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sábado, maio 28, 2011

O absurdo de querer novo referendo sobre o aborto

Passos para trás com 
Pedro Passos Coelho 

A UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) considera que as declarações de Pedro Passos Coelho sobre o aborto são um autêntico absurdo, ao afirmar que a actual lei o liberaliza e ao admitir uma avaliação, que pode redundar num novo referendo.
Como podem as mulheres confiar num dirigente político, que quer fazer recuar uma luta de três décadas, pelo direito de escolha das mulheres?

Como pode Pedro Passos Coelho, que se quer passar por um liberal moderno, atender às pressões da direita mais conservadora e recolocar Portugal na cauda da Europa, quanto aos direitos sexuais e reprodutivos?

A avaliação da lei está feita:
Desde 2007 que não há mulheres julgadas em tribunal por terem feito um aborto.
Desde 2007 que as mulheres interrompem a sua gravidez com segurança, sem danos para a sua saúde.
Desde 2007 que as mulheres deixaram de morrer de aborto clandestino.
Desde 2007 que as mulheres que interrompem a sua gravidez recebem informação sobre contracepção e têm possibilidade de serem acompanhadas pelo planeamento familiar do SNS.
Desde 2007 que o direito de escolha das mulheres quanto à sua maternidade passou a ser respeitado, inserindo assim o país na realidade europeia.

Em 2007, cidadãs e cidadãos portugueses decidiram democraticamente num referendo vinculativo, dar um significativo passo em frente quanto às liberdades individuais e direitos das mulheres. E agora? Querem dar esse passo atrás?

                                                                                  Pela Direcção da UMAR

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

A Carinha "deles"

Tal como o amigo Broncas, hoje tb me dei ao trabalho de reparar na carinha dos apoiantes do "não".
A diferença entre os que o Broncas observou e os que eu observei é que os meus são dos que injectam, são mais refinados, não correm , passeiam. Eles, vestidos de fato domingueiro, uns mais pareciam aqueles senhores das funerárias, os outros, gêénierres reformados. Elas, todas muito delicodoces, tipo, não me toques, que me desafinas. Mal podiam pisar o chão enlameado não fosse o verniz dos sapatos perder a graça. Todos muito sorridentes, pelo menos até á contagem dos votos. A procissão não chegou a sair, sim , porque a gente faz cortejos, comícios e nao sei que mais, eles é missas e procissões , tudo organizado por aquela "mocidade portuguesa" dos escuteiros, todos contentes por terem nascido, e eu, farto disto tudo,a pensar que ainda há gente que gostava de ver mulheres a serem humilhadas em tribunal. Resta-me o consolo de viver num concelho onde a grande maioria trata a mulher por igual.