sexta-feira, março 31, 2006

Petição

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Assinem a petição que a Pamela Anderson irá entregar contra o massacre e vejam o filme que retrata esta matança.

Pela Memória

A Isabel no Troll Urbano escreveu este post ao que surgiu a ideia (nas caixas de comentários) de se encher a caixa de comentários de um empreendimento a bem da memória de um passado recente.
Leiam o que está a seguir........

Lugar de festas de família, em pleno Chiado Por: Isabel Faria
Através do Renas e Veados, descobri este site. Convido-vos a todos a visitar este site. É o site de promoção e venda do condomínio fechado e de luxo que se está a construir na sede da PIDE, na António Maria Cardoso.Párem um bocadinho, tomem um bocadinho do vosso tempo e leiam a história do edifício. A história da sede da Pide-DGS. Onde foram presos e torturados milhares de homens e mulheres. E digam-me se eu estou a ficar louca ou se neste país se perdeu definitivamente a vergonha. Estamos em 2006. Faz hoje trinta e dois anos, a esta hora, a PIDE ainda prendia e torturava "em pleno Chiado". Digam-me que me estou a escandalizar por uma ninharia...ou confirmem-me a loucura. Ou a falta de vergonha de quem permite que se negue e se reescreva a história. E que se reduza a memória da António Maria Cardoso, ao casamento de D.Teodósio com a prima Isabel.

A concretização desta iniciativa ocorreu com esta posta
"Pela memória" Por:Isabel Faria
Quando ontem escrevi este post, a Helena Romão, na caixa de comentários, fez esta sugestão: "Isabel, e não podíamos organizar uma iniciativa do tipo encher-lhes a caixa de mail a dizer que falta o resto da história do edifício, e que é publicidade enganosa?Arranja-se uma espécie de texto modelo. Cada um pode aproveitar ou não, escrever o seu próprio texto ou apoiar-se no modelo. E entupir-lhes a caixa do correio". Sugestão que, imediatamente, aceitámos.
Essa é, então, a nossa proposta. Que se crie uma corrente, chamar-lhe-iamos "Pela memória" e enviariamos, para o Email da empresa, uma mensagem a "lembrar-lhes" que a PIDE existiu e que exigimos que a História e a memória sejam respeitadas. Pedimos a todos que concordem com a iniciativa que a publiquem nos vossos Blogs e... mãos à obra.

Proposta de texto:
Ao consultar a página na Internet deparei-me com algumas incorrecções que urge corrigir.
Na página dedicada à história do edifício, os senhores mencionam apenas os contecimentos até 1640. Como sabem, estamos em 2006 e, entretanto, houve História naquele edifício. Como também sabem, o edifício foi sede da PIDE-DGS, polícia política do regime fascista. Até 1974 era para aquele edifício que eram levados os presos, para serem interrogados sob tortura. Como é público, os maus-tratos levavam, não raramente, à morte.
Omitir as mortes e as torturas é publicidade enganosa. Naquele lugar não houve, apenas, banquetes e festas de casamento. O fascismo existiu. A PIDE-DGS torturou e matou.
Exigimos o respeito da História do País e da memória de quem ali sofreu e morreu. O Email da empresa é pacododuque@temple.pt.
A todos que a possam divulgar segue este pedido. Mandem por mail, publiquem nas vossas páginas e acima de tudo vamos entupir as caixas de comentários daqueles que nos querem apagar da memória todo o mal que a pide fez.
Obrigado pelo tempo dispensado.

Divulgação


Não está integrado na "Quinzena da Juventude", é apenas mais um evento o qual merece divulgação pela forma como se foge ao marasmo nesta vila.

quarta-feira, março 29, 2006

NASCEU - não é domesticável !

Nasceu, mas não está de parabéns por isso. Nasceu sem a benção de DEUS, por coincidência até em periodo Quaresmal, só posteriormente a sua madrinha o reconheceu. Consta que nem o comboio apitou...

Num grito libertário pela racionalidade, abrindo espaço ao exercício de pensar, no desafogo que é preciso cultivar no uso da informática. Numa aposta na civilização, em que o disparate é apenas limitado pelo disparate, em que os coices se confundem com propostas para não impôr, em que nada se combina e estrutura. ESTABELECEU-SE, vagamente, marcando terreno como "as mijinhas" que os canídeos usam. - CÁ SE ESTÁ!

Sem disparate, visitado por muitos que nunca comentaram aqui. As funções geram-lhes preconceitos, mas porque não se coíbem de por aí comentar, calcula-se que muitos coices não foram nem serão em vão.

Na humildade de investigar a importância dos perissodáctilos no desenvolvimento das sociedades, nomeadamente dos Burros, Machos e respectivas Fémeas; no impacto na economia em sucessivas e diferentes épocas - durante milénios o garante dos transportes públicos e privados. É de gritar bem alto,-ARREMACHO! - VIVA O ARREMACHO!

Como espécie, mais velhos do que nós, mais velhos que Xenofonte. Soubessem eles registar, por certo que nos deslumbrariamos na vergonha, muitos até desejariam comer palha, pois no processo civilizacional foram e são muitos os que preferiram e preferem ser Domesticados.

Este blog é o que é, tem a dimensão de quem o promove. A identificação clandestina, anónima, são apenas resultado dos condicionalismos que a actual conjuntura politicóabandalhada, desenvolvida pela Ditadura da Alternância nos impõe.

Somos MACHOS e FÉMEAS que preferem dar coíces. Gente que já optou, que prefere não ser "civilizada", pois a conjuntura só acolhe bem quem é domesticável...

- ARREMACHO!

E já cá mora um anito...

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A todos os que nos visitam o nosso obrigado.
Tem servido este espaço para para uma visão crítica do meio onde estamos inseridos, seja cá dentro ou lá por fora, como diz o slogan " vá para fora cá dentro".
Nem sempre se consegue estar em cima do acontecimento, não somos profissionais do blogue nem era essa a nossa intenção.
Vai-se postando ao sabor da corrente, umas vezes dando coices, outras elogiando, mas sempre de uma forma saudável, não embarcamos em jabardices nem tão pouco admitimos comentários que rocem a calunia ou a jabardice.
Apesar do espaço encobrir a identidade não pode o mesmo servir para julgamentos encobertos em anonimátos , sejamos homenzinhos ou mulherzinhas.

Tal como começamos à um ano, o " Arre Macho" volta à carga com a marginal, com foto actualizada e a perguntar de que 13 de abril se trata?
Até daqui a um ano com nova foto da marginal, esperando que dessa feita possamos mostrar uma avenida já com arvores bem crescidas para podermos aproveitar a sua sombra.
BEM HAJAM

Um Ano Depois

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Os Coices Continuam

terça-feira, março 28, 2006

De Toronto ao zoo de Lisboa

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A ameaça (que começou a ser concretizada) de expulsão de cerca de 15 mil emigrantes portugueses do Canadá tem animado os noticiários. Ilegais, é o anátema usado pelas autoridades para justificar mais uma vaga de expulsões, mas que esconde realidades bem diversas – incluindo a de quem, há quase duas décadas, contribui para o crescimento económico do Canadá. Algo está a mudar neste próspero país da América do Norte que, também na política de imigração, contrastava pela positiva com a brutalidade do seu poderoso vizinho: os EUA.

A proverbial abertura ao mundo, expressa em cerca de 300 mil autorizações de residência anuais, começou a ser posta em causa e “o orgulho do Canadá multicultural” ficou ferido de morte pela nomeação do primeiro-ministro conservador, Stephen Harper, em Janeiro de 2006. Aos poucos, vieram ao de cima as suas perspectivas neoliberais e economicistas da imigração, pois há muito defendia que os “requerentes de asilo, indocumentados, fossem expulsos do país ou detidos”. Segundo o director do Centro de Refugiados de Toronto, Francisco Rico-Martinez, este governo “põe o foco na segurança nacional, em detrimento da segurança humana”.

Curiosa foi a reacção do sector da construção civil, quer de sindicalistas quer de empresários que se manifestaram preocupados com esta ofensiva sobre os indocumentados, pedindo a suspensão das ordens de saída. Da parte dos patrões, compreende-se a apetência por esta mão-de-obra barata e disponível, da qual se aproveitaram, pouco fazendo para a legalizar. Da parte dos sindicatos, era bom que esta preocupação traduzisse uma verdadeira solidariedade de classe. António Dionísio, líder do poderoso sindicato Universal Workers Union 183, denunciou num artigo publicado no “Sol Português”: “Em todos os sectores, os trabalhadores indocumentados ganham, tipicamente, menos do que os seus colegas canadianos, vivem com medo de serem deportados e não têm o mesmo acesso ao sistema de saúde e a outros benefícios básicos.” Lá como cá. Entretanto as deportações continuam, estimando-se que até 8 de Abril atinjam uma centena de portugueses.

Do lado de cá do Atlântico, em pleno jardim zoológico de Lisboa, uma rusga policial envolveu cerca de 100 agentes, alguns encapuzados e armados com metralhadoras e espingardas “shotgun”, além de um grupo do Corpo de Intervenção e de três equipas cinéticas (agente mais cão). O alvo desta estranha caçada no zoo não foi as feras à solta, mas sim um restaurante onde decorrem festas de pagode, popular género de música brasileira, que reúnem centenas de pessoas.

Nesta operação foram detidos para identificação perto de 500 brasileiros – a maior detenção de sempre de imigrantes, em Portugal. Imagine-se o aparato de meio milhar de pessoas, transportadas num autocarro de turismo para as instalações do SEF, na Matinha: 222 receberam ordem para abandonar o país voluntariamente e 12 foram passar a noite numa cela do Governo Civil de Lisboa, no Bairro Alto. Curiosamente, das estatísticas dos jornais desapareceram mais de 250 cidadãos, com a situação perfeitamente regularizada, também eles sujeitos a este circo publicitário.

A mensagem que se procura passar é clara: brasileiros querem é pagode, samba e forró, misturando nesta cena 300 CD’s de música copiados – como se sabe, nas festas e discotecas frequentadas por portugueses só tocam CD’s de marca registada… Quanto aos 222 cidadãos com ordem para abandonar voluntariamente o país, aposto, singelo contra dobrado, que mais de 90% continuam a trabalhar nas obras e nos restaurantes da Grande Lisboa e sugiro ao governo que transfira as acções de fiscalização para os locais de trabalho. Não teriam o impacto dum cenário de guerra no jardim zoológico; em contrapartida, deitariam mão não apenas às vítimas, mas também a patrões sem escrúpulos que se aproveitam de imigrantes em situação ilegal. Em Portugal como no Canadá.

Em vez de dotar a IGT de meios humanos e materiais eficazes e de avançar com novas leis de imigração que respondam ao passivo acumulado de mais de 100 mil imigrantes, entrados em Portugal depois de Março 2003 – data do último processo de legalização, ainda por concluir – o ministro António Costa entretém-nos com discursos idílicos sobre a “imigração qualificada” do futuro. E pior: opta pelo caminho fácil das operações policiais de “caça ao imigrante”, promovendo irresponsavelmente a xenofobia contra uma comunidade – brasileira ou qualquer outra.

Um governo assim perde autoridade para defender os portugueses no Canadá. É que não pode haver dois pesos e duas medidas, em matéria de direitos humanos, num mundo cada vez mais globalizado…


Alberto Matos

Outras Romarias

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Não é a romaria equestre a Viana do Alentejo, mas é uma romaria que se adivinha:
Depois do Iraque, para onde Irão?

segunda-feira, março 27, 2006

Passeio, colóquio e convívio

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Divulgação de e-mail chegado à nossa caixa de correio dos "Amigos da História Local".

Descobrindo a História nas margens do TejoDa Pré-História ao século 20

No dia 2 de Abril, Domingo, partiremos do Parque das Canoas (Gaio) pelas 10:00h e fazendo um percurso a pé vamos conhecer a investigação que se está a fazer sobre a construção naval no Estaleiro do Gaio, passando depois às descobertas arqueológicas do Neolítico, avistando a Ponta da Passadeira a partir do miradouro do Rosário, sabendo como funcionavam os fornos da cal, as salinas, os viveiros, as portas de água e moínhos de maré, desfiando séculos, desde a pré-história até ao século passado.
Na volta faremos uma paragem no Rosário, para o café da manhã e ao chegar ao Gaio seguiremos nas viaturas rumo a Sarilhos Pequenos.
Aí na Associação Naval de Sarilhos o Presidente, Mário Pinto - que também é um amigo da história local - abordará o que a colectividade tem procurado fazer em prol da promoção e salvaguarda do património náutico. Seguidamente o António Gonzalez vai apresentar algumas imagens dos locais que tem investigado ao longo dos anos, para que possamos melhor interpretar a história local na sua relação com o Tejo. O Tiago, que regressou há pouco tempo de um campo arqueológico no sul de Marrocos vai-nos também contar como foi essa experiência.
Depois segue-se o almoço, para o que sugiro que os interssados tragam uma merenda. Será um momento de convívio onde se poderá falar de recriações históricas, história local, ou de tudo o que mais nos aprouver! Se o tempo não ajudar ao passeio, mantém-se o ponto de encontro no Gaio pelas 10:00h, mas seguiremos para o colóquio e o almoço-convívio.

Dia Mundial do Teatro - Mensagem Anual

MENSAGEM INTERNACIONAL DO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2006
UM RAIO DE ESPERANÇA, por Víctor Hugo Rascón-Banda

Todos os dias deveriam ser Dias Mundiais do Teatro, porque nestes 20 séculos, a chama do teatro tem ardido constantemente nalgum canto do mundo.
Ao teatro, sempre se decretou a morte, sobretudo com o aparecimento do cinema, da televisão e, agora, dos meios digitais.
A tecnologia invadiu os cenários e aniquilou a dimensão humana, tentou-se um teatro plástico, próximo da pintura em movimento, que substituiu a palavra. Houve obras sem palavras, ou sem luz ou sem actores, somente máquinas e bonecos numa instalação com múltiplos jogos de luzes. A tecnologia tentou converter o teatro em fogo de artifício ou em espectáculo de feira.
Hoje assistimos ao regresso do actor em frente do espectador. Hoje presenciamos o retorno da palavra ao palco.
O teatro renunciou à comunicação massiva e reconheceu os seus próprios limites que lhe impõem a presença de dois seres frente a frente comunicando sentimentos, emoções, sonhos e esperanças. A arte cénica está a deixar de contar histórias para debater ideias.
O teatro comove, ilumina, incomoda, perturba, exalta, revela, provoca, transgride. É uma conversa partilhada com a sociedade. O teatro é a primeira das artes que se confronta com o nada, as sombras e o silêncio para que surjam a palavra, o movimento, as luzes e a vida.
O teatro é um ser vivo que se consome a si mesmo enquanto se produz, mas constantemente renasce das cinzas. É uma comunicação mágica na qual cada pessoa dá e recebe algo que a transforma.
O teatro reflecte a angústia existencial do Homem e revela a condição humana. Através do teatro, não falam os seus criadores, mas a sociedade do seu tempo.
O teatro tem inimigos visíveis, a ausência de educação artística na infância, que impede a sua descoberta e o seu usufruto; a pobreza que invade o mundo, afastando os espectadores, e a indiferença e o desprezo dos governos que deviam promovê-lo.
No teatro falavam os deuses e os homens, mas agora o homem fala para outros homens. Para isso o teatro tem de ser maior e melhor que a própria vida. O teatro é um acto de fé no valor de uma palavra sensata num mundo demente. É um acto de fé nos seres humanos que são responsáveis pelo seu destino.
É necessário viver o teatro para entender o que se passa, para transmitir a dor que está no ar, mas também para vislumbrar um raio de esperança no caos e pesadelo quotidianos.
Longa vida aos oficiantes do rito teatral! Viva o teatro!

Tradução: Instituto das Artes - Gabinete de Teatro e Gabinete de Comunicação

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O Dia Mundial do Teatro foi criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI). O Dia Mundial do Teatro celebra-se anualmente a 27 de Março nos Centros ITI e na comunidade teatral internacional. Organizam-se diversos eventos nacionais e internacionais para assinalar a ocasião. Um dos mais importantes é a circulação da Mensagem Internacional, tradicionalmente escrita por uma personalidade do teatro de dimensão mundial a convite do Instituto Internacional do Teatro.

www.iti-worldwide.org

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Víctor Hugo Rascón Banda
Nota biográfica

Víctor Hugo Rascón Banda nasceu em 1948 em Uruáchic, uma cidade mineira do norte do México. Saiu muito cedo da sua pequena localidade para continuar os seus estudos de advocacia.
Em 1979 escreveu a sua primeira obra de teatro Voces en el umbral. Los ilegales, a sua primeira peça encenada, marcaria o início de uma carreira assinalada por êxitos de público, assim como o reconhecimento crítico e académico. A sua obra dramática, composta por cerca de meia centena de textos, resulta num espectro significativo que dá conta da complexidade do ser humano e da sua relação com a envolvente social, pois é a sociedade do seu tempo que fala através do criador, assinala Víctor Hugo. Para ele, o teatro é entendido como um contentor dos sonhos e dos pesadelos de toda uma época. A sua obra dramática é uma das mais encenadas e editadas no panorama nacional mexicano.
Víctor Hugo já recebeu vários prémios nacionais e internacionais pelas suas obras, tais como: Ramón López Velarde 1979, Teatro Nuestra América 1981, Juan Ruiz de Alarcón 1993 e Rodolfo Usigli 1993. Recentemente recebeu a medalha “Xavier Villaurrutia”, em reconhecimento da sua carreira.
É presidente da Sociedad General de Escritores de México, Assessor do Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, Tesoureiro da Academia de Artes y Ciencias Cinematográficas, Presidente da Federación de Sociedades Autorales e Vice-presidente da Confederación Internacional de Sociedades de Autores y Compositores.

Adaptado do texto de Rocío Galicia - Centro Nacional de Investigación Teatral “Rodolfo Usigli”. Tradução: Instituto das Artes - Gabinete de Teatro e Gabinete de Comunicação

Revolta na Romaria

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Vai uma Mijinha??

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Foto do Brocas. Mijinha moi meme.

domingo, março 26, 2006

Em vez de Mirra...

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"A QUARESMA ILUMINA..."

Ontem, estive numa animada discussão com Hengels, a propósito do seu escrito sobre a Origem da Família, da Propriedade e do Estado. Marx esteve para aparecer, mas não veio, (o Pombo ainda não trouxe a mensage) calculo que nevou, sendo longe a penantes e de carroça complicado, pois comboio, só do outro lado do Reno.

Nesta discussão a dois, inventariei um conjunto de procedimentos humanos, similares, que se repetem ao longo de épocas, juntei até a invasão do Iraque e as possíveis próximas invasões da Venezuela e do Irão, reparando que nestas ele não estava bem informado, tudo isto apesar da evolução do saber e das sociedades, distantes que estamos da fisionomia do macaco que já tivemos, consequência do bom calhar de uma microscópica diferença genética.
Bem hajam os Deuses, excelentes químicos na arquitectura genética.

Já tarde, com meia garrafa de vinho do Porto consumida, adormeci. Recordo-me que acordei três vezes, tantas como os membros da estruturada Sagrada Família, - interrogando-me em intervalos bocejados, se não estaria a ser Iluminado pela Quaresma(!?)... Na terceira vez, embora ensonado decidi ficar acordado, num ápice dirimi a discussão que tivera, embora com fome não comi, fui impelido sem ainda perceber porquê a ficar em jejum, reflectindo sobre religiões, deus , deusas e até travestis.

Saltou-me á lembrança o Quacrismo, colher o seu exemplo, quase como uma necessidade racional e premente de redescobrir um Deus com outro nome, capaz de substituir os actuais que já não colhem respeito por serem já velharias das incongruentes invenções dos humanos(!?)

Inventar outra doutrina, iniciar uma seita e seguir o exemplo de Jorge Fox, fundador do Quacrismo, que aproveitando a confusão religiosa dos tempos de Henrique VIII, pregaram uma revolução religiosa. Autênticos e audazes agitadores, que com capacidade oratória entravam à bruta pelas Igrejas e outros templos, mesmo na hora do culto, substituindo-se aos padres e pastores nas homílias, expondo aí a sua mensagem... ... ... ... a Quaresma e o anúncio das Procissões do Senhor dos Passos, estão-me a afectar os neurónios...

Continuo outro dia.

sexta-feira, março 24, 2006

Natércia Campos - Um exemplo vivo!

Caros amigos,

A nossa querida Natércia morreu ao lado dos seus companheiros quando estava a trabalhar. Era uma mulher do teatro e da cultura que fazia parte da vida de muita gente. Sabemos que sem ela somos outras pessoas e são estas outras pessoas que agora celebram a sua vida de coragem e de generosidade.

O seu corpo estará no Teatro o bando dia 25 de Março, das 12h00 às 24h00.

O funeral sai de Palmela dia 26, às 11h00, para o Cemitério dos Olivais, onde se realizará às 12h00.







Natércia de Campos Pires nasceu em 1935, a 7 de Julho. Assistente social de formação, desde cedo se ligou à cultura, tendo passado pelo Instituto da Alta Cultura, pela Comissão Instaladora da Universidade Nova de Lisboa, pela Secretaria de Estado da Cultura e Investigação e pelo Gabinete do Ministro da Cultura.



Depois do 25 de Abril de 1974 desempenha as funções de Secretária Coordenadora dos Departamentos de Ciências Sociais e Humanas e Ciências Exactas e Tecnológicas e, em 1976, junta-se ao Grupo de Teatro Comuna. É no teatro que vai desenvolver a sua actividade profissional até aos dias de hoje, sempre com o mesmo afinco e dedicação. Teve ainda tempo para realizar um programa de Rádio na RDP1 “Teatro é Cultura”, que se tornou uma verdadeira referência, catalizando ideais opostos. Mais tarde, integra a equipa que na Expo 98 dirigiu toda a vertente cultural do evento, de boa memória para todos nós.



Mas foi no Teatro o bando, enquanto produtora, que mais se empolgou, mais deu de si e que mais deu ao teatro. Longa de 19 anos, esta presença é um marco na vida d’o bando, na sua e na do próprio teatro em Portugal. Algumas das produções mais ambiciosas nesta área tiveram o seu cunho pessoal e a sua enorme dedicação. Natércia Campos estará sempre ligada ao melhor que a produção teatral portuguesa realizou nas últimas décadas.

...................... As viagens inúteis


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VIAGEM 'INÚTIL' AO BRASIL
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Cinco deputados da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações partiram no domingo para o Rio de Janeiro, numa viagem de quatro dias que a deputada do Bloco de Esquerda (BE) Alda Macedo considera “sem qualquer utilidade” e, por essa razão, recusou fazer parte da delegação parlamentar.Os deputados em questão são Miguel Relvas, do PSD (presidente da Comissão), Miguel Coelho, do PS, João Rebelo (CDS-PP) José Soeiro (CDU) e Vasco Cunha (deputado e vogal da Comissão Política do PSD). Acompanha a delegação o técnico Nuno Cunha Rolo.Em declarações ao CM, Alda Macedo explicou que os cinco deputados foram tomar conhecimento do processo negocial da aquisição da VEM (Varig Engenharia e Manutenção) pela TAP. Ora, segundo a deputada, “para recolher esse tipo de informação não era preciso ir ao Brasil gastar dinheiros públicos, bastava pedir os relatórios”.

quinta-feira, março 23, 2006

Ideias Sindicais

Animado pelo post do companheiro K7, sobre rescaldos das eleições para a Com. de Trabalhadores da AutoEuropa, penso e considero o seguinte:

- O posicionamento da lista C e a sua afinidade com o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul/CGTP-IN, naquela conjuntura não poderia ser outra. Aquela empresa desde a sua implantação foi adoptada como pivot pelos sucessivos governos e respectivas associações patronais, num longo processo(que decorre)para a descredibilização da importância da Contractação Colectiva, como obstáculo material ás investidas para a desregulamentação do quadro Jurídico/Laboral, conquistado pelos trabalhadores e acrescido pela Revolução de Abril. Não se trata de retórica, são muitos os factos que o demonstram;

- O posicionamento da lista vencedora, resulta do uso normal e legítimo da tradição de representatividade e organização, que impera nas diferentes unidades desta empresa transnacional localizadas em diversos países. Com uma metodologia muito prória de negociação;

Desde alguns anos, as transnacionais contríbuiem decisivamente em todo o lado para o enfraquecimento da intervenção Sindical, globalmente reduzindo a capacidade colectiva de resistir à actual investida desregulamentadora da legislação laboral, em todos os Países ditos desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento.

Mas tal organização e prática não é da responsabilidade dos representantes dos trabalhadores das unidades desta ou de outras transnacionais. Teve até nos Países de origem os seus resultados. Mas hoje, tenho como certo tratar-se de um instrumento tecido pelo capital com o objectivo de reduzir a acção Sindicalista. Urge assim proceder a alterações.

Redescobrir por uma posição de classe, como contornar o isolamento organizacional em relação à massa de trabalhadores nos demais sectores de actividade em cada País; descobrir como enfraquecer o recurso à deslocalização, cutelo ameaçador a que os trabalhadores, nomeadamente das transnacionais, à mínima estão sujeitos.

São factores, que somados aos detalhes que só quem lá labora conhece e sente, deverão ser considerados, não por uma busca de "novos projectos sindicais em concurso",mas, num esforço unitário que conjugue todas as experiências, gerador de exemplos mobilizadores que internamente invertam os 46,3% de abstenção e se transcedam pela influência em todos os espaços em que estão representados. Pois a luta tem de ser global.


Gerar estigmas e animar a atitudes sectárias, é no meu ponto de vista de classe, afastar e desinteressar os companheiros de trabalho da defesa dos seus próprios interesses, é atrasar a consciência individual do dever de agir colectivamente.

Para mim, nas entrelinhas dos escritos das diferentes das partes, descortino a "salutar incongruência" de vários dos subscritores serem até filiados no mesmo Sindicato. Considero ser este um bom sinal, susceptível de encontro sem preconceitos. Os trabalhadores portugueses precisam da acção colectiva dos trabalhadores da AutoEuropa.

A situação actual precisa de acções colectivas politizadas, sem receios. A luta
e processo negocial da Auto Europa teve dimensão política, - o capital mostrou as garras, os ministros caíram em contradição, a comunicação social ecoou influências e pressões. Mas os trabalhadores estão lá, e eles e só eles descobrirão os caminhos adequados.

-A Luta Continua!

Duvidas de Democrata


Duvidas sobre as origens da "Lista C" para a Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa?
O Sindicato dos metalurgicos deveria ponderar sobre a forma democrática de eleger os seus elementos.
Até aleija companheiros, mas o absolutismo tem destas coisas, esquerdas muito pouco democratas.

Prima Vera

Prima Vera
da desordem e do caos
das chuvas ácidas
nas rugosas faces bulímicas

Uma astuta cabeça
suga o sangue dos demais
e a perfídia e o sexo
são catarses do corpo

Prima Vera
dos destroços e dos náufragos
da sonolência iridiscente
da comezaina vida
do quotidiano

Outra cristalina morte
na margem do rio
A fétida imagem das
nossas ambições

Prima tortuosa
e Vera, plena de langor
aniquilada da congestão
das opíparas verborreias
dos mortais

Poluições à parte,
a vida é um mar salgado
de remorsos e marés
que nos atiram para a
praia dos encantos

Secretos encantos
de uma tormenta solitária
de um ameno repousar
nas nossas emoções.

Paris 1968 - 2006


Mudam-se os tempos, mas a luta continua.
(cartoon sacado no Marinha Grande)

Os Cravos

Em tempos idos, um senhor Cruz Abecassis, presidente na altura da C.M. Lisboa, lembrou-se de remover e proíbir de plantar umas flores vermelhas de nome "Cravos". É coisa de ficarmos dementes com o sucedido, dizia o senhor que simbolizavam algo que ele odiava.
Agora aparece o Bicho da Madeira com pavor às comemorações do 25 de Abril, será por dar mais importância ao carnaval, altura que se transforma em MATRAFONA?
Dali (como o cartoon indica), só podia sair mesmo *erda.

Se Fosse Assim...


...Carrapatoso e outros que tais, era um tal de escrever ao "Pai Natal".
Buga ler o que se passa no Diário de Notícias sobre o assunto.

Emigrantes não são só os outros...

Imigrantes portugueses receberam ordem de repatriamento
Famílias portuguesas em situação ilegal receberam ordens de repatriamento em Março, no âmbito do maior rigor da política de imigração canadiana, indicaram terça-feira o canal de televisão CBC e um grande jornal de Toronto. ( ler mais)

terça-feira, março 21, 2006

Um Novo Estatuto

Na previsão da Pandemia da Gripe das Aves, e para que em tal situação se "mantenha o tecido social a funcionar", está criado um novo estatuto social, cuja lista ainda em segredo de Estado, envolve 100 000 portugueses de 1ª classe, que terão acesso a tratamentos preventivos.

Quem anunciou esta medida não foi obviamente o angelical 1ºMinistro, antes encarregou o porteiro, aliás a subdirectora da Saúde Srª Graça Freitas.

Pensem o que quiserem, mas não encontro palavras nem formulações para prosseguir com este assunto... ... ...

Primavera em Bagdade


Hoje, dia da Primavera, apetecia-me tudo menos falar dos três anos de guerra no Iraque, iniciada com a invasão das tropas norte-americanas, britânicas e outras em 18 de Março de 2003. Apetecia-me, ainda menos, recordar que o tiro de partida para esta catástrofe humanitária e até ambiental foi dado na cimeira das Lajes pelo quarteto Bush, Blair, Aznar e Barroso, com este último a fazer de mordomo, envolvendo Portugal num verdadeiro crime contra a Humanidade. Seria cómico, se não fosse trágico, vê-lo agora balbuciar meias desculpas, em Bruxelas, apresentando-se como vítima de credulidade na “amigo americano”, com a mesma convicção com que jurou perante a Assembleia da República ter visto “as provas” alegadas pelos invasores.

Aliás, os apoiantes da coligação guerreira andam numa roda-viva de actos de contrição: “de facto não havia armas de destruição massiva no Iraque” – pudera, se já nem Bush & Blair tentam sustentar esta mentira… Alguns reconhecem a situação caótica em que mergulharam o Iraque para concluir, afinal, que as tropas invasoras não podem retirar – mas como daí a seis meses a situação será seguramente pior, está justificado o princípio da guerra infinita.

A invasão do Iraque, além de uma tragédia para o seu povo e para a causa da Paz, revelou-se um fracasso absoluto relativamente a todos os objectivos para ela invocados: em vez da eliminação do terrorismo e da imposição armada da democracia, o Iraque vive hoje em estado de caos absoluto. Do “parlamento” eleito em Dezembro de 2005, apesar de uma sólida maioria xiita, não sai qualquer governo nem este disporia de poder real num país onde a resistência aos ocupantes e várias guerras civis (curdos, xiitas, sunitas) se entrelaçam.

Crimes hediondos contra a humanidade, com a utilização de fósforo branco contra populações civis de Fallujah e não só, foram perpetrados pelas tropas norte-americanas, a somar às torturas bárbaras impostas a prisioneiros de guerra na prisão de Abu Ghraib e aos maus tratos indiscriminados contra a população civil. Longe de ter sido eliminado, o terrorismo fundamentalista encontrou no Iraque um teatro de operações e de recrutamento privilegiado, ganhando novos apoios e prestígio entre as massas muçulmanas humilhadas e sem perspectivas de futuro; por último (e não menos importante), as forças ocupantes enfrentam uma situação de impasse militar que já levou ao anúncio de reduções de contingentes, inclusive da Grã-Bretanha, depois da retirada da Espanha e de outros países.

Todos estes factores aconselhariam a máxima prudência antes de nova investida, como a que se prepara contra o Irão. Nem o controle do petróleo do Médio Oriente justifica por si só este aparente aventureirismo. Os EUA delegaram nos aliados europeus e na Rússia a primeira linha de pressão sobre o programa nuclear iraniano, resguardando-se para um previsível endurecimento da situação. Apesar das diferenças de tom da Rússia e da China, tudo aponta para uma melhor articulação entre os diversos parceiros, ao nível do Conselho de Segurança da ONU, de forma a darem cobertura legal a uma intervenção militar. Fala-se, inclusive do recurso a armas nucleares “tácticas” contra alvos iranianos. A participação da Turquia e de Israel em tal aventura ameaça incendiar o Médio Oriente e pode estender-se até ao Paquistão – uma ditadura militar “amiga” dos EUA que possui armas nucleares e já esteve mais longe de cair em mãos fundamentalistas…

A guerra é muito mais que um capricho demencial de George W. Bush e de meia dúzia de fanáticos neocons. Além do mais, ela visa colmatar a debilidade económica dos EUA, sustendo a cotação do dólar e a liderança de Wall Street nas bolsas mundiais. A balança de pagamentos norte-americana atingiu, em 2005, o maior défice comercial da sua história: 723,6 biliões de dólares! Qualquer outro país, com um quadro macroeconómico semelhante, já teria sido submetido a um rigoroso plano de austeridade e de ajuste estrutural do FMI, só evitado pelo afluxo financeiro ininterrupto à bolsa de Wall Street e pela supremacia militar dos EUA.

Eis as verdadeiras causas da “guerra infinita” que começou no Afeganistão, se estendeu ao Iraque e ameaça hoje o Irão, amanhã a Síria ou o Paquistão, na realidade a todos nós, em todo o mundo. Por isso devemos exigir a retirada dos soldados portugueses do Afeganistão e abraçar a causa da Paz, como fizeram dezenas de milhares de manifestantes em centenas de cidades de todo o mundo, 18 de Março. Para que volte a haver Primavera em Bagdade!

Alberto Matos

Atenção! Aviso à população!

Aproveitemos e coloque-se a questão do PDM. Deverá estar a vigorar o de 1991 (se não me engano), o outro fica-se pela espera da lei que nunca mais sai. Mas virá um novo estudo ou simples adendas ao PDM que tanta polémica levantou??

domingo, março 19, 2006

PANDEMIA DA ESTUPIDEZ

Tenho um amigo que deixou de fumar, saudei-o por isso, é uma boa medida p'ra defender a saúde, mas ele replicou dizendo que não foi pela saúde, "podes até considerar estúpido, mas foi p'lo preço do tabaco."

Pensando bem, parecendo até estúpido - já não temo as doenças pelo doloroso e as inconveniências para a vida que elas trazem, mas pelo dinheiro que não tenho e assim o risco da indiferença e maus tratos a que estarei sujeito.

Todos sabemos que as urgências hospitalares, têm vindo a saturar-se à proporção da diminuição dos médicos de família e pelo sucessivo encerramento de Centros de Saúde e de outros serviços a montante dos hospitais. O Srº Ministro e seus secretários sabem disto, no entanto justificou o aumento de 23% das taxas moderadoras, com o estúpido argumento de assim ir libertar os hospitais das "falsas urgências".

Neste cenário de estupidez, o Srº Vasco Franco, deputado do PyeS, afirmou na rádio - que esta medida visa cumprir o preceito Constitucional de uma assistência médica tendencialmente gratuita, como todos desejamos.

O homem disse isto, parece que falou mesmo a sério.
Apresentando assim sintomas preocupantes e indicadores de que a "pandemia da estupidez" já contaminou ministros, secretários e até deputados.

Não sendo ainda caso para alarmismos, deixo a informação de que existem vacinas bastantes para o combate.
Estão na posse de todos os que recusam ser estúpidos.