quinta-feira, dezembro 21, 2006

1100 Para o Desemprego

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A Opel da Azambuja encerra hoje a sua produção lançando 1100 trabalhadores para o despedimento.
Só para lembrar que a AutoEuropa continua a sua produção mantendo os postos de trabalho.
É bom que as aves do agoiro se lembrem.

6 comentários:

Manuel Madeira disse...

O caso da OPEL na Azambuja por acaso não teve a influência dos prejuízos, era bom conhecer a origem, acumulados pelo Grupo a nível internacional? Com a deficiente logística (de variados fornecedores internacionais) que agravavam internamente os custos de produção?

E é claro que toda a estratégia de globalização do capital com o único sentido de dominar e "vergar pela fome" (entenda-se, eliminação de direitos humanos e civilizacionais) os trabalhadores, não tem, segundo o vosso ideólogo -ou de quem nos bastidores habilidosamente ele serve- nada a ver com as deslocalizações e encerramento de empresas.

Nas entrelinhas da sua propaganda já faz lembrar o outro. É tudo culpa dos trabalhadores que não percebendo o "quão importante, justo e inevitável destino da espécie", é cooperar na sua própria exploração (enquanto tiverem "carne" bem entendido), "determinam o fecho das empresas" e entristecem a vida dos bem intencionados, pobres e coitadinhos patrões das multinacionais.

O meu desejo, e não é por sermos inter-dependentes, é que a Auto-Europa e todos os demais postos de trabalho por esse país fora, se mantenham e desenvolvam. Mas -é a minha opinião-, sem de degrau em degrau irem aumentando os sacrifícios aos trabalhadores e os lucros, chorudos quando falamos do capital imperial, aos patrões.

A Auto-Europa obedece, como tantas outras empresas que por aqui passaram e outras recém instaladas, a um projecto internacional que não conhece fronteiras, não ganha afectos e têm um tempo de vida que, por muito que nos verguemos, é sempre quando já não está, definido pela casa-mãe.

Infelizmente, embora nos queiram fazer acreditar o contrário, é assim que funcionam e sempre funcionaram. A história, por esse mundo, confirma-o.
Não nos deixemos iludir!

k7pirata disse...

Concordo com algumas coisas escritas por si, mas no fundo a questão é outra.

Anónimo disse...

Acho o post lamentavel. Não se trata de saber quem "acorda" melhor mas sim de respeitar os trabalhadores despedidos.

A defesa dos trabalhadores está relacionada com medalhas.

Lamento

k7pirata disse...

Lamentável Nuno é o que poderia acontecer aos 2200 trabalhadores da AutoEuropa (e empresas daquele parque) tal como aconteceu com a Opel Azambuja (ou até mesmo Lisnave/Setnave/Gestnave).
Enquanto vocês acharem que certa esquerda é má para os trabalhadores e outra é que é a boa (fazendo aproveitamento da desgraça) isto não vai a lado nenhum.
Deixem-se de picardias e comecem a trabalhar como colectivo com a esquerda. Chega de sectarismos e deixem de perseguir todos os que pensam de maneira diferente à esquerda.
Comecem a olhar em vosso redor, não se fechem, acatem outras opiniões, pensem por vós e acima de tudo não levem por certa a palavra do vosso "DEUS".
Não vou continuar a alimentar esta discussão.

manuel madeira disse...

Despedimentos são lamentáveis, sem dúvida e ninguém diz o contrário.

O problema, incontornável, reside na filosofia de vida: uns fazem, sub-repticiamente, coro -com quem sempre nos pisou- no sentido do amor e cooperação entre o trabalho e o capital; os outros, onde me revejo, defendem a luta pela justiça e a dignidade.

Zé da Piolha disse...

Ó Madeira tem calma!!!
Quando falas em sub-repticiamente fazes-me lembrar o PDM da Moita.
Vê lá tu como é que os tubarões adivinharam que aquele solo Ran e Ren iría passar a urbano. Ele há coisas do caraças.
Voltando á Auto Europa, eu sei que tens razão em muita coisa que dizes no geral,a exploração,o capital não tem pátria,que os gajos nos pisam,que a cooperação entre o trabalho e o capital é só treta para nos adormecer.Mas o que te dói não são essas verdades,mas sim o Zé recusar as "tuas" propostas em votações.Eu sei que tinhas outros hábitos, aquelas votações de braço no ar, e ai de alguem que tivesse a ousadia de crer falar nos plenários que não fosse da "cor".A gente sabe do que fala né Madeira? a siderurgia a quimigal a Lisnave,ui ui e para não falar nos plenários de sindicatos .Mas passemos adiante.
Um abraço a todo o colectivo do arremacho e aos seus comentadores.
Que 2007 traga novas energias para nos fortaecer nesta luta por uma sociedade mais justa, por uma terra sem amos.