segunda-feira, março 13, 2006

Apelo


Chegou-nos este e-mail que passo a divulgar:
(foto AVP)
Apelo inicial (03-03-2006):

Por favor, se tem coração e respeita a vida de outros seres vivos, não apague este apelo, leia-o por favor...não custa nada.
Estes 13 animais encontram-se numa serralharia arrendada a um novo inquilino que não quer lá os animais. O proprietário não tem onde os colocar e tem o prazo de até 2ª feira (dia 07 de Março) tirar os animais de lá, caso contrário, terão de ir para o canil municipal (note-se que se derem lá entrada os 13, serão abatidos, pois a lotação ficará esgotada). Fomos ao local tirar fotos e demos com 10 cadelas e 3 cães, variam entre o porte médio a grande. Todos eles já são adultos e alguns deles idosos. Algumas cadelas aparentam já ter tido ninhadas.
Não sabemos o que havemos de fazer... a Associação dos Amigos dos Animais Abandonados da Moita não tem capacidade para albergar mais nenhum (temos quase 400 animais e uma ordem de despejo) e não conseguimos dar estes 13 animais de um dia para o outro. Não sabemos o que havemos de fazer.
Pede-se ajuda para:
-adopção
-familias de acolhimento temporário (em casa ou em terreno, quintal)
-divulgação
-para as pessoas que costumam ajudar activamente animais se alguém puder levar um ou outro a alguma campanha de adopção este fim-de-semana já era excelente!

Se puder ajudar-nos a salvar um até 2ª feira, já será uma vitória!
Estes animais nada fizeram de mal para merecerem esta dura realidade. Eles ignoram por completo o seu destino e as suas vidas dependem única e exclusivamente da nossa bondade e vontade em ajudar. Eles não sabem pedir...
Se derem entrada no canil municipal na próxima 2ª feira vai ser muito mais dificil retirá-los de lá :( Deixo aqui as fotos que conseguimos tirar ontem. Alguns são muito medrosos, encolhiam-se e fugiam assim que nos moviamos. Todos eles são meigos.

Estão em Alhos Vedros (Moita/distrito de Setúbal).

Contactos:

Carla Miranda 96 261 4710
Paula Doroteia 96 753 2685
António Cidade 91 472 1782

Actualização do apelo inicial de 3 de Março

Tentámos levar 3 destes 13 animais a uma campanha de adopção no fim-de-semana passado, mas infelizmente deparámo-nos com algo que não estavamos à espera. Embora não sejam de todo agressivos...estão num estado quase que "selvagem"... encolhem-se com medo e fojem... não deixam que lhes toquem.
Ainda conseguimos colocar coleira e trela numa das cadelas mas assim que isso aconteceu o animal entrou em pânico :(
O dono pagou a alguém para adormecê-los com comprimidos e levou onze destes animais para o canil municipal. Assim que deram entrada (na 4ª feira passada - dia 8 de Março) foram logo abatidos alguns animais que já lá estavam no canil, pois a lotação foi ultrapassada.
Estes 11 animais tem agora a sua vida garantida apenas até à próxima 5ª feira (dia 16 de de Março), após esta data podem ser abatidos.
Só os poderemos tirar deste "corredor da morte" se tivermos um local seguro onde os colocar, tendo em atenção que estes animais necessitam de muita atenção para que consigam confiar e se aproximar das pessoas.
Há cadelinhas lindas, de porte médio e há animais de porte grande..excelentes para guarda. Estão habituados a estarem livres (sem correntes).

Por favor, se não puderem ajudar de alguma forma, divulguem esta situação para todos os vossos contactos. É a única oportunidade deles...que não tem culpa da irresponsabilidade das pessoas. Eles não sabem pedir...

Obrigada

Paula Doroteia 96 753 26 85
paula.doroteia@netvisao.pt
Carla Miranda 96 261 4710

domingo, março 12, 2006

Só uma Notícia me Animou

Desde o dia da tomada de posse do SrºCavaco como Pres. da República, vive-se num cenário gerado por locutores, jornalistas, cronistas e comentadores, transformados em bruxos,videntes ou astrólogos - verificamdo-se um imenso esforço analítico para acertar no futuro do relacionamento entre Cavaco/Sócrates. Existem para todos os gostos.
A persistênia é tal, que até vou ficar com registos pela expectativa de saber, quem é que vai acertar.
Mas como por cá não há festa sem "barraca", vai de barulho por falta de fair-play do Soares, este não foi ao beija-mão;neste caso até esqueceram que Cavaco aquando Sampaio, nem os pés lá pôs. Soares esteve presente, dormiu e bocejou, só o Cardeal que por tradição ilegal ao seu lado estava sentado, poderá dizer se Soares ressonou.

Neste cenário anedótico, em que nem sequer faltou o "Polícia do Sagrado", até parece que ninguém sabia que o homem iria tomar posse(?) o País continua mergulhado na mais longa crise económica dos ultimos 25 anos, comigo, que ainda não recebi o ordenado e já vamos no dia 42, como muitos outros, as preocupações são nenhumas,ainda por cima, a luta está curta e para maior chatíce,já esgotaram os bilhetes para o Benfica/Barcelona.

Só uma notícia me animou. O Partido Comunista vai lançar com o último Avante de Março, uma edição de bolso da Constituição da República. Sendo desde já certo que os pêcêpólógos já afiam os dentes para acusar os comunas de pretenderem transformar a Lei Fundamental num "livro vermelho" de leitura obrigatória e de más lembranças.

Tenho com alegria cá p'ra mim, que tal iniciativa propícia ao pessoal cá da CLASSE, ter acesso e perceber melhor porque é que tantos consideraram-na um texto evoluído e hoje não, perceberem como é que as malfeitorias se tecem, perceberem o valor da jura dos que afirmam defendê-la.

Mesmo que o Benfica seja eliminado, A LUTA CONTINUA!

Milosevic morreu

A sua morte não deverá abstrair a avaliação concreta e completa dos crimes cometidos na época em que fora Presidente.

Milosevic, como muitos por aí dizem e escrevem, não foi um "produto" do comunismo, ele foi eleito por maiorias nas então emergentes democracias, até aplaudidas a ocidente.
Ele foi um psicopata eleito presidente, populista, capaz de explorar ressentimentos nacionalistas e xenófobos, gerados pela irresponsabilidade das ingerências Alemâs e dos países da NATO, na pressa de influências descontroladas com o célere objectivo de desagregar a Jugoslávia.

As circunstãncias em que faleceu, em instalações da ONU e à responsabilidade do Tribunal Penal Internacinal, deverão ser apuradas com rigor e verdade, isto, para que a javardíce criminosa não seja aligeirada por dúvidas de supostos encobridores, de outras javardíces que envolveram todo o processo de desagregação da Jugoslávia.

As instãncias supranacionais envolvidas, reduzirão mais uma vez a sua influência, se a verdade não surgir.

FAZ HOJE ANOS

Marco importante na luta do Povo Indiano contra o domínio Inglês. Neste dia, 12 de Março de 1930, iniciou a maior campanha de desobediência cívil - os contribuintes deixaram de pagar impostos, professores e estudantes abandonaram as escolas, os funcionários as repartições, as paralizações generalizaram-se a todo o território numa dimensão e efeitos superiores a todas anteriormente encetadas.

Mahatma Gandhi, então presidente do Congresso Nacional Indiano chegara de Londres, de uma Conferência onde defendera pela 1ª vez a independência total da India, que o Governo de Londres não aceitara.

O único caminho foi a luta. Nesta data convergiu a experiência de anos de campanhas de lutas diversificadas, muitas pelo método da resistência não violenta.

Gandhi, no processo de combate do Povo Indiano ao colonialismo Inglês, adquiriu o direito á eternidade na memória da humanidade.

SUSCITA A NOSSA REFLEXÃO.

sábado, março 11, 2006

Alfabéticas Linguagens

Opacidades extremas
dengosidade no olhar
sacrossanto movimento das pernas
altitudes feéricas

Ah! Como é bom jogar com as palavras
cantá-las, senti-las a fluirem-nos
no corpo extenuado e inerte

Sensações exacerbadas
intumescências e dionísiacos
rubores e excrescências

O teu corpo divino, a tua nudez idílica
os aromas eflúvios da tua pele
Como me masturbei de frases e imagens
As tuas sépias sílabas enlanguescentes

Lambi-te toda! Comi-te naquela casa de banho
austera, enquanto as tuas amigas viam
aquele filme interminável.

Foi sexo à primeira vista!
O amor fica pra depois, as
intermitências dos mortais são núpcias
dos objectos, das concorridas imagens por acabar

Fito-te na telúrica paráfrase do entontecer
parágrafos de paixão carnal, anamneses
da circunstância do meu calor taurino

Matei o Minotauro, sou Teseu entesado
com as trevas alarves e virginais p'ra explorar
O teu peito perene, álacre e ácido
turgiu-me os antepassados, cálidas fontes
do beijo das amantes maltratadas

Vi a queda de Ícaro e as frondosas árvores de
Creta. Parti na perífrase das emoções.
Cortei os rasgados elogios da tua fronte
ejaculei alfabetos longínquos
e projectei-os na memória

Na memória das claridades nucleares
dos teus lábios mortais, carnudas
linguagens que me obrigaste a registar
em faustosos poemas da ilusão.

sexta-feira, março 10, 2006

Como disse??

Moção???
Poder só pelo poder? Acha? Olhe que não! Olhe que não!
A Gaivota voava, voava (nunca mais parava), veio o H5N1 e o voar começou a ser diferente.

quinta-feira, março 09, 2006

À Princesa Catarina

As cidades invencíveis do devir, anunciavam o pretexto de uma nova inimizade. Estradas por calcorrear, palavras por acabar, e aquele susto de te ver partir, lá longe, no meio daquele frenético inferno de luzes, multidão, opulência.
Recordo-me de ti Catarina, minha prima, nesse Alentejo ressequido, nessa cidade de jovens universitárias, de amores e desamores, de lágrimas e sorrisos. Abraçámo-nos imensas vezes, partilhámos muitas aventuras, mas agora; -estou longe meu amor!
Suplicaste a minha vinda, tinhas perdido aquele primeiro amor, ele abandonou-te nas esquinas do esquecimento e tu, sempre forte, sempre fiel, não o desculpaste, antes culpaste-te dos inevitáveis tormentos de um fim de relação. Eu bem quis ir ter contigo, bem quis!, mas deuses, não podia, a distância era enorme! No entanto, trocámos aquelas cartas em que eu te podia contar da minha vida, das mesmas experiências,dos mesmos tormentos passados, para te esclarecer, ajudar, libertares-te desse constrangimento que te tolhia os afectos. E tu, plena de amor, de afecto, de paixão por mim, pelas palavras, pelo carinho que sempre partilhámos, fizeste-me chorar, fizeste-me sentir pequeno, doeu-me o coração de todos os momentos em que contigo não estive, não pude estar. Adoro-te catarina, são poucas as palavras para o sabor da emoção de te ver, de te ver adulta, crescida, de seres já quase Doutora. És a minha menina inteligente, sensível, sorridente, com um coração do tamanho do mundo! És a minha verdadeira princesa que dança por entre os girassóis!

E Agora?


Não era só com o projecto do Paulo Abelho, era mesmo o nome em si.

quarta-feira, março 08, 2006

Mulher apenas

Mulher poema
Mulher corpo
na indecência dos lençóis

Mulher objecto
Mulher projecto
dos sonhos conquistados

Mulher sufoco
Mulher piropo
nas asneiras do devir

Mulher fatal
Mulher banal
nas ondulações sintáticas

Mulher fiel
Mulher papel
na escrita rasurada

Mulher charneira
Mulher carteira
nas praias desertas

Mulher a dias
Mulher adias
nas faustosas indecisões

Mulher a penas
na leveza dos dias

Mulher apenas!

B.R. 08 Março 2006

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Brochura J.F.Moita

Não, não é o dia de Nª Srª, que fecundou só com a visão do anjo.

"Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo."


Quero referir também e transcrever um excerto do texto de Alexandra Kollontai, datado de 1913:

(...)O Dia da Mulher é um elo na longa e sólida cadeia da mulher no movimento operário. O exército organizado de mulheres trabalhadoras cresce cada dia. Há vinte anos, as organizações operárias não tinham mais do que grupos dispersos de mulheres nas bases dos partidos operários... Agora os sindicatos ingleses têm mais de 292.000 mulheres sindicalizadas; na Alemanha são à volta de 200.000 sindicalizadas e 150.000 no partido operário, na Áustria há 47.000 nos sindicatos e 20.000 no partido. Em toda a parte, em Itália, na Hungria, na Dinamarca, na Suécia, na Noruega e na Suíça, as mulheres da classe operária estão a organizar-se a si próprias. O exército de mulheres socialistas tem perto de um milhão de membros. Uma força poderosa! Uma força com a qual os poderes do mundo devem contar quando se põe sobre a mesa o tema do custo de vida, a segurança da maternidade, o trabalho infantil ou a legislação para proteger os trabalhadores.(...)

A realidade sindical já não é a mesma nos tempos que correm, muito à custa do absolutismo partidário. Fica no entanto a forma de luta contra a globalização selvagem e o capital desenfreado.
Temas como a Interrupção Voluntária da Gravidez, ainda lança mulheres para o banco dos Réus.

ATÉ QUANDO???

Dedico a todas as Mulheres o tema que em tempos a "mp3za" (onde andas moçoila?), pediu para colocar como som de fundo:
"Cantiga Sem Maneiras" - G.A.C.

terça-feira, março 07, 2006

Aldina Duarte - O Fado com Carinho

Espectáculo Musical
Aldina Duarte mostra novo disco na Baixa da Banheira

O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, apresenta o espectáculo de lançamento do novo disco de Aldina Duarte, intitulado “Crua”, no próximo dia 11 de Março, pelas 22 horas.

Aldina Duarte é uma escritora de canções com uma sensibilidade ímpar, onde tem sempre algo a dizer, com amor, emoção, solidariedade. Pode-se dizer que é uma fadista de esquerda! Já a vi e ouvi, com tudo aquilo que pensa, os seus valores, as suas atitudes e só posso dizer que é a humildade ao serviço da arte com inteligência. Um forte beijo à Aldina! Não percam, senão; vão-se arrepender!

O fogo e as cinzas

Numa semana marcada pelo cerimonial mediático de despedidas e tomadas de posse do Presidente da República, veio-me à memória um conto de Manuel da Fonseca, velho amigo de longas histórias e inesquecíveis patuscadas que começavam ao jantar no “Beco”, em Beja, e nunca se sabem onde e a que horas terminavam: “O Fogo e as Cinzas”. Recordo a forma desprendida, bem-humorada e mordaz como o Manuel encarava o cerimonial do poder e, quase sempre, o desprezo que votava aos seus detentores. Entre balanços do Presidente que sai (sem deixar saudades) e prognósticos para o Presidente que entra, entremeados com o primeiro aniversário do governo Sócrates, apetece-me brindar à tua saúde, Manel, que continuas mais jovem de espírito que eles todos juntos, lembrando uma frase célebre do pós-25 de Abril: “é só fumaça”!

Esta evocação de “O Fogo e as Cinzas” vem a propósito da decisão do governo de levar por diante a co-incineração de resíduos industriais perigosos, recorrendo às cimenteiras do Outão, em pleno parque natural da Arrábida, e de Souselas, às portas de Coimbra. Alguns vêem aqui um sinal de coerência de Sócrates, outros a teimosia e a intransigência que o derrotaram enquanto ministro do Ambiente. É certo que hoje tem uma maioria absoluta e, a partir desta semana, um Presidente da República também derrotado quando tentou introduzir em Portugal uma incineradora de resíduos industriais – a diferença entre eles “está apenas no “co”, isto é, em saber se os RIP serão devem ser queimados nas cimenteiras ou numa incineradora construída de raiz para esse fim. Arriscam-se é a ter contra si uma maioria absoluta, não apenas das populações das zonas de Setúbal e de Coimbra mas também a opinião pública esclarecida, ao longo de mais de uma década de debate.

A primeira investida do lobby da incineração ocorreu à volta de 1990, tendo como alvo Sines. Na altura não se discutiam alternativas nem estudos de impacto ambiental: no auge do cavaquismo, à beira da segunda maioria absoluta, era em Sines e mais nada; aliás o pessoal já estava habituado à poluição da petroquímica, da GALP, da central da EDP, não havia de estranhar uma incineradora… O plano era perfeito, chegando a seduzir autarcas passeados por essa Europa para contemplar belos espaços verdes, em redor das incineradoras e aterros; só não contava com a reacção das populações da cidade que, há mais de 20 anos, fez a primeira greve ecológica deste país! Sines, vizinha e amiga da velha Miróbriga, a Santiago do Cacém natal do nosso Manuel da Fonseca, com quem cheguei a discutir este assunto pouco antes de nos deixar, em 1993.

Foram meses e anos de intensa participação popular, animada pela Comissão de Luta de Sines, com posterior adesão das autarquias vizinhas. Foram jornadas de educação cívica e até científica: o salão dos Bombeiros à pinha, pescadores e todas as camadas da população questionando os ecologistas e professores norte-americanos que relataram a experiência trágica de mais de 40 anos de incineração nos EUA, com indicadores claríssimos de incidência de cancro e doenças respiratórias em áreas circundantes das incineradoras, por vezes além de 100 quilómetros. Ficou-me para sempre gravada a desmontagem do mito do fogo purificador “que tudo destrói”, oposta a uma velha máxima da química: “na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. E transforma para pior, neste caso: os hexa-cloro-benzenos, presentes sobretudo no plástico que invadiu a vida moderna, dão origem a dioxinas e furanos – o veneno mais concentrado que o homem alguma vez produziu, supostamente e por ironia do destino, em nome do combate à poluição!

Quinze anos depois, não estamos no mesmo ponto de partida. Os vários debates têm deixado claro que há alternativas à incineração de RIP, nomeadamente para as 70 mil toneladas de óleos minerais usados e solventes que podem ser regenerados e reutilizados, mas que são os mais apetecidos pelas cimenteiras, por serem um combustível barato e de alto valor energético. A teimosia de Sócrates é hoje um retrocesso porque torna a co-incineração definitiva, ao contrário do compromisso que assumiu em 2001, na Convenção de Estocolmo; é um retrocesso também porque inverte a ordem de prioridades de uma política integrada de tratamento de RIP por fileiras, quando o OE para 2006 já contempla a instalação de dois Centros de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos – os CIRVER. A alternativa é clara: negócio das cimenteiras ou defesa da saúde publica e de um desenvolvimento sustentável.
Não queremos um país a fogo e cinzas!

Alberto Matos

segunda-feira, março 06, 2006

O fim da mordaça!

Havia uma mordaça na minha vida
que era escura e me tolhia a garganta
mas foi quando eu abraçei o universo
que descobri novas latitudes do pensar

A terra, as pedras, a presença
o presente verdadeiro e simples
a emoção de renascer

foi tudo quanto pude vislumbrar
quando me libertei da mordaça!

Benjamim Rodrigues 06/03/06

domingo, março 05, 2006

RESPEITO PELO SAGRADO...

A barbárie destruidora da Biblioteca de Alexandria, na convivência humana persiste em reaparecer.

Neste Planeta, que parafraseando Saramago "o universo ainda não deu conta da nossa presença", todos somos humanos, integramos povos e países, em que nada nos faz diferentes a não ser a nossa história.
Hoje que estamos mais próximos uns dos outros, que tomados em conjunto pela sabedoria e convivência de milénios já deveriamos ter percebido e assimilado as diversidades naquilo que somos - mágicos e científicos, lógicos e místicos, cépticos e superticiosos. Isto já libertos da tentação da barbárie que destruiu a Biblioteca de Alexandria.
Já libertos da discussão da liberdade. Já esgimindo noutra ordem de pensamentos, com chatíces, mas já sem a tentação do recurso à ameaça e ao ódio...


Este texto é a melhor forma que arranjei para questionar o pensamento que suporta as frases proferidas pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, na homilia de Quarta-Feira de Cinzas.

"Com o Sagrado não se brinca."
"O respeito pelo Sagrado é algo que a cultura não pode pôr em questão, mesmo em nome da liberdade."

QUE GRANDA "TOURADA"

O excelentíssimo membro da A.Municipal da Moita e Presidente do Concelho Taurino, Srº Patarata, figura amplamente conhecida, nomeadamente pela sua ainda recente e corajosa adesão aos valores humanísticos e civilizacionais da tauromaquia, referência essencial,para perceber-se o acesso que detém á comunicação social.

Ocupou a página "opinião" do Jornal da Moita de 2/3/06, para espanto de muitos, não como expert tauromáquico, mas como "sociólogo" sobre a temática do desemprego.
Sem dúvida um trabalho de consulta exaustivo e de esforçada compilação dos dados estatísticos do IEFP e do INE, esgotando-se por aí, numa frágil mas óbvia intensão de dar "bordoada" no Governo.

Escreveu que se fartou, escreveu e escreveu, não deu "bordoada" nenhuma.
O vazio ideológico, económico e politico do escrito, permite afirmar que bastava o barril de petróleo baixar para 48 dólares para que o ilusionismo do crescimento económico, com folga para duas ou três obras públicas de monta, alterassem todos os números e indíces a que se referiu, sem que isso correspondesse à alteração das politicas da actual Ditadura da Alternãncia. Pela sua análise, o Governo teria sucesso pela ilusão politica temporal de combate ao desemprego. Quando de facto o que está em causa, é o próprio sistema de emprego, em que o desemprego estrutural cresce, envolvendo já quase todos os níveis etários.

É por isto triste constactar que se trata de um membro da C.Concelhia da Moita do PCP, Partido prejudicado á evidência no acesso á comunicação social, desperdiçar uma página inteira, salva apenas p'la gripe do Tesouras.
Deixo-lhe assim o apelo. Dedique-se á tauromaquia, pois sobre estas temáticas e como militante comunista, nem sequer leu a Resolução Politica do XVII Congresso do Partido Comunista.

Mas não esqueça, que na aficion não são só naturais e derechazos, cerimónias e charutazes. Existem Miúras com dignidade, que não aceitam ser torturados e enxovalhados em Praça, para gaúdio dos "civilizados".

sábado, março 04, 2006

3 Olhares

Até levanta as tampas


Mais uma carga de àgua e mais uma vez esta tampa sai do sítio. Os objectos não identificados a boiar pela estrada fora, eram à fartasana. É quase como o outro que despejou a fossa para a rua.

quinta-feira, março 02, 2006

Quem disse...

...que o verde ía todo abaixo??

Esperem pelas Azinheiras e pelas bolotas calóricas. Em vez de museu da cortiça, começamos a fazer concorrência à suinicultura. A peregrinação já está em marcha!!


quarta-feira, março 01, 2006

Por Esta Também Não Esperava

A proposta do BE na Assembleia Municipal, foi uma inicíativa de mau gosto, inoportuna e desenquadrada da realidade do Concelho.
Nela está subjacente a má fé, a confessa intenção de põr em causa o esforço de décadas deste Município em prol do equilibrio ecológico, demonstrado pelas múltiplas iniciativas verdejantes e ervanárias realizadas em todas as Freguesias.

Terem a desfaçatez de até propôrem e eleger o Sobreiro, quando já não existe indústria corticeira no Concelho, não só é uma estupidez no plano económico, como uma provocação ao executivo eleito, que já deliberou substituir os Sobreiros nas traseiras da MERCMOITA por Azinheiras, tal como o fará com as Palmeiras da Envolvente à Praça de Toiros.

Tratou-se de uma iniciativa de baixo nível, pois ignorou que as opções do Executivo assentam em estudos científicos, que atestam a excelência dos valores calóricos e proteícos da bolota de azinho. Descoberta oportuna, cuja promoção servirá o desenvolvimento sustentado pela vertente pecuária, permitindo apurar e multiplicar a melhor espécie de Aureodáctilos.

Foi justa a posição do Srº deputado Merendas, pois conhece bem a importância da bolota de Azinho, votou contra com convicção.
O Srº Madeira só votou contra porque é um defensor das Palmeiras, anda triste com a substituição que vão fazer.
A Srª deputada dos Verdes, cuja conjugação do nome já indica, só votou contra porque é simpatizante das liliáceas, a Helónia, pelo seu aparato deslumbrante e ornamental. Já o Srº Faim, que se absteve, vai ter chatíces, pois já são muitos a perceberem que ele já percebeu quem anda bem "montado", para destruir o montado.

Cá por mim, nesta época de jejum e abstinência, aguardo a Primavera, pois não me vão faltar "azedas e malmequeres"...

Por Esta Não Esperava

Então não é que a moção do BE sobre "Defesa e Preservação dos Espaços Verdes" foi reprovada na Assembleia Municipal?!
Estamos entregues ao betão não há duvida, ainda pensei tratar-se de uma brincadeira de Carnaval, mas fui confirmar ao Bloco de...-Notas e sempre era verdade. Parece que de verde este concelho já só começa a ter as cores na bandeira.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Tem de Haver Respeito...

Respeitar quem na vida se move, actua e mobiliza pela fé e crenças religiosas, não é assunto que em civilização mereça ser discutido, nem tão pouco lembrado. A humanidade pela convivência de milénios e saber acumulados, é assim que determina. Mau, muito mau é quando tal não acontece...

Esta postura, esta legítima forma de entender, não é limitação a que se discutam as religiões, seus fundamentos, percursos e objectivos. A análise crítica, a ironia ou a exigência de comprovação científica, em civilização não deverá ser estigmatizada, obstaculizando a convivência e o diálogo por uma endémica surdez sectária, ou a tentação violenta de utilizar a "força do deus" acreditado, excluindo os demais como gente menor, gente que não conta para nada.

Por exemplo?! É ou não legítimo reagir ao silêncio que envolveu o escandalo do Banco Ambrosiano em 1989, dirigido pelo Cardeal Paul Marcinkus que obteve sempre o apoio do Papa João Paulo II, refugiando-se no Vaticano fora da alçada da justiça Italiana, isto relativo a processos que ainda decorrem, onde constam assassínios e a comprovada ligação à Máfia Siciliana. É ou não legítimo!? Perguntar onde é que andava Deus? Onde é que se meteu o Espírito Santo, não cumprindo a sua função de iluminar a mente e a consciência do mediatizado e "santificado" Papa João Paulo II neste caso?

Estas perguntas, retirando-lhes o toque irónico, podem ser feitas por crentes católicos ou não, não crentes, por um qualquer cidadão do mundo, sem que isso possa ser considerado desrespeito por alguém.

Mediante isto, será normal e legítimo que os pensadores, os teólogos recorram à descoberta de justificações fundamentadas no transcendental, que aquele caso foi um qualquer sinal de advertência celestial, ou outra qualquer indicação por arriscado exercício acrobático, isto apesar da rede ético-teológica estar toda rôta.

Mas é importante que não passem disto!...

domingo, fevereiro 26, 2006

O PERIODO DA PAIXÃO I

Os que tiverem a coragem de restabelecer a tradição do Enterro do Bacalhau, não cumprindo deveres canónicos, terão mais um dia mas não merecerão indultos no sacrifício de jejum e abstinência no decorrer de toda a Quaresma.

As regras fixadas no Código de Direito Canónico - cânone 1252 - são de jejum todos os dias da Quaresma, excepto aos domingos; são também de abstinência as Sextas e os Sábados, a Quarta-Feira das cinzas e a Quarta-Feira das têmporas; quem receber os Índultos Pontifícios, só estará obrigado à abstinência às Sextas-Feiras.

Na contradição de tanta abstinência em tão prolongado periodo de Paixão, quase só sobra o jejum, mesmo este, por falta de abstinência e assim necessidade de força para as Paixões, está a ficar em desuso... ...

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Um dia com o Zeca

Venham mais cinco,
duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto,
se o velho estica eu fico por cá

Se tem má pinta,
dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta,
já crê que é rei d’aquém e além-mar

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar
A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

*Venham Mais Cinco* (José Afonso)

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Sociedade aberta

A nova Lei da Nacionalidade, aprovada pela Assembleia da República a 16 de Fevereiro, representa um facto político assinalável que se arrisca a passar despercebido, no meio do Carnaval mediático. Em primeiro lugar, registe-se que não houve votos contra: é quase unânime o reconhecimento do avanço significativo que este diploma representa face ao jus sanguis predominante e totalmente desfasado do contexto de Portugal na Europa e no mundo. Apenas o BE e o CDS se abstiveram, por razões diametralmente opostas. O BE defendeu o princípio do jus solis puro e simples, tal como o PCP que, apesar disso, vou a favor da nova lei: “Quem nasce em Portugal é português. Como poderia, aliás, ser de outro modo?”, lia-se na declaração de voto bloquista.

No plano dos princípios e não só, esta afirmação é irrefutável. Aliás, o jus solis foi adoptado por países com ambição de crescimento como o Brasil e os próprios EUA que, tradicionalmente, melhor integravam os imigrantes e os seus descendentes como membros de pleno direito das sociedades de acolhimento. Mas nesta velha Europa, em queda demográfica acentuada, alguns ainda não se deram conta de que a imigração é indispensável como pão para a boca para o seu rejuvenescimento e para a sustentabilidade do sistema de segurança social – só para invocar duas “razões egoístas”.

A nova lei reconhece a nacionalidade portuguesa aos filhos de estrangeiros nascidos em território nacional, mas apenas se um dos progenitores aqui tiver residência legal há pelo menos cinco anos ou desde que um deles já tenha nascido aqui. Ou seja, faz depender a atribuição da nacionalidade aos filhos do estatuto legal dos pais, ficando a meio caminho do jus solis. Esta formulação resulta do entendimento dos partidos do “centrão” e da cedência do PS às pressões de direita expressas, num célebre debate da campanha presidencial, pela afirmação fantástica de Cavaco Silva: “em certo momento, os que aqui nasceram podiam estar em minoria”…

O principal progresso da lei é que ela abre novas possibilidades de naturalização, nomeadamente para os menores filhos de estrangeiros que residam em Portugal há mais de cinco anos, desde que tenham concluído o primeiro ciclo do ensino básico; e também para os estrangeiros que vivam em união de facto com uma cidadã ou cidadão português, há pelo menos três anos – o que equipara, para efeitos de naturalização, a união de facto ao casamento. Outra abertura importante da lei é a hipótese de naturalização dos netos de portugueses de origem ou mesmo de descendentes mais afastados e de membros de comunidades de ascendência portuguesa que assim o requeiram.

Sem surpresa, no extremo oposto, o CDS criticou a nova lei pela “excessiva flexibilização dos critérios de naturalização”; o seu líder parlamentar, Nuno Melo, proclamou que “ser português é e deve ser um privilégio, implica direitos e deveres”. Mas só sendo português é que direitos e deveres podem ser plenamente efectivados em Portugal – o que nada tem a ver com privilégios, antes pelo contrário… Esta concepção de fidalgotes far-nos-ia retroceder mais de dois milénios, até à antiga democracia grega, onde a cidadania era privilégio de uns quantos e os outros seriam escravos: os imigrantes e seus descendentes.

O alcance da nova lei é claramente positivo, num mundo onde se acumulam sinais de intolerância e no momento em que alguns irresponsáveis agitam o espectro da “guerra de civilizações”. A pretexto das caricaturas de Maomé e das manifestações de desagravo no mundo muçulmano, mais ou menos manipuladas por fundamentalistas ou por regimes corruptos e tirânicos (do Paquistão à Síria), soam os tambores da guerra infinita e cresce a extrema-direita, nomeadamente na Dinamarca.

Também a Ocidente, não faltam fundamentalistas: circula na Internet um manifesto contra o filme “O Código Da Vinci”, cuja estreia está marcada para Maio nos EUA, acusando esta obra de ficção de espalhar “as piores dúvidas contra a fé católica” e de urdir a “trama delirante e blasfematória” de “um suposto casamento de Nosso Senhor Jesus Cristo com Santa Maria Madalena”…

Neste contexto, todas as possibilidades de integração partilhada, abertas pela lei da nacionalidade, devem ser exploradas pelas comunidades imigrantes e pelas suas associações, em conjunto com as forças de progresso. Contra as manifestações de intolerância, racismo e xenofobia é preciso afirmar a plena cidadania de todas e todos os que aqui vivem e trabalham, na construção de uma sociedade aberta e plural que faz da diversidade étnica, cultural e religiosa um factor de enriquecimento.

Alberto Matos

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

O Nosso Zeca



No seguimento do post da Isabel no *Troll Urbano* "Um dia com o Zeca", venho fazer um apelo idêntico a todos os Bloguistas que visitam o Arre Macho. No dia 23 de Fevereiro passam 19 anos sobre o desaparecimento de Zeca Afonso e tal como a Isabel propôs, irei colocar um tema do Zeca a tocar em fundo. Lanço a mesma ideia e convite a todos vós.

Nota à imprensa

Passo a divulgar nota de imprensa chegada à nossa caixa de correio:

Nota à imprensa do Gabinete Municipal de Lisboa do Bloco de Esquerda

O Gabinete Municipal de Lisboa do Bloco de Esquerda confirma que o Vereador Sá Fernandes foi confrontado, no final do passado mês de Janeiro, com uma acção de corrupção feita pelo principal sócio da Bragaparques, senhor Domingos Névoa. A atitude do Vereador foi a de denúncia imediata da situação às autoridades policiais, entendendo que a corrupção constitui um dos mais violentos ataques à Democracia e à República. (continue a ler)

E por cá?? Vamos acreditar que está tudo bem, ok?

domingo, fevereiro 19, 2006

Existem outros caminhos

Não estou na Palestina. Não estou na faixa de Gaza sem emprego, sem pão, sem esgoto, água e luz só ás vezes, naquela tormenta desde 1948, data inesquecível em que a organização terrorista IRGÚN, dirigida por Menahem Begin massacrou os habitantes da pacífica aldeia Palestiniana Dei Yassin. Não estou lá, onde o processo histórico foi fabricado e forçado, onde o desespero se encontra com o fanatismo religioso.

Estou em Portugal, país que apesar das crescentes dificuldades ainda vigora a liberdade de expressão - em que o desespero de muitos concidadãos não deveria de ser "matéria prima moldável", susceptivel à manipulação, ao engodo do fanatismo religioso, à ardilosa falsa esperança.

Mas ao contrário, os poderosos forçam recorrendo aos fortes meios que controlam para travar a evolução da consciência social e politica, receiam o recurso ao direito de manifestação, temem a desobediência geral, pois sabem que o actual sistema que lhe garante a exclusividade da riqueza está em crise paradigmática, sem solução além de paleativos.

Hoje aí está um exemplo concreto, os três principais canais de televisão em instrumentalização absoluta, propagam obcessivamente as cerimónias eucarísticas do 2º funeral de Lúcia, funeral premeditado por bispos, sobre o qual ninguém sabe dizer qual é a opinião de Deus.

Os poderosos do capital,que ainda recentemente conseguiram eleger o seu candidato á presidência, têm agora o apoio dos bispos gestores de 3,8 milhões de contos/ano de lucro daquele santuário mariano, no trabalho de ofuscar e iludir misérias na oração de apelos á esperança e á paz, na manipulação de consciências, abusando da fé que abarca a maioria dos portugueses pela matriz cristã, prevalecente nas referências históricas e culturais do nosso País.

A manipulação é adversária da liberdade, é cêbo escorregadio para o fanatismo, retira espaço aos outros ao fundamentar direitos exclusivos. É o culto da obediência cega que levou Abraão a dispor-se a matar o filho.

A comunicação social, actualmente propriedade dos grandes grupos económicos e financeiros, nomeadamente as televisões, prestaram-se a tal violência.

sábado, fevereiro 18, 2006

IMPORTANTÍSSIMO

As Cerimónias de transladação do Corpo da Irmã Lúcia, já liberta da clausura do Carmelo, sairá de Coimbra para a Basílica de Fátima,prolongando-se as exéquias por mais de oito horas.

08:30- Eucarestia no Carmelo de Coimbra (reservada à comunidade enclausurada);
10.00- Presença do Corpo na Sé de Coimbra;
11:00- Eucarestia na Sé de Coimbra;
12:30- Partida para o Santuário;
13:30- Chegada ao Santuário, junto à XIV estação da Via Sacra;
13:45- Cortejo para a Capelinha das Aparições;
14:00- Recitação do Rosário;
14:50- Cortejo para a Eucarestia, com colocação da urna na escadaria do Recinto da Oração;
15:00- Início da Eucarestia, presidida por D.Serafim Ferreira e Silva no altar do Recinto. Trasladação da urna para a Basílica. Tumulação. Procissão do Adeus.

Importante: está vedado o acesso a agnósticos, ateus e religiosos de outras confissões, nomeadamente muçulmanos, pois esta cerimónia Eucaristica não consente outras intimidades com Deus Pai. Entenda-se que por ordem do Espirito Santo na génese mariana do Santuário, pois toda e qualquer fundamentação teológica p'ró ecuménica é apócrifa, suceptível de não acolher perdão na justiça de DEUS, ser mesmo considerada Blasfémia.

Calculam-se 250000 peregrinos a gritar e a cantar vivas à libertação da Irmã Lúcia.

AVÉ LÚCIA! Liberta da calusura!

Locomotiva Alco 1501

Mail recebido na nossa caixa o qual passo a divulgar:

Há pessoas a quem o caminho de ferro diz alguma coisa. Essas pessoas sabem quem é a locomotiva Alco 1501.
Não faltam adjectivos para legendar estas fotos. Deixo isso á vossa consciência. Limito-me aos factos: até á pouco esta loc. cumpriu a sua missão. Entrou nesta rotunda no ex-deposito de tracção do Barreiro, pelos próprios meios, como vezes sem conta o havia feito. Mas já não conseguirá sair de lá da mesma forma. A LOC. 1501, foi abandonada neste local, está a ser vandalizada e roubada neste local de ninguém. Para os menos informados as fotos ( fev2006) mostram os cabos de ligação aos motores de tracção, que foram criminosamente serrados para lucro fácil.

ENTÃO? DEVEMOS ASSOBIAR E OLHAR PARA O LADO?