terça-feira, julho 14, 2009

Oferta ao Srº Nuno Cavaco

Na busca da coerência
(DEPOIS DO BRANCO)
Ideia para folheto a publicar
nas Festas de Setembro
- ideias do tal Satanás que já contactou Plutão e Propesine, eternamente casados na partilha do infernal inferno, que nesta altura por lá anda em frenesi procurando na dispensa dos arrumos macabros, elementos que ajudem aquele que designais por Satanás, a tratar de arranjar um inferno por aqui nos próximos periodos eleitorais.

Os Amigos do Cais

MUITO DEVAGARZINHO
FAZEM EXIGÊNCIAS À CÂMARA
(visitem amigosdocais.blogspot.com)

domingo, julho 12, 2009

Afinal Manuel Alegre

além da sua obcessão pela Presidência da República, o que é que pretende de facto?
Com maior ou menor esforço, sempre percebi a sua poesia - mas nestes ultimos tempos no plano politico não o consigo entender.
Antes do último acto eleitoral produziu inumeras declarações, todas titubeantes e envoltas em enigmas, reaparecendo agora, como na última do Expresso enveradando pela ligeireza retórica, metendo esquerda e suposta esquerda, tudo no mesmo saco - ainda por cima com a desfaçatez de se pôr fora do saco.
Com que raio de esquerda o Senhor sonha - enquanto o PS não deixar de concorrer com o PSD, na já velha disputa, em que ambos pretendem provar qual é o melhor e mais eficaz leiloeiro do país.

Isaltino Morais vai preso ?...

Isto é para rir
O Ministério Público propõe para os crimes cometidos por Isatino Morais, 5 anos de prisão efectiva com inibição do exercício de cargos públicos pelo mesmo periodo.
- Isto é mesmo uma tristeza, o pessoal já não acredita em nada...

Fico a Aguardar...

Que na próxima semana no AVANTE, na coluna "A Talhe de Foice", Henrique Custódio tal como o fez com aquele da AutoEuropa, publique também a sua ideia ou a do Partido sobre as recentes posições de José Saramago em relação às próximas eleições autárquicas.

Não estando eu em desacordo com a totalidade do que escreveu, até porque também aqui já escrevi - naturalmente, estou com alguma curiosidade em perceber e até aprender de como é que em situações destas se mantém o nível de coerência.


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Liberdades Religiosas...


Como por cá as liberdades religiosas são determinadas por fita métrica, obtendo cada religião a dimensão da sua liberdade à medida do seu tamanho.
Aos que estão de fora, áqueles que nem sequer empatam tempo a discutir a existência de deuses, não só pouco lhes sobra como crescem os entraves pela permanente condenação ditada pelos religiosos "de serem gentios em falta com deus".
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A ainda recente mensagem de D.Policarpo, que considerou o ateísmo o principal problema que afecta a sociedade contemporânea, como um dos maiores males do mundo, tem feito crescer o número daqueles que nem sequer temendo a obesidade, por aí andam, inchados, com os deuses no umbigo.
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Deste modo e sem temores, é com orgulho que informo ser membro da Organização Ateísta de Portugal e de momento ser o responsável que na Moita concretizará em breve, a instalação da 1ª Sede no distrito de Setúbal, que se pretende vir a ser na Capela do Alto S.Sebastião.
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No dia 12 de Fevereiro de 2010 iremos festejar "O dia do Orgulho Ateu", data que corresponde ao nascimento do naturalista Charles Darwin (1809 - 1882) que nas suas investigações invalidou grande parte do discurso religioso, no célebre livro " A origem das espécies".
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A Capela do Alto de S. Sebastião, que não foi, nem é propriedade da Sta. Madre Igreja, passará assim a ser um espaço de convívio cientifico, um observatório da vida do universo ao universo da vida.
Até lá, os inchados de deuses que se danem...
- seria interessante, mas por cá os detentores do poder local só apoiam toiradas, romarias e principescas comezainas.

sexta-feira, julho 10, 2009

Acabei de investigar,,,

e para meu descanso, descobri que o Chora nunca esteve em comezainas com o Drº. Rui Encarnação, o Srº. Emidio Catum ou o Drº. Pires e quejandos.
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Acreditem que estou aliviado - é que ainda por cima a Assembleia Municipal não é própriamente um Sindicato, embora ás vezes pareça a Quinta do Srº Lobo, aquela em que o Jaquim é o feitor.
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Vou estar que nem peixinho na água. O ressabiamento anticomunista do Chora irá dissolver-se entre os seguidores do doutrinário Vitor Ramalho, tendo a contrapôr o M.Madeira, o tal que adquiriu e bem, o direito de ser o ultimo a intervir, digo, e bem, porque em circo que não tem feras, o ultimo número pertence sempre aos palhaços. A unica coisa chata, é ir encontrar gente boa, que já não consegue disfarçar o frete que anda a fazer.

Três Broncas...

1 - Ontem, no café do Cuba ouvi um fulano dizer em voz alta ao Agostinho, que o tinha convencido a não votar no PS e a votar no BE, quando "a merda parece a mesma".
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2 - Hoje, parei a observar o painel da CDU, " gente de confiança" (imponente foto), quando um tipo que tinha saído da casa das bifanas de Vendas Novas, aos berros da motorêta, conhecendo-me, mas com o capacete não o conheci, "aí só falta o Chora".
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3 - Ainda anteontem a usar o curriculum do tal outro, obtive como resultado da já prolongada pedinchice, a certeza de que vou ser candidato "Independente nas listas do BE".
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- Reparem que se o Chora foi militante do PCP durante 30 anos, eu sempre fui independente, nunca estive inscrito em qualquer Partido.

quinta-feira, julho 09, 2009

Tequilla Mal - 10 de Julho na Moita

Agradecemos a divulgação do seguinte evento:




20 anos depois os Tequilla Mal juntam-se novamente e vêm à Moita (In Live Caffé) mostrar que o Rock 'N' Roll está vivo e de boa saúde.
As entradas são a 5€ com direito a uma imperial ou semelhante.
Não podem perder este regresso aos palcos de uma das bandas míticas do Rockabilly em Portugal.

Obrigado pela atenção e divulgação.

RL Produções

quarta-feira, julho 08, 2009

O Ministro que se Encornou

Na altura ouvi em directo pela TSF o Ministro Ajudante de Campo do Primeiro, dizer que acabara de apresentar desculpas ao PCP pelo sucedido, agradecendo mesmo o acolhimento que obteve. Sei hoje que o PCP não pretendeu fazer farronca sobre o caso, valorizando a ideia de que tal acontecimento iria afectar o prestigio da instituição Assembleia da República. Só que naquele momento a imagem do sucedido já estava em todo o lado, circunstância que obrigou a que o PS e particularmente o Governo retirassem as respectivas consequências politicas.


Por isto, não é justo que apareçam pelos jornais caracterizações provocatórias ao PCP e nomeadamente ao seu deputado Bernardino, exactamente a quem nada fez para a dimensão da farronca institucionalmente desprestigiante que se armou.
No entanto recordo-me que Sócrates, ao responder a Louça sobre as Minas de Aljustrel, o desmentiu com tal veemência e convicção que até me interroguei sobre a veracidade de noticias que até tinha lido no Avante, admitindo mesmo que Louça tinha mentido naquele caso. Não fosse o Ministro "encornar-se" seguido do trinta e um que se armou - e eu teria ficado com a ideia de que as minas estavam em funcionamento com toneladas de extracção diária.


É por este caso que de entre outros acontecimentos se destaca "O Solar do Presunto", aliás demontrativo do empenhamento do SrºPinho, que já na condição de ex-ministro, mesmo assim apoiou aquela empresa da restauração com publicidade, contando para o efeito com a afectiva colaboração do Srº António Chora, sobre o qual consta por aí, que virá a ocupar o cargo de Secretário de Estado do Ministério da Economia, logo após as próximas eleições legislativas.
António Chora, este foi um mau sinal.
Deixando a ironia. Interrogo-me sobre o que faria António Chora se estivesse na Assembleia a exercer a função de deputado, quando o ministro se encornou.
É que António Chora não é apenas mais um elemento de uma Comissão de Trabalhadores, é um politico eleito que na rotatividade, aliás interessante que o BE pratica, já exerceu funções de deputado, sendo a par membro da Assembleia Municipal da Moita, e para esta já com candidatura anunciada à sua presidência para as próximas eleições autárquicas.
Acresce ainda ser a pessoa mais solicitada pela comunicação social, sempre referenciado como o grande inovador do ideário sindicalista, solicitações ás quais nunca se fez rogado.
Trata-se assim de uma pessoa com imagem pública, cujos actos não podem sómente serem avaliados na exiguidade das liberdades individuais, pois emergem-lhe responsabilidades públicas, das quais não pode abdicar, de cujos actos deverão ser retiradas consequências politicas.
Aguarda-se assim que pelo fácil acesso que tem à comunicação social, apresente desculpas aos milhares de trabalhadores vitimas de despedimentos colectivos, falências e encerramentos fraudulentos de empresas e de muitas outras situações desgraçadas onde me incluo, das quais ninguém deu sequer pela existência daquele Ministro, que em afectiva comezaina tantos elogios recebeu, como se o país fosse a Quimonda e a Auto Europa - ele ministro que foi pago como ministro, logo por dever obrigado a um genial empenhamento de elite.
A não proceder deste modo ou de forma equiparada, terei de concluir que a sua recente intervenção no Prós e Contras só fica completa se lhe juntarmos as trêtas ideológicas lá proferidas por Vitor Ramalho, membro do PS. É que a ida ao Solar do Presunto, só se explica por convicções próprias e não por qualquer ingenuidade.
Alarves e ingénuos, foram aqueles que no 1º de Maio permitiram que tantos e António Chora, escrevessem kilómetros de palavras e tivessem dezenas de horas de debates e noticias.
Neste caso, existe sinal de outra coisa.




Cerimonial para um Massacre

A Turma de adultos da Escola de Teatro da Companhia Arte Viva - Barreiro
convida-os para assistirem ao exercício final, dia 12 de Julho (Domingo), no
Teatro Municipal do Barreiro(C. Comercial Pirâmides-Rua Vasco da Gama).
Serão duas apresentações, uma pelas 16 horas e a seguinte às 18 horas.
A peça chama-se "Cerimonial para um Massacre", de Jorge Lima Alves
e segue a estética do Teatro Pânico (de Arrabal) e do Teatro da Crueldade
(de Antonin Artaud). Evento único e com entrada gratuita. Apareçam.
São sempre bem-vindos à nossa casa!

segunda-feira, julho 06, 2009

Sobre o Solar do Presunto ...

estou admirado de ainda não ter aparecido nada, pelo menos de âmbito e das bandas do colectivo, naquele jeito cusco que se conhece. Talvez até não apareça - tendo em conta que ir ao Solar do Presunto, é decisão de âmbito individual, logo, consignado exclusivamente pelos direitos e liberdades individuais, que a cada um cabe o dever de preservar. (...)

- Como sabemos o "colectivo" respeita profundamente as liberdades individuais.

Uma Nojeira...

Um Bajulador, logo que chegou de
Vila Franca, a primeira coisa que fez
foi avisar o seu Senhor, para que arrancassem a verdade que alguém colou no desavergonhado painel eleitoralista,
que anuncia o desmantelamento do dique.


- Mais uma vez agradeço a quem teve a lembrança de lá colar aquilo, pois ainda por cima permite-me conhecer os novos bajuladores, os novos engraxadores e bufos que existem na minha terra.

domingo, julho 05, 2009

Nem com uma lupa, os vejo por aí ...

O Partido "Os Verdes" que já integrava a coligação CDU no tempo em que projectaram o Dique, comprovado mata-borrão de recursos financeiros. Nunca tomou uma posição pública sobre o assunto.
Tratando-se de um Partido politico de génese ambientalista, neste caso deveria de ser desde a origem o principal protagonista, mas até hoje nada disse - mesmo nesta fase de desmantelamento não deu qualquer sinal, quando devia por sua iniciativa ser o pivot no esclarecimento público daquilo que porventura estará projectado para este braço do estuário.

Por isto, o que parece é que neste Concelho
o Partido "Os Verdes", são o resultado de uma enxertia mal sucedida.

Afinal existe memória ...

Nem sempre a memória é curta. No entanto estou admirado por os bajuladores do costume ainda não terem retirado aquilo de lá.

Como Moitense, estou agradecido a quem teve a lembrança
e coragem de aplicar aquele oportuno carimbo.

É preciso ter lata...

Só faltou uma banda de música, discursos e foguetes para inaugurar a destruição do dique, pois estamos perante uma grande obra.

Passaram anos, existe até quem esteja indignado pela destruição daquela muralha, pois desde miúdos que se habituaram a conviver com aquilo, alguns até pensam tratar-se de um monumental vestígio da presença romana nesta região, que em tempos até determinara a existência de um frondoso Espelho de Água.

A elite de eleitos cá da terra, tendo por certo que a memória do povo é curta e que o desaparecimento do dique suscita um sentimento de alívio nos Moitenses - sem escrúpulos, usa-a para campanha eleitoral, colocando junto ao cais um enorme painel evidenciando tal obra.

É preciso ter muita lata para transformar e potenciar a merda que fizeram em beneficio eleitoral, isto quando neste caso, o uso da palavra merda não é adjectivo retórico, mas de facto matéria concreta, putrefacta, que atulhou o nosso cais.

É importante que ninguém esqueça que foi a incompetência, vaidade e oportunismo politico eleitoralista, que determinaram a construção do dique - atirando borda fora cerca de dois milhões de euros.

Na MOITA, eles não merecem o vosso voto

Nunca pensei que fossem capazes de coisas destas.

O Executivo da Câmara na sujeição presidencialista em vigor, optou por seguir o contestado "perfeccionismo das reformas socretinas", apurando mesmo a sua politica de recursos humanos, recriando-se com zelo na avaliação do quadro de pessoal dos serviços municipalizados.

Deste modo, pelo espírito e letra dos critérios socretinos, concluíram não existir na realidade laboral e social dos respectivos serviços, condições para na avaliação de desempenho individual de funções, aplicar a figura de excelente. Deliberando apenas pelo raro uso de muito bom, cujos critérios, talvez por abstrusos estejam a suscitar muitas dúvidas, contribuindo para o indisfarçável mal estar que se observa nos locais de trabalho.

Isto vem demonstrar ineludivelmente a consolidação de uma prática absolutista por parte da maioria que domina o Executivo e a própria Assembleia Municipal - traduzindo-se tais métodos na incoerência de por um lado apoiar, integrar manifestações e até aprovar moções de combate ás "reformas socretinas" e por outro, aplicar-se no cumprimento zeloso e seguidista de tudo aquilo que diz discordar, prejudicando deste modo a promoção e carreira da maioria dos trabalhadores dos serviços municipalizados.

Mas a imoralidade ainda é maior, quando pelas candidaturas já anunciadas para as próximas eleições, se percebe que todos os que lá estão se perfilam para a hipótese de mais um mandato.
Significando isto, aproveitamento oportunista da afeição partidária prevalecente neste Concelho, auto promovendo-se à categoria de excelentes, procurando deste modo e mais uma vez , que o eleitorado por via do voto ou da abstenção lhes dê o tal Estatuto de Excepcionalidade, que lhes garanta o acesso à habitual, jovem e choruda reforma.

Torna-se assim importante que os Homens e Mulheres, trabalhadores municipalizados deste Concelho, interiorizem o velho ditado fragateiro :

"- quem me caga , não me limpa!"


- Eles não merecem o vosso voto !


Em dia de "Ver a Deus"


"O objectivo do PS é fazer uma coligação com o País; com aqueles portugueses que todos os dias dão o seu melhor,
com esses que não se deixam abater."


O 1º Ministro e Secretário Geral do PS, ao reorientar o seu discurso eleitoral adopta parte da oratória do PSD e globalmente a ultima encíclica Papal.

Com a Concordata em últimos retoques, a calhar que nem ginjas, a Igreja que não se mete em politica vai acabar por ser o principal interlocutor nas negociações para a Coligação com o País. O fenómeno da Fé, que a Santa Madre tão bem sabe gerir, é o móbil determinante para juntar todos os que não se deixam abater na grande congregação pretendida.

É assim previsível, que a partir de agora todos os desempregados venham a ser contactados pelas delegações do IEFP, para se inscreverem no novo curso das Novas Oportunidades - a Catequese, com o civilizado argumento de que em tempo de crise a liberdade e nomeadamente a liberdade religiosa, não passam de efémeros luxos.

- Oremos ao Senhor ! ...

sábado, julho 04, 2009

Acabei de ouvir

uma sonata de Mozart. Foram cerca de 17 minutos, lembrando-me de já a ter ouvido dedilhada ao piano por Maria de João Pires.

Por certo só me lembrei desta portuguesa, por efeito combinado das noticias que por aí correm e ontem no Concerto dos XUTOS, ter convivido com pessoas que chegaram do leste, com outros que de cá vão partir.

São assuntos que já não me deixam triste - definitivamente a Terra é redonda - nem que fosse Luís de Camões a concluir neste tempo, que para ter melhor sorte tinha que dar de frosques. É que se um dia também der de frosques, levarei Os Lusiadas na mala e alguns CDs de Maria João Pires.

É que a Terra é redonda - e isto por cá
não está a ficar bom para gente séria.

sexta-feira, julho 03, 2009

Entretenimentos em vésperas de eleições

O beneficio do ministro Pinho por gestos mostrar os seus cornos, foi percebermos que a mina não está a produzir, que os postos de trabalho lá criados anunciados por Sócrates, não correspondem à verdade acrescendo o facto de confirmar-se que a actividade produtiva está condicionada em absoluto aos ditames do Deus Mercado.

Não tivesse o então ministro Srº Pinho mostrado os seus cornos, e ainda hoje todos estariamos a pensar que em Aljustrel a extracção diária é ás toneladas - tal não foi a convicção transmitida pelo 1ºMinistro quando respondeu a Louça.

quinta-feira, julho 02, 2009

Queres Tourada!?...

...Vou chamar o teu pai!!!



Tourada + Manuel Pinho

IRRITADIÇO que ele é...

Gostei da pujança do Bernardino. Conseguiu mesmo enervar o Ministro, muito embora o homem andasse afectado por até não dormir por via da complexidade do caso em Aljustrel.

Divulgação RL Produções

Agradeciamos a divulgação do seguinte concerto:

Occult Mirror + Hang The Traitor

A RL Produções tem o prazer de apresentar no dia 4 de Julho (Sábado), pelas 22H, concerto com mais duas bandas.
Desta feita sobem ao palco do In Live Caffé, os Occult Mirror e os Hang The Traitor. Com estilos variados, vão desde o Death Metal, Trash e também Gótico.

As entradas, como habitual, serão a 5€ com direito a uma imperial ou semelhante. Apareçam.

segunda-feira, junho 29, 2009

S/o único Papa Português

Isto a propósito do post que divulguei no passado Sábado, em que um comentador considerou menos justa a referência que fiz ao português que foi eleito Papa em 1276, adoptando o nome de João XXI.

Com respeito pela pessoa e pela realidade social daquela época, apraz-me evidenciar fragmentos da sua vida, que o notabilizaram muito mais que os curtos 8 meses em que exerceu funções papais, mandato interrompido pelo infeliz acidente que sucedeu no Palácio de Viterbo.

Muito antes de ser eleito Papa já era pela sua cultura e trabalhos de investigação filosófica e cientifica, muito conhecido por essa Europa. De entre os seus trabalhos destaca-se um " Manual da Lógica" cuja qualidade levou a que fosse adoptado como livro de estudo nas principais universidades europeias. De tal forma assim foi , que entre edições copiadas à mão e outras com a invenção da imprensa, durante 300 anos foram publicadas mais de 100 edições.

Outro grande e importante trabalho foi o que escreveu sobre Medicina, adoptando exemplos e formulações tão simples e práticas que não servia apenas para médicos, mas para todos que soubessem ler.
O saber e humildade foram marca desta personalidade portuguesa, à época teve a lucidez de fazer a sua opção de classe, disto é ilucidativo o título que deu ao livro de Medicina - "Tesouro dos Pobres".

Não foi conhecido como Pedro Julião, seu nome de baptismo, nem tão pouco como João XXI - é conhecido por Pedro Hispano, existindo em várias universidades europeias boas e gratas referências à sua memória.

- cumpri assim o meu dever, pela critica que um comentador anónimo me fez.

Filhos da...

sábado, junho 27, 2009

Manuel Borges e a sua relação com a Europa...

A propósito do seu artigo no Jornal O RIO, lembrei-me dos muitos portugueses que desde a antiguidade se aventuraram pela Europa fazendo nascer a tal relação a que o Manel se referiu.

As raízes são até anteriores em séculos à epopeia dos descobrimentos. Começou com a Princesa Berengária, uma dos onze filhos e filhas de D. Sancho I, que com dezoito anos partiu para a Dinamarca, ficando por lá casada com o Rei Valdemar II. Também o seu irmão Fernando viajou, foi até Paris e no palácio de Filipe Augusto deslumbrou a bela e disputada herdeira Joana, condessa de Flandres e do Hainaut - do namoro ao casamento foi um instante, a boda foi apadrinhada pelo Rei, eram felizes até que um dia por desavenças com poderosos acabou preso, esteve nas masmorras 12 anos, nem os pedidos de Joana ao Papa lhe valeram, mas após a libertação refizeram o casamento, protagonizando assim uma história possante e sofrida que nem "Romeu e Julieta". E lá está para que os europeistas d'agora leiam, o que Joana mandou gravar na lápide do tumulo do seu marido:

-Portugal teve os antepassados de Fernando, a Flandres teve a sua alma e o seu corpo.

Mas são muitos mais os portugueses que se notabilizaram por essa Europa fora: Lopo Homem, Pedro Reinel, Damião de Gois, Avelar Brotero, Catarina de Bragança que até instaurou o eterno "chá das cinco" e com isto esquecia-me de Pedro Julião, que foi eleito Papa em 1276 com o nome de João XXI - cadeira que só ocupou durante oito meses, um tecto mal abençoado acertou-lhe na cabeça.
Todos europeistas dum tempo em que nem sequer tinham nascido os bisavós, cujo sexo transportava os mentores dos recentes Tratados.

O texto do Manel entusiasmou-me de tal forma, que até deixa de ter importância termos andado 500 anos por áfricas ásias e américas, que hoje para atravessar fronteiras temos de ter passaport e visto, e aos de lá é o mesmo acrescido de policia atrás (SEF), nada disto tem importância.

O entusiasmo é tanto, que não tenho qualquer dúvida em desejar que se muralhe as fronteiras do novo Estado Europeu - garantindo assim o nosso espaço de liberdade, a nossa revolução pacifica e o beneficio de termos apenas duas moedas, o euro e a libra, adoptando o Inglês como lingua unica.
Porque a isto se chama progresso
- os outros que se lixem!...



Legislativas e Autárquicas com data definida

sufrágioO Aníbal Ka-Va-Ku pronunciou-se e apontou data diferente (quanto a mim muito bem) para as Legislativas.
De hoje a três meses (27 de Setembro) iremos a sufrágio para a Assembleia da Republica.
Fiquem descansados os amantes da Festa da Moita pois não irá coincidir.
As autárquicas já tinham sido definidas pelo Governo que se realizariam a 11 de Outubro.

E fiquem com este post que passo a transcrever do PALAVROSSAVRVS REX

Nós, os sobreviventes de uma legislatura desastrosa, cuja putrefacção moral encheu Portugal de merda até aos olhos, teremos uma oportunidade de revolucionar a política a 27 de Setembro de 2009. Nem tentem argumentar com os votos em branco, nulos e abstenções. Já não se pode fazer favores a uma gentalha porca inaudita na democracia portuguesa.

quinta-feira, junho 25, 2009

Uma ajuda

Agora !?...

Artigo de Opinião

Artigo de opinião enviado por Carlos Vardasca.

Será que se contaram as espingardas todas?

Carlos Vardasca
Será da maior importância tentar perceber o que se passa na Autoeuropa. Rejeitado o recente acordo pré estabelecido entre a Comissão de Trabalhadores e a sua Administração pela mínima expressão de apenas 129 votos (1381 contra e 1252 a favor do acordo), importa de imediato perguntar aos trabalhadores que votaram contra se de facto pensaram nos trabalhadores contratados a prazo que proximamente serão despedidos com a recusa deste acordo, se “contaram as espingardas todas” ao decidirem de tal forma, ou se reflectiram no que será o seu futuro se quem tem todas as armas (a Administração) decidir utiliza-las em seu favor, aplicando o Lay Off com a respectiva redução do salário mensal líquido, equivalente até a um máximo de 25% em cada trabalhador.
Eu compreendo, quem habituado a respeitar os princípios pela defesa dos direitos adquiridos e cumprir à letra a lógica (muitas vezes esquecida) da luta de classes, se veja agora confrontado com uma realidade que pode passar pela redução de alguns direitos para o qual alguém intencionalmente não lhes alertou para tal eventualidade, e deliberadamente continua a esconder dos trabalhadores da sua necessidade, tentando desta forma aproveitar-se politicamente do descontentamento que resultar do fracasso das negociações.
É inquestionável, e apesar de todas as teses que nos querem fazer querer o contrário, a luta de classes continua sempre presente em todas as relações laborais, continuando os patrões a utilizar todas as estratégias para retirar cada vez mais dividendos (aproveitando-se da crise) apoderando-se da mais-valia resultante da exploração da mão-de-obra assalariada.
Apesar de esta realidade conviver connosco diariamente, penso que os trabalhadores da Autoeuropa terão que ter em conta o momento presente, avaliar as consequências da rejeição de um acordo negocial e aproveitar a situação que lhes seja mais favorável, mesmo que momentaneamente não lhes pareça ser a mais aceitável.
A salvaguarda dos postos de trabalho é no momento presente um bem a preservar (não necessariamente a todo o custo, pois nem tudo o que os trabalhadores nas fábricas da Alemanha já aceitaram poderá ser bitola para Portugal) mas que implica fazer uma avaliação daquilo que pensamos ser mais valioso no momento presente defender e sabermos “com que espingardas poderemos contar a nosso favor”.
“Contadas as espingardas”, aos trabalhadores da Autoeuropa resta unicamente a seu favor um bem que é inquestionável, que são os princípios e os valores na defesa dos direitos que o movimento operário foi conquistando até aos nossos dias. Por outro lado, a sua Administração (a quem o mercantilismo se sobrepõe aos princípios dos trabalhadores) valendo-se do poder económico que detêm, tenta utilizar todas as armas que dispõe e, na ausência de qualquer acordo, ameaça com o despedimento de cerca de 250 trabalhadores contratados e a aplicação do Lay Off com as suas consequências de que os trabalhadores são bem conhecedores.
É neste contexto que, em minha opinião deve prevalecer o bom senso, embora reconhecendo mais uma vez que é sempre o lado mais fraco que acaba por ceder.
A luta de classes é um processo constante e alvo de contradições, muitas vezes objecto de negociações, de avanços ou de recuos momentâneos, para que os trabalhadores possam mais tarde proceder a uma avaliação da situação e recuperar o que foi perdido quando a correlação de forças não lhes era favorável.
Esta é uma realidade histórica que não é desconhecida de quem neste momento aposta na radicalização do processo negocial na Autoeuropa, mas que, apesar de tudo (fingindo ignorar os manuais Leninistas de onde decoraram estes ensinamentos) tentam criar as condições para que não haja acordo entre os trabalhadores e a Administração, apostando no “quanto pior melhor” para mais facilmente explorarem o descontentamento dos trabalhadores e, como já vem sendo hábito, retirar daí dividendos políticos.
Uma coisa é certa. Embora o acordo não seja o ideal, é sempre preferível os trabalhadores continuarem dentro da empresa mesmo com os seus direitos reduzidos e aí aguardarem por momentos mais favoráveis para os reconquistar, do que estarem fora dela (despedidos) protestando junto ao Governo Civil de Setúbal (quando já nada mais se pode fazer) com as tradicionais bandeiras negras previamente distribuídas por dirigentes sindicais, que logo desaparecem quando o protesto se dispersar e aquela realidade deixar de ser notícia de primeira página.
É um cenário que infelizmente se tem repetido por todo o país, e é uma realidade bem dramática que muitos trabalhadores já viveram ao assistirem ao encerramento das fábricas onde trabalhavam, quando parecia ser evidente haver espaço para o diálogo que intencionalmente foi dificultado por alguns trabalhadores obcecados pela ideia de que negociar com o patrão é relegar a luta para segundo plano (como se as negociações não fossem também uma forma de luta) sendo atirados para o desemprego, devido à ganância e à chantagem das administrações mas também à irresponsabilidade de alguns dos representantes dos trabalhadores que, em obediência fiel às directrizes do seu partido, se alhearam intencionalmente da defesa dos direitos mais elementares dos trabalhadores pela defesa dos seus postos de trabalho, para privilegiarem a via da confrontação e da exploração do descontentamento que pensam ser a via que lhes dá mais votos.
Penso que os trabalhadores da Autoeuropa e a sua Comissão de Trabalhadores saberão encontrar o caminho certo para ultrapassar mais esta dificuldade, e assinar um acordo que lhes permita minimizar as suas desvantagens mas salvaguardar sobretudo os seus postos de trabalho, respondendo desta forma (a exemplo dos acordos anteriores) aos profissionais da desgraça que do interior de sindicatos e de sedes partidárias (onde se refugiaram e hoje têm o seu futuro assegurado depois de também terem contribuído para o encerramento das empresas onde trabalhavam) apostam no fracasso das negociações, esperando como abutres a melhor oportunidade para se saciarem com o descontentamento que inevitavelmente irá provocar em trabalhadores que, depois de viverem uma relativa estabilidade no emprego se poderão confrontar a curto prazo com o espectro da deslocalização da empresa e irem engrossar as já extensas fileiras do exército de desempregados.
“Saber que se vai entrar numa batalha já em desvantagem e sem primeiro ter contado as espingardas do inimigo” é um mero acto suicida que os trabalhadores da Autoeuropa decerto saberão evitar.


Carlos Vardasca
22 de Junho de 2009