de Jerónimo de Sousa justificar a ruptura com o autarca do Redondo por questões de princípio, como a privatização da água… Sim, existem alternativas ao pensamento único neoliberal, ainda por cima nesta questão estratégica.

A ÁGUA PÚBLICA pode e deve ser defendida, na teoria e na prática: Almada é um bom exemplo, ao manter os SMAS e o controle público sobre a captação e distribuição de água, fechando as portas ao caminho da privatização – desde a primeira reunião em que Sócrates, ministro do Ambiente, veio “vender” a ideia dos esquemas multimunicipais ou intermunicipais aos municípios da Margem Sul. Em relação às “Águas do Alentejo Sul”, não se trata sequer de um pequeno concelho isolado, sem alternativa: são nove municípios, num distrito onde a CDU é claramente maioritária. No caso muito particular de Beja, não quero acreditar que este projecto tenha a ver com a “dança de cadeiras” entre a vereação, a EMAS, a AMALGA e agora (quem sabe…?) as “Águas do Alentejo Sul”.

Não foi para isto que o povo de esquerda votou!

Alberto Matos