sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Despejou a Fossa p'rá Rua

Aconteceu numa manhã de um Sábado, ainda não eram 10 horas. O Senhor Doutor junto do portão do quintal da sua casa, que estava á venda p'la indicação da placa lá pendurada, andava numa azáfama, num puxa p'ra cá puxa p'ra lá às voltas com uma mangueira enleada, tentando esticá-la até à berma da estrada - num repente fez um gesto cómico, próprio de quem sem dizer, pensou: - porra até que enfim!. De seguida e à pressa, num jeito apalhaçado pelos enormes butins que trazia calçados, entrou no quintal. Passados minutos, começou um ruído constante. Era o funcionamento de uma bomba e o gorgulhar lamacento, amarelo esverdeado da trampa que escorria estrada abaixo, até á valeta da linha do comboio, mesmo junto ao apeadeiro.

Enquanto o cheiro nauseabundo alastrava, o Srº Doutor de braços cruzados, de pernas abertas e enterradas nos butins, que só pareciam grandes porque ele é baixote. Ali estava, empertigado e de chapéu à cóbói, gozando a sua heroica e mal cheirosa transgressão. Acreditem que com um tal semblante de entusiasmo que lembrou aquele tarado que cobria-se com o cobertor, deliciando-se com o cheiro das bufas que expelia.
Mas foi gozo de pouca dura.
Um funcionário que por lá passava, fiscal do municipio embora em dia de folga. Espantado com aquilo, dirigiu-se impetuosamente ao Senhor, exigindo-lhe que parasse com aquele atentado à higiene e saúde públicas e se identificasse, pois tal acto não poderia ficar impune. No que o homem se meteu. Nisto, o Doutor, o cóbói saltou para a estrada em passos de esgrima, gritando: -você sabe com quem está a falar!? - eu sou consultor no municipio, trato o presidente por tu!...

O homem sózinho, sem qualquer testemunha, perante tanto papo cheio, não respondeu e foi-se embora. Foi triste, mas estava de folga, não tinha testemunhas e não era policia. Ao longe ainda ouviu a besta, o Srº Doutor gritar: - você é que ainda vai ficar mal se mexer nesta merda!...

Sabe-se, ou melhor dizem por aí(...)que aquele funcionário foi reformado por invalidez. Sobre o caso do despejo da fossa do SrºDoutor, apenas consta que na Segunda-Feira seguinte foi feita uma comunicação, verificando-se telefonemas internos naqueles dias mais próximos.
Ninguém conhece muito mais sobre o assunto. Sabe-se apenas que não se realizou uma reunião, porque o referido funcionário ficou afónico, uma estranha paralisia vocal, doença que precipitou a sua actual situação de reformado.

A comunicação desapareceu, não existem testemunhas, o funcionário ficou afónico e o Srº Doutor impune.


Isto até parece ficção concebida por um qualquer maldizente e invejoso. O certo é que o Srº Doutor por aí andou ajeitando negócios de exclusividade, despejando trampa no bem público.

6 comentários:

Anónimo disse...

Desconfio que esta é mais uma história do "homem das 4 sogras".

k7pirata disse...

Mesmo com 4 sogras, cheira-me a DESPENTEADO!!!!

Archeogamer disse...

este país é mesmo só histórias ;)

Anónimo disse...

Boa posta !

Anónimo disse...

Mas quem é o sr. doutor... da trampa? e já agora o homem das 4 sogras?

Anónimo disse...

Safa
a vocês é preciso dizer tudo...

E puxar pela cabeça, não?

O home das quatro sogras, o xotor da merda,é o mesmo dono do palácio da agricultura...

È o despenteado do Penteado o RE, e não se esqueção que o gajo é mesmo importante... até trata o Lobo por tu...

Que fixe...
Nestas merdas de vigarices nada como fazer mesmo á grande...

E uma casucha no Brasil?

Será que já está a banhos?