terça-feira, abril 25, 2006

Uma Junta Despesista

Ainda à poucos minutos senti-me ultrajado na celebração do 25 de Abril promovida pela Junta da Freguesia da Moita. Não fossem os morteiros lançados à meia-noite e os cravos que distribuiram, teria virado as costas áquilo tudo.

Tanta opulência para quê? numa data marcada pelo popular, cujas referências negam promover a futilidade elitista. Ali observou-se o inverso.

Um palco enorme, sumptuosamente decorado com plantas, ao que consta, até alugadas na Estufa Fria ou no Jardim Botânico, por exigência do decorador contratado e bem pago. A protentosa iluminação e mais de €15000 de cachê para a orquestra do SrºZé Bacalhau, música absolutamente desenquadrada do popular, habituados que estão a tocar só para elites.

Excessos incompreensíveis. Ainda por lá ficaram a tocar p'rós mosquitos e pardais da Avenida, extasiados pelo fausto da iluminação multicor, ondulada por jorros de névoa de gêlo seco.

Foi uma acção despesista, despropositada, a exigir que a Cãmara reduza as verbas consignadas para esta Junta, revendo o protocolo de descentralização em vigor. O povo exigirá explicações.
Sendo desde já justo referir que não passou despercebida a presença do Presidente Lobo e seus Conselheiros na esplanada durante a tarde, enquanto o palco era montado, vislumbrando-se gestos de desagrado em estilo de "Mau Maria", e com razão acrescida, pois aquela Junta até recusou as flores vindas do viveiro do Matão.


Uma autêntica vergonha, facto sobre o qual a próxima A. Municipal deverá pronunciar-se, - no minimo um inquérito.

Que se cuide o SrºEng. Faim e seus acólitos, o povo não está disposto a pagar luxúrias daquelas.


(trata-se de ficção, para perceber vire-se do avêsso)

4 comentários:

Ponto Verde disse...

Há neste Abril de 2006 uma nova realidade, anónima ou não , veio para ficar e para baralhar, para os baralhar.

Falo é claro da Blogosfera que teve um boom nestes ultimos dois anos e permitiu, mais que uma democtaricidade do acto de comunicar e informar , permitiu que a nível locar os cacíquismos instituidos perdessem o controlo dos seus meios de controlo de opinião e propaganda.

Ainda não sabem lidar com um fenómeno que veio para ficar e que utilizando determinadas armas que muitos julgavam suas (uma certa clandestinidade e anonimato) os baralham , irritam, e intimidam, como se só admitissem do jogo democrático, as suas proprias regras...o seu proprio controlo.

O Poder Corrompe, dizem uns, mas quando a esse poder se soma a impunidade, o autoritarismo e o cacíquismo sem uma alternância democrática que clarifique, criam-se condições para a instauração de "pequenas" ditaduras e ditadores...e tão fértil nisso é esta Banda-lheira!!!

Anónimo disse...

Mesmo virando-me ao avêsso como o Broncas convida, não consegui perceber o objectivo, a parte certeira do texto do Ponto Verde.

O Broncas esqueceu-se de referir a belezura da decoração do edificio da Câmara,- aqueles neons intermitentes fixados na varanda, os ramos de cravos e as flamulas de várias côres.

Anónimo disse...

Esqueceram-se do apresentador, do fato e da gravata, a gravata em seda côr de ginja estruturada em linho, criação da F.L. - mais um oportunista que recebeu €500, só porque tem uma voz radiofónica, bem parecida para estas coisas...

Anónimo disse...

Parabéns à JFM pela iniciativa ... e no largo da moita assinalou-se, e bem, o 25 de Abril