domingo, fevereiro 15, 2009

O General Loureiro dos Santos escreveu...

O General não é estúpido
Loureiro dos Santos escreveu num jornal:
"... Além de medidas sociais sólidas, só forças de segurança moralizadas e de confiança garantirão a ordem pública e o Estado de Direito."

Mediante o esforço do Governo para acudir à crise. Sendo até já vasto o elenco de medidas , que vão do apoio ás pequenas e médias empresas, ás linhas de crédito bonificado, ás garantias de depósitos bancários, de crédito e de recurso a capitais, ao apoio do Estado aos Bancos burlados pelos gangs. Nada disto reduziu o cepticismo do SrºGeneral. Nem os fortes apoios ás empresas de exportação ou a evidente disponibilidade do Governo, em avançar em força para o investimento público. Nada o demoveu de um hipotético cataclismo social com o epicentro na Europa.
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Será que o General não acredita na eficácia das medidas que o nosso e os Governos da Europa estão a promover? ou será que tem uma visão da crise, cuja dimensão o leva a considerar previsível e inevitável a desordem social, a quebra do tal Estado de Direito? é que o ênfase dado ás forças de segurança, atira-nos para um cenário económico e politico a lembrar o fim da Oligarquia Grega.
Sendo este o caso. Alto aí e pare o baile Srº General! é que a porrada vai sobrar p'ra mim e para os da minha classe. O senhor não será atingido, pertence a outra. De facto não é estúpido.
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A defesa do bembom em que vivem, garantir os seus parâmetros de vida, é objectivo central das classes dominantes, demonstrado pelo cinismo dos escritos e dos discursos que vão fazendo. Exactamente daqueles que todos os dias usufruem de jogos e expedientes, pondo em causa os alicerces do denominado Estado de Direito.
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Os tribunais, são neste momento orgão de soberania esgotado de meios e credibilidade, não têm eficácia, exactamente pela pressão dos interesses dos mais poderosos, cujos politicos eleitos sabujamente vão servindo e protegendo, cultivando a bandalheira na Justiça.
A situação de insegurança que se vive não é hoje a que resulta da multiplicação de assaltos a habitações, gasolineiras e caixas de multibanco. Muito menos das greves, manifestações de protesto ou até sublevações, como na Islândia ou na Grécia. Mas sim a que resulta do facto de grande parte das Instituições dos Estados, Ministérios, Bancos Centrais e outras ,encontrarem-se controladas por gangs, cuja capacidade invejaria Al Capone.
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Estes sim, têm que ser reprimidos. São eles que estão a pôr em causa o Estado de Direito. É por isto que são necessárias forças de segurança moralizadas, com consciência política e de classe - que não confunda um Soldado com um General, um Trabalhador com um Ministro.

2 comentários:

Chapa disse...

o Senhor General apenas queria dizer, que a malta precisa é de fome e porrada.

k7pirata disse...

Ou melhor... Porrada e Fome!
Abraço.